sábado, 18 de março de 2023

Mais estrangeiros estudando no Japão.

Governo quer atrair até 400 mil estudantes estrangeiros por ano no Japão.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 17 de março, o governo japonês revelou uma meta para atrair cerca de 400.000 estudantes estrangeiros por ano no Japão. O plano foi apresentado em uma reunião do Conselho para a Criação da Educação do Futuro.

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Governo quer atrair até 400 mil estudantes estrangeiros por ano no Japão.
Governo japonês pretende aumentar o número de estudantes estrangeiros que entram no país anualmente. A nova meta é atrair cerca de 400.000 estudantes estrangeiros por ano no Japão. Foto: Seikatsu Magazine.

O primeiro ministro Fumio Kishida e secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, participaram de uma reunião com vários especialistas da educação, incluindo o ex-presidente da Universidade de Keio, Atsushi Seike.

O novo plano faz parte de uma minuta mostrada durante a reunião, onde os participantes discutiram pontos a serem incluídos na próxima proposta do conselho. Kishida pediu que a nova proposta, que é a segunda formulada pelo conselho, seja compilada até o final de abril.

De acordo com a nova proposta, o Japão revisará seu plano atual, que visa até 300.000 estudantes estrangeiros anualmente.  A quantidade de novos alunos no país será aumentado para 400.000 estudantes estrangeiros por ano, isso até o ano 2033.

Além disso, o novo plano também inclui uma meta de aumentar o número de japoneses estudando no exterior, chegando até 500.000 estudantes em 10 anos. Os dados mais recentes mostram que o número de japoneses estudando no exterior era de, aproximadamente, 200.000 estudantes em 2017.

Kishida explicou que para realizar sua política econômica de "uma nova forma de capitalismo", o Japão deverá promover ainda mais o investimento em recursos humanos. Ele expressou sua intenção de incentivar intercâmbios internacionais aos estudantes japoneses, principalmente estudos em países do G7. 

O primeiro-ministro poderá mencionar o novo plano, de estudos no exterior e no Japão, durante a cúpula do G7, que será em maio na cidade de Hiroshima.


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 17 de março de 2023

Sobre o Japão e a Coréia do Sul.

Fumio Kishida e Yoon Suk-yeol realizam um encontro diplomático no Japão.


Tóquio - Na quinta-feira, 16 de março, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, e o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, se reuniram em uma coletiva de imprensa, após uma cúpula entre os líderes realizada em Tóquio. A reunião foi parte da primeira visita bilateral, envolvendo Japão e Coréia do Sul em mais de uma década.

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Fumio Kishida e Yoon Suk-yeol realizam um encontro diplomático no Japão.
Após uma cúpula de líderes realizada em Tóquio, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e o presidente da Coréia do Sul, Yoon Suk-yeol, conversaram com os jornalistas para discutir assuntos não resolvidos de guerra, envolvendo os dois países. Foto: NHK News.

Durante a coletiva de imprensa, Kishida disse: "O presidente Yoon e eu estamos nos encontrando para as negociações diplomáticas em um ambiente de política internacional conturbado. Concordamos em reconhecer a urgência das relações de cooperação entre Japão e Coréia do Sul". 

Em sua vez, o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol disse o seguinte: "Na verdade, nós compartilhamos valores universais, que inclui a democracia, e também temas de segurança e aliança econômica. Buscamos interesses comuns e somos os aliados mais próximos a esse respeito".

Ambos os líderes disseram que querem fortalecer a cooperação, inclusive questões de segurança nacional de cada país.

Kishida e Yoon expressaram preocupações com a aceleração do programa nuclear e dos mísseis balísticos da Coréia do Norte. Eles querem trabalhar juntos para lidar com esse problema.

Os líderes informaram que desejam voltar a fazer visitas regulares, aproximando ainda mais os dois países.

Em outro assunto da pasta, o primeiro-ministro Kishida elogiou a proposta sul-coreana, na resolução de questões que remonta à Segunda Guerra Mundial. Uma fundação afiliada ao governo sul-coreano deve pagar indenizações para as vítimas da Coréia do Sul, no lugar de empresas japonesas que foram acusadas de escravizar coreanos durante a guerra.

O atual plano, para dar um fim aos assuntos não resolvidos da guerra, vem depois de anos que Japão e Coréia do Sul se mantiveram com relações de políticas tensas, sem nenhum avanço para uma negociação pacífica entre os dois lados.


Fonte: NHK News.


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