quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Ajuda para limpar a sujeira vulcânica.

Okinawa busca ajuda para remover as pedras-pomes em seus portos e praias.


Naha - Em 2 de novembro, o governador de Okinawa, Denny Tamaki, pediu ao governo central do Japão o envio das forças de autodefesa do país (SDF) para região. Okinawa está enfrentando um sério problema para remover a grande quantidade de pedra-pomes que suja as praias, o mar e os portos de suas ilhas.

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Okinawa busca ajuda para remover as pedras-pomes em seus portos e praias.
Okinawa vem enfrentando um sério problema com a grande quantidade de pedras-pomes em seu litoral. Foto: The Asahi Shimbun.

"Se o Ministério da Defesa reconhecer a urgência, gostaria que fosse enviado a equipe das SDF, equipamentos e outros materiais para ajudar Okinawa a resolver este problema", disse Tamaki. 

O governador de Okinawa também visitou o Ministério do Meio Ambiente do Japão para discutir o assunto.

Em agosto deste ano, uma enorme quantidade de pedras-pomes foi expelida de uma erupção do vulcão submarino Fukutoku-Okanoba, na região de Ogasawara (cerca de 1.300 km de distância ao sul de Tóquio).

As pedras flutuantes viajaram 1.400 km de distância e chegaram às costas marinhas da ilha principal de Okinawa em outubro.

Nas praias de Okinawa, o tamanho das pedras-pomes varia muito: de alguns milímetros a alguns centímetros. A quantidade de pedras, acumulada na água do mar do arquipélago, formou uma grossa camada de sendimentos flutuantes que prejudica seriamente as indústrias locais de pesca e turismo. 

O porto de pesca de Ada, na vila de Kinigami, tem uma grande quantidade de pedras-pomes em sua região, cobrindo uma vasta área do seu mar. Os barcos pesqueiros estão impedidos de sair do porto por causa dos detritos vulcânicos na superfície da água.

Nesta quarta-feira, 3 de novembro, uma operação de limpeza no porto de Ada começou a funcionar a todo vapor, removendo as pedras-pomes com maquinários pesados.

Um repórter do jornal Asahi mergulhou na água do mar do porto no dia 2 de novembro. Durante as filmagens da reportagem, a enorme camada flutuante das pedras-pomes tinha bloqueado toda a luz do sol na água, deixando o fundo do mar escuro.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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