domingo, 6 de fevereiro de 2022

Mais mão de obra vindo de fora.

Estudo aponta grave escassez de trabalhadores estrangeiros no Japão.


Tóquio - Até 2030, o Japão poderá enfrentar um déficit de 630.000 trabalhadores estrangeiros que seriam necessários para cobrir a escassez crônica de mão de obra no país. A informação é de acordo com uma recente pesquisa realizada pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

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Estudo aponta grave escassez de trabalhadores estrangeiros no Japão.
Segundo um estudo, o Japão poderá enfrentar uma escassez de até 630.000 trabalhadores estrangeiros até 2030. Foto: NHK News. 

O Instituto de Pesquisa para Paz e Desenvolvimento "Sadako Ogata", que atua dentro da JICA, fez um estudo com foco em 13 países de onde muitas pessoas vêm ao Japão para trabalhar em setores com escassez de mão de obra.

O estudo levanta a hipótese de que o investimento de capital pelas empresas japonesas reduziria a necessidade de mão de obra humana no futuro. Mesmo com a tecnologia aplicada no mercado de trabalho, o Japão terá aproximadamente 3,56 milhões de trabalhadores estrangeiros atuando país para daqui 8 anos, segundo o estudo. Entretanto, no melhor cenário, o Japão precisaria de até 4,19 milhões de trabalhadores estrangeiros para o mesmo período. 

Também é citado no estudo o estreitamento salarial entre o Japão e os países de onde vêm os trabalhadores, bem como o declínio das taxas de natalidade desses países.

A quantidade necessária de trabalhadores estrangeiros em 2040 representará mais de 10% de todas as pessoas com idades entre 15 e 64 anos que vivem em Tóquio e em outras 8 províncias. Só na capital do país, o número é estimado em mais de 18,9%, de acordo com a pesquisa.

O vice-presidente da JICA, Kenichi Shishido, disse que outros países também estão tentando adquirir mais trabalhadores estrangeiros, provocando um certo desinteresse das pessoas em trabalhar no Japão. 

Mesmo que haja o relaxamento nos requisitos de visto de trabalho, os números de trabalhadores estrangeiros ainda não serão suficientes para o país. Para o presente e o futuro, o Japão precisa criar uma sociedade em que os estrangeiros possam se estabelecer no país como cidadãos em um novo lar, explicou Shishido.


Fonte: NHK News.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sábado, dia 5.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sábado dia 5.
A norueguesa Therese Johaug comemora a primeira colocação na competição feminina de esqui cross-country de 7,5km + 7,5km, em Zhangjiakou, nos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim. Ela conquistou a primeira medalha de ouro desta edição olímpica. Foto: AP.


Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 5 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


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sábado, 5 de fevereiro de 2022

E começa os Jogos de Inverno em Pequim.

Cerimônia de abertura olímpica mostra como a China está ansiosa em mostrar seu rosto amigável.


Pequim - Com um show de luzes e efeitos visuais, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim apresentou o seu espetáculo ao mundo na noite desta sexta-feira, 4 de fevereiro. A partir de agora, a China tem a oportunidade de mostrar todo o seu prestígio como uma grande potência econômica e a sua capacidade de manter o controle de um evento esportivo internacional, diante das incertezas da pandemia do coronavírus.

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Cerimônia de abertura olímpica mostra como a China está ansiosa em mostrar seu rosto amigável.
Início da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno de Pequim: apresentação do emblema oficial dos jogos olímpicos. Foto: Kyodo News.

A abertura dos Jogos de Inverno ocorreu no Estádio Nacional de Pequim, local conhecido mundialmente como "Ninho do Pássaro". Em 2008, o mesmo estádio foi palco das cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim.

A China expressou o seu desejo de realizar um evento olímpico seguro, simples e maravilhoso. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e o presidente chinês, Xi Jinping, participaram da cerimônia fazendo os seus discursos solenes na abertura dos jogos.

Atletas, mídia e trabalhadores associados aos jogos serão isolados do público chinês durante todo o período olímpico. Já a população chinesa ficou frustrada com as restrições abrangentes sob a rígida política do "COVID-19 Zero" imposta pelo governo. Durante a apresentação das delegações dentro do estádio, observou-se o seguinte: os atletas simplesmente entraram, acenaram com as mãos para o público e saíram do palco logo em seguida. Pelo que foi visto, isso demonstra o rigoroso esquema de isolamento anti-coronavírus para os atletas na China.

Com os casos da variante ômicron em alta no território chinês, os ingressos para os Jogos Olímpicos de Pequim não puderam ser vendidos para o público em geral. Durante a transmissão da cerimônia de abertura pelas emissoras de televisão, percebeu-se que o Estádio Nacional estava parcialmente ocupado por um seleto grupo de chineses. O comitê olímpico da China decidiu que os locais das competições de inverno deverão ser preenchidos com um público de, pelo menos, 30%  da capacidade total do lugar. No caso dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020+1, os jogos de verão no Japão foram realizados sem a presença dos espectadores em quase todos os locais das competições.

O renomado diretor de cinema Zhang Yimou, que orquestrou a cerimônia de abertura nos jogos olímpicos de 2008, também é o responsável pela abertura dos jogos de inverno de 2022. Só que desta vez, o palco da abertura do jogos de Pequim foi menos extravagante e mais tecnológico, contando com muitos efeitos visuais e menos artistas performáticos em cena do que há 14 anos atrás. Provavelmente, mudanças para evitar problemas com surtos de COVID-19.

O presidente russo, Vladimir Putin, esteve presente na cerimônia de abertura dos jogos de Pequim. Horas antes do evento solene, ele participou de uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping. O que a Rússia está planejando para os próximos dias? Vai iniciar uma guerra com a Ucrânia durante os jogos olímpicos de inverno? Ver para crer...

Como prometido, os Estados Unidos e mais algumas nações democráticas não enviaram a Pequim  os seus funcionários de governo. O boicote diplomático é em protesto contra os supostos abusos de direitos humanos na China. E o presidente Xi Jinping não gostou nada disso e prometeu revidar. E o que ele vai fazer então?

E mais uma vez, a Coréia do Norte não está participando dos jogos olímpicos devido à pandemia da COVID-19 pelo mundo. No ano passado, os norte-coreanos também não participaram dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio pelo mesmo motivo. Entretanto, os testes dos mísseis balísticos da Coréia do Norte no Mar do Japão continuam sendo mais importantes que os jogos...

Fique ligado! Até o dia 20 de fevereiro, as Olimpíadas de Inverno de Pequim estarão mostrando ao mundo um total de 109 eventos esportivos, em 15 modalidades de sete esportes: biatlo, bobsled, curling, hóquei no gelo, luge, patinação e esqui.

Nikkey ON!: Diante de tantas coisas como pandemia, boicotes diplomáticos e até uma guerra entre Rússia e Ucrânia, os jogos olímpicos da China prometem ter muita ação com esportes, política internacional e coronavírus.


Fontes: Kyodo News / CNN Brasil.


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