quarta-feira, 19 de março de 2025

Sem aumento da taxa de juros.


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Banco do Japão mantém política monetária inalterada.


Tóquio - Depois de encerrar a reunião de dois dias nesta quarta-feira, 19 de março, o Banco do Japão (BOJ) optou por manter sua política monetária inalterada.

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Banco do Japão mantém política monetária inalterada.
Nesta quarta-feira, 19 de março, o Banco do Japão decidiu em manter a taxa básica do juros do país em 0,5% ao ano. O banco decidiu não alterar a taxa de juros devido às incertezas em torno da atividade econômica e dos preços no Japão. Foto: NHK News.

O BOJ informou que continuará a mirar uma taxa de juros de 0,50% ao ano. Os formuladores de políticas, aparentemente, levaram em conta possíveis riscos decorrentes das políticas tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump.

"Ainda há grandes incertezas em torno da atividade econômica e dos preços no Japão", disse o BOJ. O banco citou alguns fatores de riscos que geram incertezas como: a evolução da situação em relação ao comércio e outras políticas; desenvolvimentos na atividade econômica no exterior; e preços de commodities.

Os formuladores de políticas do BOJ também acreditam que é necessário mais tempo para avaliar os efeitos do aumento da taxa básica de juros do país, ocorrido em janeiro. No início do ano, o banco decidiu aumentar a básica de juros de 0,25% para 0,50% ao ano, atingindo seu nível mais alto em 17 anos. 

As tendências de atuais de preços no Japão foram outro fator nas discussões. O BOJ manteve a meta de inflação do país em 2%. Entretanto, o último índice geral de preços ao consumidor, incluindo alimentos frescos, foi de 4% (o grande vilão da alta da inflação foi os preços do arroz). Mesmo excluindo itens frescos, o índice da inflação ainda excedeu 3%.

De acordo com o BOJ, os custos do arroz irão continuar a elevar os preços para os consumidores. No entanto, o banco afirmou que a taxa básica da inflação, relacionada aos aumentos salariais, se moverá em um nível consistente com a meta de 2% de inflação, já na segunda metade do ano fiscal de 2025.

Nikkey ON!: Será? Só vendo o que vai acontecer nos próximos meses para acreditar nessa meta de inflação do BOJ.


Fontes: NHK News / Exame.


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terça-feira, 18 de março de 2025

Subir o Fuji-san ficou caro!



Para escalar o Monte Fuji este ano, será cobrado uma taxa de 4.000 ienes.


Tóquio - A partir do verão 2025, os aventureiros dispostos a escalar o Monte Fuji terão que pagar uma taxa de entrada mais cara. A nova taxa para escalar o vulcão será de 4.000 ienes, ou seja, o dobro do valor pago pelos turistas (em Yamanashi) no ano passado.

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Para escalar o Monte Fuji este ano, será cobrado uma taxa de 4.000 ienes.
Um fluxo recorde de turistas estrangeiros no Japão gerou um alerta sobre a superlotação das trilhas do Monte Fuji. Foto: AFP.

O projeto do aumento da taxa foi aprovado pelas autoridades locais na segunda-feira, 17 de março, e será cobrado nas quatro trilhas principais. No ano passado, a província de Yamanashi introduziu uma taxa de entrada de 2.000 ienes para a Trilha Yoshida, além de uma doação opcional. Além disso, os aventureiros precisavam fazer resevas online para escalar, limitando a entrada diária de pessoas pela trilha.

Já a província de Shizuoka, autoridades aprovaram um projeto de lei na segunda-feira, cobrando também 4.000 ienes para suas três trilhas do Monte Fuji. Até o último verão, os turistas que passavam nas três trilhas tinham o acesso gratuito.

As novas taxas de entrada começarão a ser cobradas na temporada de escalada de julho a setembro deste ano.

Nos anos anteriores, um fluxo recorde de turistas estrangeiros no Japão gerou um alerta para a superlotação das trilhas do Fuji-san. Em 2023, um total de 221.322 pessoas escalaram o famoso vulcão. Em 2024, com a cobrança da taxa de 2.000 ienes na Trilha Yoshida, o total caiu para 204.316 pessoas se aventurando nas quatro trilhas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

"Embora o número de alpinistas continue sendo menor do que os níveis pré-pandêmicos, 200.000 pessoas ainda é um número muito grande", disse Natsuko Sodeyama, autoridade da província de Shizuoka.

"Não há outra montanha do Japão que atraia tantas pessoas no período de pouco mais de dois meses. Então, algumas restrições são necessárias para garantir a segurança dos visitantes", complementou Sodeyama.


Fonte: AFP.


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