Quatro executivos são presos por suspeita de suborno durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Tóquio - A Promotoria de Justiça de Tóquio mandou prender um ex-executivo, do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas 2020-1, e mais três empresários por suspeita de suborno no patrocínio e venda de produtos relacionados aos jogos olímpicos.
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Foi decretado a prisão do ex-membro do Comitê Olímpico, Haruyuki Takahashi (78 anos), e outros três executivos da empresa varejista de roupas Aoki: Hironori Aoki (83 anos, presidente e fundador da Aoki Holdings), Takahisa Aoki (76 anos, irmão de Hironori e vice-presidente da Aoki Holdings) e Katsuhisa Ueda (40 anos, chefe de uma subsidiária da Aoki Holdings).
Os promotores de justiça suspeitam que os executivos do grupo Aoki tenham solicitado a ajuda de Takahashi, fornecendo favores nos contratos de patrocínio e licenciamento de roupas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Acredita-se que o suposto suborno totalizou o montante de 51 milhões de ienes (US$ 380.000). O dinheiro do grupo Aoki foi depositado, parceladamente, em uma conta bancária da empresa de Takahashi, entre outubro de 2017 e março deste ano.
Takahashi é um ex-executivo da empresa de publicidade Dentsu. Ele tinha uma considerável influência no setor de publicidade esportiva e na organização de eventos esportivos no Japão. Antes do escândalo ser descoberto, o empresário dirigia a sua própria empresa.
Fontes próximas do assunto informaram que os executivos da Aoki Holdings assinaram um contrato de consultoria, em 2017, com a empresa de Takahashi. Assim, a empresa Aoki se tornou, nas mãos de Takahashi, um forte candidato para o patrocínio dos jogos olímpicos.
Em 2018, a Aoki Holdings venceu a concorrência e conseguiu ser a patrocinadora das Olimpíadas, fornecendo roupas personalizadas para a equipe olímpica do Japão.
De acordo com a Aoki Holdings, o grupo está verificando o caso dentro de sua empresa e não tem nada a declarar por enquanto. A empresa emitiu uma nota aos seus clientes e fornecedores, pedindo desculpas pelo escândalo.
Segundo a imprensa japonesa, Takahashi negou qualquer irregularidade nas negociações, enfatizando que ele foi pago pelos serviços de consultoria para a empresa Aoki.
Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio, prometeu cooperar com a investigação na justiça. A empresa de publicidade Dentsu também disse que irá cooperar com o caso.
A empresa Aoki é muito famosa no Japão por vender trajes formais, como ternos e tailleurs, para executivos e jovens empregados recém-saídos das universidades. A Aoki Holdings conta com mais de 600 lojas espalhadas em todo o país.
Fontes: NHK News / Japan Today.
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