quarta-feira, 22 de março de 2023

Kishida visita Ucrânia.

Primeiro-ministro do Japão chega à cidade de Kiev, em uma viagem surpresa.


Kiev - Nesta terça-feira, 21 de março, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fez uma viagem sigilosa até a Ucrânia, depois de visitar a Índia. Esta é a primeira visita do líder japonês no país invadido pela Rússia.

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Primeiro-ministro do Japão chega à cidade de Kiev, em uma viagem surpresa.
Na tarde de terça-feira, 21 de março, o primeiro-ministro Fumio Kishida chega à Ucrânia, numa viagem sigilosa junto com sua comitiva. No mesmo dia, Kishida irá se encontra com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. Foto: NHK News.

Na segunda-feira, Kishida se encontrou com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para enfatizar a importância da ordem internacional e para pedir cooperação com a situação política na Ucrânia. 

Após a reunião com Modi na Índia, Kishida deveria retornar ao Japão. Entretanto, pegando toda imprensa japonesa de surpresa, a comitiva do primeiro-ministro japonês viajou, num voo particular, rumo a Polônia.

Um correspondente da emissora NHK na Polônia disse que viu Kishida embarcando em um trem na cidade polonesa de Przemysl, próxima da fronteira com a Ucrânia. O primeiro-ministro japonês chegou à estação de Przemysl por volta das 1h30 (horário da Polônia), na madrugada de terça-feira. 

No início da tarde, já no território da Ucrânia, a comitiva de Kishida chegou à capital Kiev. No mesmo dia, é aguardado o encontro entre o primeiro-ministro japonês e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. 

Espera-se que Kishida diga a Zelenskyy que o Japão buscará a união internacional, impondo duras sanções contra a Rússia. Neste ano, o líder japonês é o anfitrião da reunião do G7 (os sete países mais industrializados do mundo). A cúpula do G7 será realizada em Hiroshima, no mês de maio.

Kishida também poderá dizer, ao presidente Zelenskyy, que o Japão continuará fornecendo o máximo apoio à Ucrânia, com foco na reconstrução e na assistência humanitária.

O Japão já ofereceu US$ 1,5 bilhão em ajuda à Ucrânia e aos países vizinhos que aceitaram ucranianos evacuados.

O primeiro-ministro japonês é o último líder do G7 a visitar a Ucrânia. No mês passado, o presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma rápida visita no território ucraniano.

Em janeiro deste ano, Zelenskyy pediu a Kishida para visitá-lo na Ucrânia, durante uma conversa por telefone. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nunca um primeiro-ministro japonês havia visitado a região onde a guerra está acontecendo.


Fonte: NHK News.


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terça-feira, 21 de março de 2023

Contendo a turbulência financeira mundial.

Principais bancos centrais concordam em aumentar a liquidez global por dólares.


Tóquio - Seis grandes bancos centrais do mundo (Federal Reserve dos EUA, Banco Central Europeu, Banco do Japão, Banco do Canadá, Banco da Inglaterra e Banco Nacional Suíço) anunciaram um movimento coordenado para injetar mais dólares no sistema financeiro mundial.

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Principais bancos centrais concordam em aumentar a liquidez global por dólares.
A partir desta segunda-feira, 20 de março, os principais bancos centrais do mundo decidiram aumentar, conjuntamente, a liquidez global por dólares. A decisão foi tomada para conter a turbulência dos mercados financeiros de vários países. Foto: NHK News.

A decisão foi tomada após o colapso financeiro de dois bancos americanos (Silicon Valley Bank e Signature Bank) e uma operação de emergência para salvar o banco suíço Credit Suisse. No domingo, 19 de março, foi anunciado a compra do Credit Suisse Group pelo, também suíço e maior banco do país, o UBS Group.

Os bancos centrais envolvidos informaram que irão aumentar a frequência de inserção de dólares, mudando de semanal para movimentos diários. As operações diárias começaram nesta segunda-feira, 20 de março, e vai se estender até o final do mês de abril.

O objetivo dessa decisão é aumentar a eficácia das linhas de swap de liquidez em dólar e conter a turbulência mundial do mercado financeiro. Espera-se que a demanda pelo dólar americano aumente entre os investidores de todos os países.

Uma linha de swap de dólar é um acordo em que o Federal Reserve dos EUA (Banco Central Americano) fornece dólares a outros bancos centrais do mundo, em troca das moedas nacionais dessas instituições.

As instituições financeiras chamam as linhas de swap de "um importante suporte de liquidez para aliviar as tensões dos mercados globais de financiamento". E elas também ajudam "a mitigar os efeitos de tais tensões na oferta de crédito para famílias e empresas".

A primeira injeção conjunta de dólares, pelos principais bancos centrais do mundo, ocorreu em meio à crise financeira global de 2008. Em março de 2020, os bancos mundiais fizeram um movimento semelhante, quando a disseminação do coronavírus colocou os mercados financeiros no limite, apavorando os investidores.


Fonte: NHK News.


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