sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Combustíveis mais caros.

Sucessivos aumentos de preços deixam a gasolina cada vez mais cara no Japão.


Tóquio - Os preços da gasolina não param de subir no Japão. Os consumidores estão pagando mais caro o combustível nesta semana, valor nunca visto em mais de sete anos no país.

www.nikkeyon.blogspot.com
Sucessivos aumentos de preços deixam a gasolina cada vez mais cara no Japão.
A gasolina está cada vez mais cara no Japão. Já é o nono aumento consecutivo de preços. Foto: News Every. 

Com a recuperação da economia global após a fase mais difícil da pandemia do coronavírus, os preços dos combustíveis estão sendo seriamente afetados devido à crescente demanda por petróleo bruto no mundo.

Na segunda-feira, 1 de novembro, o Centro de Informação do Petróleo do Japão comunicou que o preço médio de varejo da gasolina comum foi de 168,7 ienes/litro em todo o país (cerca de US$ 1,48/litro).

Isso representa um aumento de 1,4 iene em relação à semana anterior. Já é a nona semana consecutiva de aumento da gasolina. Os preços subiram quase 7% nesse período. Por causa disso, as famílias do Japão também estão sendo afetadas com os aumentos de preços dos alimentos nos supermercados, como verduras e peixes.

O gás natural e o carvão, usados para a produção de eletricidade nas usinas termelétricas japonesas, estão mais caros do que o petróleo. O encarecimento do gás e do carvão faz com que as indústrias de geração de energia mudem para o petróleo, como alternativa na redução dos custos de produção.

Talvez, em breve, os consumidores no Japão terão algum alívio nos preços dos combustíveis. O governo japonês aponta para um aumento dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, podendo aliviar a pressão sobre os preços globais do produto.


Fonte: NHK News / News Every.

 
www.nikkeyon.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Ajuda para limpar a sujeira vulcânica.

Okinawa busca ajuda para remover as pedras-pomes em seus portos e praias.


Naha - Em 2 de novembro, o governador de Okinawa, Denny Tamaki, pediu ao governo central do Japão o envio das forças de autodefesa do país (SDF) para região. Okinawa está enfrentando um sério problema para remover a grande quantidade de pedra-pomes que suja as praias, o mar e os portos de suas ilhas.

www.nikkeyon.blogspot.com
Okinawa busca ajuda para remover as pedras-pomes em seus portos e praias.
Okinawa vem enfrentando um sério problema com a grande quantidade de pedras-pomes em seu litoral. Foto: The Asahi Shimbun.

"Se o Ministério da Defesa reconhecer a urgência, gostaria que fosse enviado a equipe das SDF, equipamentos e outros materiais para ajudar Okinawa a resolver este problema", disse Tamaki. 

O governador de Okinawa também visitou o Ministério do Meio Ambiente do Japão para discutir o assunto.

Em agosto deste ano, uma enorme quantidade de pedras-pomes foi expelida de uma erupção do vulcão submarino Fukutoku-Okanoba, na região de Ogasawara (cerca de 1.300 km de distância ao sul de Tóquio).

As pedras flutuantes viajaram 1.400 km de distância e chegaram às costas marinhas da ilha principal de Okinawa em outubro.

Nas praias de Okinawa, o tamanho das pedras-pomes varia muito: de alguns milímetros a alguns centímetros. A quantidade de pedras, acumulada na água do mar do arquipélago, formou uma grossa camada de sendimentos flutuantes que prejudica seriamente as indústrias locais de pesca e turismo. 

O porto de pesca de Ada, na vila de Kinigami, tem uma grande quantidade de pedras-pomes em sua região, cobrindo uma vasta área do seu mar. Os barcos pesqueiros estão impedidos de sair do porto por causa dos detritos vulcânicos na superfície da água.

Nesta quarta-feira, 3 de novembro, uma operação de limpeza no porto de Ada começou a funcionar a todo vapor, removendo as pedras-pomes com maquinários pesados.

Um repórter do jornal Asahi mergulhou na água do mar do porto no dia 2 de novembro. Durante as filmagens da reportagem, a enorme camada flutuante das pedras-pomes tinha bloqueado toda a luz do sol na água, deixando o fundo do mar escuro.


Fonte: The Asahi Shimbun.


* Leia também:



www.nikkeyon.blogspot.com