terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Medicamento "made in Japan".

Japão avalia a aprovação antecipada da nova pílula da empresa Shionogi contra a COVID-19.


Tóquio - O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, informou nesta segunda-feira, 7 de fevereiro, que o governo está considerando a aprovação antecipada de um novo medicamento oral para o tratamento de pacientes com coronavírus. 

www.nikkeyon.blogspot.com
Japão avalia a aprovação antecipada da nova pílula da empresa Shionogi contra a COVID-19.
A empresa japonesa Shionogi & Company desenvolveu uma nova pílula (em fase de testes) no combate ao coronavírus. Foto: Nikkei Asia. 

A nova pílula está sendo desenvolvida pela farmacêutica japonesa Shionogi & Company. A empresa se prepara para iniciar um teste global, em estágio avançado, de seu medicamento.

O presidente-executivo da Shionogi, Isao Teshirogi, disse aos repórteres que a empresa pode entrar com o pedido de aprovação antecipada do medicamento no Japão na próxima semana. Se a aprovação for aceita, a farmacêutica poderá fornecer doses suficientes do novo medicamento para 1 milhão de pessoas até o final de março deste ano.

As pílulas antivirais da Pfizer e da Merck & Company já estão sendo usadas em vários países. Elas têm demonstrado eficácia em testes de adultos com COVID-19 (no caso, pessoas que correm o risco de agravação da doença). 

A empresa Shionogi informou que novos resultados, de um ensaio clínico da nova pílula, estão em andamento. O medicamento, conhecido como S-217622, mostrou uma diferença significativa no efeito antiviral, em comparação do grupo de pacientes com testes de placebo. Também foi visto melhora nos pacientes com sintomas do vírus.

Pacientes com sintomas leves ou ausentes de COVID-19 foram tratados com o medicamento experimental, mostrando uma redução da carga viral de aproximadamente 63-80%. Os resultados foram obtidos 4 dias depois do uso, em comparação com o grupo que recebeu placebo. Os testes de laboratório são de acordo com o estudo da Shionogi na Fase II/III em pequena escala.

Kishida disse, em uma reunião do comitê parlamentar, que o governo tem a intenção de aprovar o novo medicamento imediatamente, desde que a segurança e eficácia do remédio sejam confirmadas por ensaios clínicos.

Teshirogi disse que a empresa Shionogi lançará a nova pílula primeiramente no Japão. A farmacêutica planeja aumentar a produção do medicamento para atender 10 milhões de pessoas por ano, a partir do novo ano fiscal do Japão que começa em abril de 2022.

No mercado acionário do Japão desta segunda-feira, as ações da farnacêutica Shionogi subiram 3% nas negociações das bolsas de valores de Tóquio (contra uma queda de 0,7% no mercado mais amplo).


Fonte: Reuters.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Segunda-feira, dia 7.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Segunda-feira, dia 7.
A holandesa Ireen Wust tornou-se a primeira atleta da história a conquistar cinco medalhas de ouro individuais em cinco edições diferentes dos Jogos Olímpicos, juntando as edições de verão e de inverno. Hoje, 7 de fevereiro, ela ganhou a medalha de ouro na patinação de velocidade 1.500 metros, em Pequim. Foto: AP. 


Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 7 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


www.nikkeyon.blogspot.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Do esporte para as causas sociais.

Ex-atleta olímpica aborda as desigualdades do mundo com sua carreira na UNICEF.


Tóquio - Ao longo do seu tempo nos esportes internacionais, a ex-nadadora japonesa Naoko Imoto ficou impressionada com as desigualdades sociais que encontrou durante a sua carreira nos esportes aquáticos. Quando era profissional na natação, ela tinha todos os equipamentos e o suporte de que precisava para ter sucesso nas competições. No entanto, ela notou que alguns de seus rivais não tinham condições alguma de comprar um simples par de óculos de mergulho.

www.nikkeyon.blogspot.com
Ex-atleta olímpica aborda as desigualdades do mundo com sua carreira na UNICEF.
Após a sua aposentadoria como atleta profissional, Naoko Imoto tem trabalhado em outros países pela UNICEF. Foto: Naoko Imoto.

Com os Jogos de Inverno de Pequim em destaque no cenário esportivo internacional, Imoto gostaria que as pessoas reflitam sobre as causas sociais, principalmente pensando nas crianças. Milhões de jovens em todo o mundo nunca terão a chance de praticar um esporte na vida, muito menos competir numa olimpíada.

Imoto representou o Japão nas Olimpíadas de Atlanta em 1996. Seis anos antes de Atlanta, ela teve uma experiência nos Jogos Asiáticos de Pequim em 1990 que a fez entender o mundo real dos atletas de outros países.

"Eu tinha uma abundância de coisas fornecidas pelos patrocinadores esportivos. Tínhamos de tudo em termos de treinamento e instalações para praticar natação. Mas os atletas rivais, contra os quais eu estava competindo, não tinham quase nada de itens de natação, nem mesmo os óculos de mergulho. Fiquei impressionada com a desigualdade que vi", relembra Imoto.

O que Imoto viu nas piscinas pelo mundo, a fez inspirar na realização de um outro sonho: se envolver no trabalho humanitário internacional. Esse foi o caminho que ela escolheu após a aposentadoria da natação profissional.

Desde que ingressou no Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 2007, Imoto esteve envolvida em vários projetos para ajudar crianças afetadas pela pobreza, guerra e desastres naturais. Normalmente, essas crianças não têm acesso a qualquer tipo de equipamento esportivo, mas a ex-nadadora sempre incentiva os pequenos a praticar um esporte.

"O esporte é muito importante na vida de todos. Espero que o poder do esporte seja estendido para as pessoas que sofrem de desigualdades sociais no mundo", disse Imoto.

Em relação aos Jogos de Inverno de Pequim, Imoto espera ver uma nova geração de atletas que superaram as dificuldades e conseguiram chegar até lá. Mas, ao mesmo tempo, ela fica pensando nos jovens atletas que não conseguiram chegar até os jogos olímpicos, devido as circunstâncias que ficaram fora de controle. Um exemplo: os atletas do Afeganistão que fugiram do país depois que o governo foi derrubado pelo Talibã.

"Gostaria que os atletas e os telespectadores prestassem mais atenção aos antecedentes dos competidores dos jogos. Isso serve para que possamos realmente perceber o que está acontecendo no mundo e refletir sobre união e solidariedade", disse ela.

Quando Imoto percebeu a desigualdade social nos esportes, ela começou a agir. Com seus anos de experiência ajudando crianças, ela espera inspirar outros a fazer o mesmo.

"É toda nossa responsabilidade transmitir a mensagem de paz e o quanto nos preocupamos com o mundo. Precisamos pensar nas pessoas que estão sofrendo em conflitos civis e outras que estão tendo os seus direitos humanos negados", conclui Imoto.


Fonte: NHK News.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Domingo, dia 6.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Domingo dia 6.
Ryoyu Kobayashi conquista a primeira medalha de ouro do Japão nas Olimpíadas de Pequim. Ele ficou em primeiro lugar neste domingo, no salto de esqui individual masculino de montanha normal. Foto: Getty Images.


Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 6 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


www.nikkeyon.blogspot.com