Ex-enfermeira é presa no Japão por matar paciente misturando fezes em soro intravenoso.
Chiba - A polícia da província de Chiba, próxima de Tóquio, prendeu na quarta-feira, 15 de julho, uma ex-enfermeira de um hospital por assassinato. A suspeita é de que ela tenha conectado ao paciente um soro intravenoso contaminado com fezes.
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Os policiais prenderam Miyuki Furukawa, de 51 anos, que era funcionária de um hospital na cidade de Kashiwa, província de Chiba, na época do incidente.
De acordo com as investigações, no dia 30 de janeiro deste ano, por volta das 4 horas da manhã, Furukawa injetou "excrementos corporais" em um tubo extensor do soro intravenoso de um paciente de 75 anos. O paciente morreu no dia seguinte.
A investigação foi iniciada após o hospital enviar para os oficiais um relatório sobre o caso. O hospital informou que o paciente faleceu após seu quadro clínico se deteriorar repentinamente. Também informou que havia a possibilidade do soro intravenoso do paciente ter sido adulterado.
A causa da morte do paciente foi provavelmente falência múltipla de órgãos, segundo a polícia. Aparentemente, a morte ocorreu após bactérias presentes nos resíduos fecais se misturarem ao fluido intravenoso, entrando na corrente sanguínea do paciente.
Uma outra enfermeira relatou aos policiais, em investigações posteriores, que após o agravamento do quadro clínico do paciente, ela removeu o tubo intravenoso e instruiu Furukawa a guardá-lo para análises futuras. A enfermeira notou que o líquido intravenoso em seu interior apresentava uma coloração marrom-escura. Fontes da investigação afirmaram que o tubo foi encontrado posteriormente descartado em outra área do hospital.
O tubo descartado foi posteriormente confiscado para investigação. O líquido em seu interior continha o que parecia ser fezes humanas. Furukawa pode ter tentado esconder o tubo para que suas ações não viessem à tona.
Fontes da investigação também afirmaram que Furukawa entrou no quarto do paciente no dia do incidente, apesar de não ser a enfermeira responsável por ele.
Os polciais acreditam que Furukawa pode ter contaminado o soro intravenoso em questão de minutos. Ela pediu demissão após a morte do paciente.
Furukawa negou todas as acusações da polícia. Ela foi encaminhada à promotoria na quinta-feira, 16 de julho.
Fonte: NHK News.

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