sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Criança prodígio no "Go".

Menino se tornará o jogador profissional de "Go" mais jovem dos últimos tempos no Japão.


Osaka - Um estudante da terceira série do ensino fundamental, Reo Fujita, está prestes a se tornar o jogador profissional de "Go" mais jovem do Japão. Ele tem apenas 9 anos e 4 meses de idade.

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Menino se tornará o jogador profissional de "Go" mais jovem dos últimos tempos no Japão.
Reo Fujita, de 9 anos, será o jogador profissional de "Go" mais jovem do Japão em 1 de setembro. Foto: The Asahi Shimbun.

"Go" é um jogo estratégico onde dois jogadores posicionam, alternadamente sobre intersecções entre linhas, pedras pretas e brancas em um tabuleiro de madeira. Sua origem remonta à antiga China, há cerca de 2,5 mil anos atrás.

A Kansai Nihon Ki-in (Associação de profissionais de "Go" do Japão em Kansai) anunciou, em 17 de agosto, que aceitará  o menino Fujita como jogador profissional em 1 de setembro. Fujita estará sob um programa especial, permitindo que crianças prodígios do ensino fundamental joguem como profissionais, sem exigir que o menino faça um teste para isso.

Reo Fujita irá quebrar o recorde atual do Japão, conquistado pela menina Sumire Nakamura há três anos atrás. Naquela época, Nakamura se tornou a profissional de "Go" mais jovem do país com apenas 10 anos.

"Quero ser o mais forte jogador de "Go" do mundo. Farei o meu melhor", disse Fujita em uma entrevista com a imprensa.

O jovem Fujita mora na cidade de Osaka. Ele começou a jogar "Go" em um salão de seu bairro, quando tinha 4 anos.

Quando era um aluno da primeira série do primário, o menino se tornou um candidato profissional na sede da Kansai Nihon Ki-in. A partir do ano seguinte, ele pode jogar contra jogadores profissionais sem o "handicap" (sistema de jogada para jogadores menos experientes no "Go").

Após Sumire Nakamura, Reo Fujita será o segundo profissional infantil de "Go", da história do Japão, a receber sua licença de jogador no programa especial para crianças.


Fontes: The Asahi Shimbun / Wikipédia.

 
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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Escândalo na preparação das Olimpíadas.

Quatro executivos são presos por suspeita de suborno durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.


Tóquio - A Promotoria de Justiça de Tóquio mandou prender um ex-executivo, do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas 2020-1, e mais três empresários por suspeita de suborno no patrocínio e venda de produtos relacionados aos jogos olímpicos.

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Quatro executivos são presos por suspeita de suborno durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Haruyuki Takahashi (ex-executivo do Comitê Olímpico de Tóquio 2020) e Hironori Aoki (presidente e fundador da Aoki Holdings) são dois dos quatro empresários presos por suspeita de suborno durante as Olimpíadas de Tóquio. Foto: NHK News.

Foi decretado a prisão do ex-membro do Comitê Olímpico, Haruyuki Takahashi (78 anos), e outros três executivos da empresa varejista de roupas Aoki: Hironori Aoki (83 anos, presidente e fundador da Aoki Holdings), Takahisa Aoki (76 anos, irmão de Hironori e vice-presidente da Aoki Holdings) e Katsuhisa Ueda (40 anos, chefe de uma subsidiária da Aoki Holdings).

Os promotores de justiça suspeitam que os executivos do grupo Aoki tenham solicitado a ajuda de Takahashi, fornecendo favores nos contratos de patrocínio e licenciamento de roupas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Acredita-se que o suposto suborno totalizou o montante de 51 milhões de ienes (US$ 380.000). O dinheiro do grupo Aoki foi depositado, parceladamente, em uma conta bancária da empresa de Takahashi, entre outubro de 2017 e março deste ano.

Takahashi é um ex-executivo da empresa de publicidade Dentsu. Ele tinha uma considerável influência no setor de publicidade esportiva e na organização de eventos esportivos no Japão. Antes do escândalo ser descoberto, o empresário dirigia a sua própria empresa.

Fontes próximas do assunto informaram que os executivos da Aoki Holdings assinaram um contrato de consultoria, em 2017, com a empresa de Takahashi. Assim, a empresa Aoki se tornou, nas mãos de Takahashi, um forte candidato para o patrocínio dos jogos olímpicos.

Em 2018, a Aoki Holdings venceu a concorrência e conseguiu ser a patrocinadora das Olimpíadas, fornecendo roupas personalizadas para a equipe olímpica do Japão.

De acordo com a Aoki Holdings, o grupo está verificando o caso dentro de sua empresa e não tem nada a declarar por enquanto. A empresa emitiu uma nota aos seus clientes e fornecedores, pedindo desculpas pelo escândalo.

Segundo a imprensa japonesa, Takahashi negou qualquer irregularidade nas negociações, enfatizando que ele foi pago pelos serviços de consultoria para a empresa Aoki.

Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio, prometeu cooperar com a investigação na justiça. A empresa de publicidade Dentsu também disse que irá cooperar com o caso.

A empresa Aoki é muito famosa no Japão por vender trajes formais, como ternos e tailleurs, para executivos e jovens empregados recém-saídos das universidades. A Aoki Holdings conta com mais de 600 lojas espalhadas em todo o país.


Fontes: NHK News / Japan Today.


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