terça-feira, 28 de setembro de 2021

Novo tufão se aproxima do Japão.

Tufão Mindulle avança em direção ao arquipélago japonês e pode provocar chuvas fortes nesta semana.


Tóquio - A Agência Meteorológica do Japão informou na segunda-feira, 27 de setembro, que o poderoso tufão Mindulle vem se deslocando no sentido norte sobre o Oceano Pacífico e se aproxima da principal ilha japonesa de Honshu. As autoridades meteorológicas alertam sobre ventos, chuvas e ondas fortes em várias partes do Japão nos próximos dias.

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Tufão Mindulle avança em direção ao arquipélago japonês e pode provocar chuvas fortes nesta semana.
Tufão Mindulle se desloca lentamente pelo oceano Pacífico e se aproxima do Japão. Foto: NHK.

Movendo-se lentamente pelo oceano, o tufão se aproximava da ilha de Okinotorishima, bem ao sul do Japão, às 15 horas desta segunda-feira.

De acordo com as informações colhidas pela agência meteorológica, o tufão Mindulle tem uma pressão atmosférica de 925 hectopascais e ventos de 180 km/h, próximo do núcleo da tempestade. As rajadas de vento chegam a cerca de 250 km/h. O tufão deve ficar mais forte nos próximos dias.

Ondas de até 8 metros de altura podem atingir as ilhas Daito, em Okinawa, na noite de terça-feira à quinta-feira. De quarta-feira até sexta-feira, ondas fortes também poderão chegar às ilhas Ogasawara, pequenos arquipélagos no Pacífico administrados pela província de Tóquio.

Há previsão de que a tempestade mude gradualmente de direção e se mova para o sentido nordeste, aproximando-se das ilhas Izu (ilhas pertencentes a Tóquio) na sexta-feira.  

As autoridades japonesas alertam a população sobre os perigos que o tufão Mindulle podem trazer ao país, como fortes rajadas de vento e chuvas torrenciais para o lado oriental e norte do Japão, principalmente nas regiões banhadas pelo oceano Pacífico.


Fonte: NHK News.



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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Problemas na indústria automobilística.

Coronavírus e a falta de peças causam redução na produção de automóveis no Japão.

Tóquio - A escassez de peças e a pandemia da COVID-19 têm afetado enormemente a produção de automóveis entre as principais montadoras do Japão, como a Toyota e a Honda.

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Coronavírus e a falta de peças causam redução na produção de automóveis no Japão.
Montadoras de veículos do Japão sofrem com a falta de peças e com a pandemia do coronavírus.

A falta de semicondutores, desde o início deste ano, tem levado à redução da produção de veículos entre as montadoras japonesas. 

Para agravar o problema, desde o início do verão, começaram os atrasos na produção de outras peças em fábricas dos países do sudeste asiático. Muitas peças de automóveis vêm importadas de outros países para o Japão. Com o surgimento de casos do coronavírus entre funcionários das fábricas do sudeste asiático, paralisações e atrasos têm prejudicado a produção de peças para as montadoras.

No final de agosto, a produção total de automóveis entre as montadoras japonesas foi de aproximadamente 930.000 veículos. Já em setembro, a produção mais que dobrou, chegando a uma parcial de 1,7 milhão de veículos. Entretanto, segundo dados de produção, isso representa cerca de 7% do número total de veículos fabricados pelas principais montadoras japonesas em 2020.

Inicialmente, as fábricas de peças e montadoras acharam que a queda na produção seria um problema passageiro, mas as dificuldades na fabricação de componentes para automóveis continuaram a persistir.

Algumas empresas precisaram interromper a produção de automóveis agora em setembro, obrigando clientes a esperar mais tempo na aquisição um carro novo.

Entre setembro e outubro, a Toyota reduzirá a produção planejada em aproximadamente 760.000 unidades combinadas. Neste momento, as fábricas da Toyota no Japão estão com a produção suspensa.

Com tantos problemas, a Toyota já encolheu os planos de produção global neste ano fiscal, reduzindo a fabricação de 9,3 milhões para 9 milhões de veículos.

A Honda também já reduziu sua produção planejada, entre agosto e setembro, em 60%. Para o início de outubro, está previsto 30% de redução da produção. Com tantas reduções, a nova meta de vendas globais da Honda é de 4,85 milhões de veículos, 150.000 unidades a menos em relação à meta anterior.

O Instituto de Pesquisa Daiwa calculou que, com a redução atual na produção de automóveis, o produto interno bruto real do Japão para o ano fiscal de 2021 será reduzido em 300 bilhões de ienes. Ao adicionar outros setores da economia japonesa, a perda econômica total é estimada em até 1,2 trilhão de ienes (US$ 10,8 bilhões).

Nikkey ON!: Com tanta má notícia, como fica os brasileiros que trabalham nas fábricas de auto-peças e montadoras de automóveis no Japão? Sem horas-extras ou demissões? Só espero que uma crise como a do ano de 2008 não aconteça novamente pelo mundo todo.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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