quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Escândalo na preparação das Olimpíadas.

Quatro executivos são presos por suspeita de suborno durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.


Tóquio - A Promotoria de Justiça de Tóquio mandou prender um ex-executivo, do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas 2020-1, e mais três empresários por suspeita de suborno no patrocínio e venda de produtos relacionados aos jogos olímpicos.

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Quatro executivos são presos por suspeita de suborno durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Haruyuki Takahashi (ex-executivo do Comitê Olímpico de Tóquio 2020) e Hironori Aoki (presidente e fundador da Aoki Holdings) são dois dos quatro empresários presos por suspeita de suborno durante as Olimpíadas de Tóquio. Foto: NHK News.

Foi decretado a prisão do ex-membro do Comitê Olímpico, Haruyuki Takahashi (78 anos), e outros três executivos da empresa varejista de roupas Aoki: Hironori Aoki (83 anos, presidente e fundador da Aoki Holdings), Takahisa Aoki (76 anos, irmão de Hironori e vice-presidente da Aoki Holdings) e Katsuhisa Ueda (40 anos, chefe de uma subsidiária da Aoki Holdings).

Os promotores de justiça suspeitam que os executivos do grupo Aoki tenham solicitado a ajuda de Takahashi, fornecendo favores nos contratos de patrocínio e licenciamento de roupas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Acredita-se que o suposto suborno totalizou o montante de 51 milhões de ienes (US$ 380.000). O dinheiro do grupo Aoki foi depositado, parceladamente, em uma conta bancária da empresa de Takahashi, entre outubro de 2017 e março deste ano.

Takahashi é um ex-executivo da empresa de publicidade Dentsu. Ele tinha uma considerável influência no setor de publicidade esportiva e na organização de eventos esportivos no Japão. Antes do escândalo ser descoberto, o empresário dirigia a sua própria empresa.

Fontes próximas do assunto informaram que os executivos da Aoki Holdings assinaram um contrato de consultoria, em 2017, com a empresa de Takahashi. Assim, a empresa Aoki se tornou, nas mãos de Takahashi, um forte candidato para o patrocínio dos jogos olímpicos.

Em 2018, a Aoki Holdings venceu a concorrência e conseguiu ser a patrocinadora das Olimpíadas, fornecendo roupas personalizadas para a equipe olímpica do Japão.

De acordo com a Aoki Holdings, o grupo está verificando o caso dentro de sua empresa e não tem nada a declarar por enquanto. A empresa emitiu uma nota aos seus clientes e fornecedores, pedindo desculpas pelo escândalo.

Segundo a imprensa japonesa, Takahashi negou qualquer irregularidade nas negociações, enfatizando que ele foi pago pelos serviços de consultoria para a empresa Aoki.

Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio, prometeu cooperar com a investigação na justiça. A empresa de publicidade Dentsu também disse que irá cooperar com o caso.

A empresa Aoki é muito famosa no Japão por vender trajes formais, como ternos e tailleurs, para executivos e jovens empregados recém-saídos das universidades. A Aoki Holdings conta com mais de 600 lojas espalhadas em todo o país.


Fontes: NHK News / Japan Today.


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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Custos altos e lucros baixos.

Pesquisa mostra que muitas empresas estão sendo prejudicadas, financeiramente, com o iene desvalorizado.


Tóquio - Segundo uma pesquisa da Teikoku Databank, mais de 60% das empresas no Japão foram impactadas, negativamente, pela rápida desvalorização da moeda japonesa (o iene) nos últimos tempos.

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Pesquisa mostra que muitas empresas estão sendo prejudicadas, financeiramente, com o iene desvalorizado.
Muitas empresas do Japão estão sendo prejudicadas com a desvalorização do iene, segundo uma pesquisa. Foto: NHK News.

Cerca de 25.000 empresas em todo o Japão receberam formulários para responder a pesquisa, na segunda quinzena de julho. Aproximadamente 11.000 empresas responderam o questionário sobre os efeitos do iene desvalorizado em seus negócios.

Enquanto 60% das empresas japonesas tiveram desempenho negativo, cerca de 4% de outras empresas responderam que o impacto do iene desvalorizado foi positivo.  Outros 7% dos entrevistados não souberam dizer se o iene desvalorizado foi positivo ou negativo em seus negócios.

Dos tipos de empresas afetados, muitos atacadistas (de produtos têxteis e vestuários), indústrias alimentícias (de alimentos e bebidas) e fabricantes de rações, responderam que o iene fraco afetou negativamente os mercados em que atuam.

Mais de 70% das empresas responderam que os custos mais altos (como o aumento dos preços de matérias-primas, combustíveis fósseis e energia elétrica) prejudicaram seus lucros.

Quase 40% das empresas afirmaram que perderam lucro porque não conseguiram aumentar os preços de venda de seus produtos, apesar dos custos mais altos.

De acordo com a Teikoku Databank, o aumento das exportações, devido à desvalorização do iene frente ao dólar, não garantiu o aumento do lucro das empresas como no passado. A explicação para isso foi os  custos de importação de matérias-primas mais elevados pelo iene depreciado.

O aumento dos custos está causando a falência das empresas japonesas, tendência que pode continuar a aumentar no Japão, segundo a Teikoku Databank.


Fonte: NHK News.


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