sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Início das viagens de verão.

Viajantes lotam as estações de trem no Japão, mas o movimento é abaixo dos níveis pré-pandemia.


Tóquio - Nesta quinta-feira, 11 de agosto, o número de pessoas nas estações de trem do país atingiu o maior pico de movimento da semana. Esta começando o período de férias do Obon no Japão.

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Viajantes lotam as estações de trem no Japão, mas o movimento é abaixo dos níveis pré-pandemia.
Famílias embarcando no trem-bala Tokaido Shinkansen, na estação de Tóquio, para as férias do Obon 2022. Foto: The Mainichi.

Embora não haja restrições de viagens neste verão, relacionadas à pandemia do coronavírus, muitas pessoas estão decidindo em não sair de casa neste período do Obon. O motivo é o aumento dos números diários de infecções por coronavírus no país.

De acordo com a Central Japan Railways Co. (JR Central), a taxa de ocupação máxima de assentos não reservados nos trens-bala, saindo de Tóquio antes das 10h30, foi de 110% para o Shinkansen Nozomi #1. Já os assentos reservados, em muitos trens-bala da linha Tokaido Shinkansen, estavam bastante cheios pela manhã desta quinta-feira. O que se viu na estação JR de Tóquio foi muitas famílias animadas para as férias do Obon.

Na estação de Tóquio, Makoto Sakai (49 anos), morador da província de Saitama, disse para a reportagem que estava viajando para a província de Shiga, depois de três anos sem rever sua família. 

"Estávamos evitando visitar minha cidade natal por causa da pandemia da COVID-19. Embora os casos de infecções ainda estejam altos no Japão, agora já sabemos mais sobre essa doença e a minha família  está toda vacinada", disse Sakai.

"Estou ansiosa para jogar cartas com minha avó", disse a filha de 8 anos de Sakai, toda animada com a viagem.

De acordo com a companhia Japan Railways, o número de trens-bala com assentos convencionais reservados, entre 10 e 17 de agosto, aumentou 2,69 vezes em relação ao mesmo período de 2021. Durante o ano passado, o governo tinha decretado o estado de emergência em seis das 47 províncias do Japão, por causa da pandemia da COVID-19. 

Comparando com os dados de 4 anos atrás, bem antes da pandemia começar, o número total de trens-bala para o Obon 2018 foi 40% superior ao número de trens-bala de 2022. Isso mostra que muitas pessoas ainda não estão confiantes em realizar viagens pelo Japão,  com receio de contrair o vírus do coronavírus (mesmo estando vacinadas).


Fonte: The Mainichi.


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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Nova formação do governo.

Primeiro-ministro do Japão cria um novo gabinete para seu governo.


Tóquio - Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, anunciou oficialmente a formação de seu novo gabinete de governo. 

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Primeiro-ministro do Japão cria um novo gabinete para seu governo.
O novo gabinete de governo do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciado nesta quarta-feira. Foto: NHK News.

A nova formação pretende abordar os atuais desafios do país e do exterior. Além disso, Kishida quer o distanciamento de seu novo gabinete com um controverso grupo religioso.

Kishida explicou o seguinte: "Eu estabeleci um governo de coalizão LDP-Komeito experiente e capaz de superar o momento mais difícil da nossa atualidade política. Estamos enfrentando vários desafios em nosso país e no mundo, como o coronavírus, guerra na Ucrânia, tensão entre EUA e China (por causa de Taiwan) e aumento global de preços".

Dos 19 ministros, cinco deles permaneceram em seus cargos. Por exemplo, o ministro das Relações Exteriores, Yoshimasa Hayashi, é um dos políticos que permaneceu na nova formação do gabinete.

A nova formação também incluiu cinco ex-ministros, como o ministro Yasukazu Hamada, que retornou ao Ministério da Defesa do país.

Os outros nove novos ministros estão servindo o gabinete de Kishida pela primeira vez.

O primeiro-ministro afirmou que nomeou o novo gabinete com políticos que  concordam em inspecionar e retificar quaisquer conexões com um grupo religioso, chamado de Igreja da Unificação. O apoio público a Kishida caiu muito após a confirmação, na imprensa, de que alguns políticos do Partido Liberal Democrata eram membros da igreja em questão.

Três membros do novo gabinete admitiram que pagaram taxas por reuniões relacionadas ao grupo da Igreja da Unificação. Um deles é o ministro de Assuntos Internos, Minoru Terada.

Para quem não sabe, ou não se lembra, o assassino do ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, teria dito à polícia que guardava um grande rancor contra a Igreja da Unificação. Segundo Tetsuya Yamagami, o assassino de Abe, sua família tinha perdido todas suas economias por causa dessa religião. Yamagami acreditava que Abe tinha alguma conexão com membros dessa igreja. Sentindo ódio tanto pela igreja como por Abe, Yamagami acabou matando o ex-primeiro-ministro, crime que aconteceu em 8 de julho, na cidade de Nara.

Desde que o primeiro-ministro assumiu o cargo em outubro de 2021, o apoio ao antigo gabinete de Kishida despencou para o nível mais baixo nas pesquisas. Segundo uma reportagem da NHK que saiu na segunda-feira, a popularidade de Kishida caiu de 59% para 46%.  A grande maioria dos entrevistados disse que queria mais explicações sobre os laços que uniam os políticos com a Igreja da Unificação. 

Por causa do assassinato de Shinzo Abe, e de sua suposta relação com a Igreja da Unificação, a polêmica gerou muitas críticas do público, obrigando Kishida a tomar providências imediatas em relação ao seu governo.


Fontes: NHK News / Swissinfo.ch


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