quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Terremoto na Turquia e Síria.

Equipes de emergência do Japão partem para Turquia, país atingido por um forte terremoto.


Tóquio - Na noite de terça-feira, 7 de fevereiro, equipes de ajuda humanitária do Japão viajaram para a Turquia, atingida por um fortíssimo terremoto (7.8 de magnitude) no dia 6 de fevereiro. Todos irão fornecer apoio médico para a população turca e ajudarão nas operações de resgate.

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Equipes de emergência do Japão partem para Turquia, país atingido por um forte terremoto.
Equipes de ajuda humanitária do Japão partiram na terça-feira, 7 de fevereiro, para a Turquia. O país turco, mais a Síria, foram atingidos por um forte terremoto de 7.8 de magnitude. Até o momento, mais de 10.000 mortos foram contabilizados. Foto: NHK News.

O governo do Japão enviou 55 trabalhadores humanitários para as áreas turcas atingidas pelo terremoto. 

Além disso, mais três membros da organização sem fins lucrativos TMAT (Tokushukai Medical Assistance Team) também seguiram viagem para a Turquia no mesmo dia.

Os membros da TMAT ficarão na Turquia por 10 dias aproximadamente. Eles irão fazer um levantamento sobre a situação das áreas afetadas pelo terremoto, além de determinar a demanda por assistência médica no país.

Takamitsu Sakamoto, médico da TMAT, disse que irá procurar se informar melhor das prioridades necessárias nas regiões atingidas pelos tremores de terra. Segundo ele, muitos médicos humanitários de vários países estarão lá para ajudar, sendo necessário saber quais áreas estão precisando de mais assistência médica.

Hirokazu Nishimura, enfermeiro da TMAT, expressou suas esperanças em ajudar as vítimas do terremoto. Ele quer ajudar a população turca com a prestação de serviços médicos, garantindo apoio a todos que precisam de socorro.

De acordo com os noticiários, o forte terremoto, que atingiu a Turquia e a Síria, deixou mais de 45.000 feridos. Os dois países já somam mais de 10.000 mortos, segundo o último levantamento desta quarta-feira. Vários edifícios desmoronaram com os tremores e as estradas ficaram danificadas em uma ampla área dos países.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, informou na terça-feira que seu país recebeu ofertas de ajuda de 70 países e 14 organizações internacionais. Mais de 1.000 equipes de resgate, vindos da Europa, estão chegando à Turquia nesta semana.

"Quero que os profissionais de ajuda internacional cheguem na Turquia o mais rápido possível. As vítimas do terremoto estão cavando a neve e os escombros com as mãos", disse Ekrem Yildirim (47 anos), curdo que vive no Japão. Ele está preocupado com seus familiares e amigos que vivem no sul da Turquia.


Fontes: NHK News / Kyodo News.


   
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Obrigado Kunieda!

Aposentado, o tenista Shingo Kunieda dá uma entrevista, falando sobre a melhor fase de sua carreira.


Tóquio - Um dos maiores tenistas em cadeira de rodas de todos os tempos, o japonês Shingo Kunieda (38 anos) conversou com a imprensa japonesa nesta terça-feira, 7 de fevereiro, dando detalhes sobre sua carreira e sua aposentadoria.

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Aposentado, o tenista Shingo Kunieda dá uma entrevista, falando sobre a melhor fase de sua carreira.
O ex-tenista em cadeira de rodas, Shingo Kunieda, fala sobre sua aposentadoria no tênis profissional em uma coletiva de imprensa, 7 de fevereiro de 2023. Foto: Kyodo News.

"Posso dizer claramente aos meus fãs que tive a melhor carreira como tenista", disse Kunieda. No final de janeiro deste ano, ele anunciou sua aposentadoria no tênis profissional, mesmo estando no auge da carreira. Ele é ainda o número 1 do mundo, liderando o ranking dos melhores tenistas cadeirantes da atualidade.

"Ganhar a medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Tóquio foi o melhor momento da minha carreira. Ainda me emociono quando vejo as fotos daquele momento especial", comentou o tenista recém-aposentado.

Kunieda conquistou sua terceira medalha de ouro paraolímpica nos Jogos de Tóquio em 2021. No ano passado, ele completou sua carreira no Grand Slam, ao vencer o torneio de Wimbledon. Em todo o Grand Slam, o tenista conquistou 28 títulos de simples e 22 títulos de duplas.

Solicitado a comentar sobre o prestigioso Prêmio de Honra do Povo, que o governo japonês está querendo conceder a ele, Kunieda disse o seguinte: "Sinto que é uma grande honra ver o tênis em cadeira de rodas se destacar no esporte com o esforço do meu trabalho. Isso representa o maior reconhecimento por tudo o que eu fiz".

Com 9 anos de idade, Kunieda começou a usar cadeira de rodas, devido a um tumor em sua coluna. Ele começou a jogar tênis aos 11 anos de idade, por conselho de sua mãe.

Originário da província de Chiba, Kunieda subiu pela primeira vez no topo do ranking mundial em 2006. Durante sua carreira, ele passou 582 semanas no topo da lista dos melhores tenistas cadeirantes do mundo. Segundo ele, o nível profissional do jogo de tênis em cadeira de rodas vem melhorando a cada ano.

"A Federação Internacional de Tênis é responsável pela organização dos jogos de tênis para cadeirantes. Para mim, hoje não há limites entre o tênis e o tênis em cadeira de rodas. Recebi muitos comentários, de várias pessoas, sobre minha vitória nas Paraolimpíadas de Tóquio. Depois de tanto tempo querendo mostrar a importância do tênis em cadeira de rodas, comecei a pensar que minha carreira estava terminando por aqui. Estou feliz que me aposentei das competições. Provavelmente, continuarei trabalhando em minhas atividades promocionais, divulgando o tênis em cadeira de rodas para mais pessoas", disse Kunieda. 

A vontade de se aposentar veio à mente de Kunieda depois que ele conquistou sua primeira vitória em Wimbledon, ocorrido em julho de 2022. Com essa vitória, ele completou sua carreira no Grand Slam.

Dois meses depois, Kunieda foi vice-campeão do US Open (Estados Unidos), ficando atrás do tenista britânico Alfie Hewett.

"Após o US Open, inconscientemente comecei a dizer a mim mesmo: já fiz o suficiente até aqui. Então, me perguntei se ainda deveria continuar jogando tênis", disse Kunieda.

"Agora eu confronto a pessoa que eu era antes, na época que me tornei um profissional. Quando era o número 2 ou 3 do mundo, eu só pensava em tirar o outro adversário do topo do ranking mundial. No entanto, depois que me tornei o número 1 do mundo, comecei a olhar e a melhorar a pessoa que estava dentro de mim", afirmou Kunieda. 


Fonte: Kyodo News.

   
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