domingo, 9 de outubro de 2022

Plano de ação punitiva.

Hino Motors pede que ex-executivos devolvam parte de seus salários como forma de punição.


Tóquio - No dia 7 de outubro, a montadora Hino Motors Ltd. anunciou várias medidas disciplinares na corporação, com intuito de resolver o enorme escândalo fraudulento de emissão de gases poluentes em seus veículos. A fraude se prolongou por quase 20 anos, e agora a empresa exige o retorno da remuneração de seus ex-executivos.

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Hino Motors pede que ex-executivos devolvam parte de seus salários como forma de punição.
Presidente da Hino Motors Ltd., Satoshi Ogiso, pede desculpas pelo escândalo da fraude da empresa, durante uma entrevista coletiva em 7 de outubro. Foto: Jin Nishioka/Asahi Shimbun.

O fabricante de caminhões informou para imprensa que a falsificação nos dados de emissões de poluentes, e de economia de combustível, começou no ano de 2003, aproximadamente.

Como punição, quatro executivos renunciarão seus cargos na empresa. Outros ex-executivos deverão devolver, voluntariamente, suas remunerações recebidas (na época que eram funcionários da Hino), para assumir a responsabilidade de omissão da fraude contínua.

Entre os ex-executivos na lista negra, Yoshio Shimo é um deles, deixando o cargo de chairman da montadora em junho deste ano. Outros seis culpados já atuaram como diretores representativos; enquanto outros cinco da lista ocuparam cargos gerenciais, supervisionando a cultura organizacional da empresa.

Satoshi Ogiso, que se tornou presidente da Hino Motors em 2021 (transferido da Toyota Motors Corp., controladora da Hino), terá sua remuneração mensal reduzida em 50% durante 6 meses. Outros seis executivos, incluindo diretores externos, terão seus salários reduzidos, entre 20 e 30%, por 3 meses.

Em uma entrevista, Ogiso foi questionado se pretendia renunciar ao cargo: "Vou permanecer no comando da empresa, para reduzir os problemas causados às partes interessadas".

A Hino Motors apresentou seu plano de ação punitiva ao Ministério dos Transportes do Japão, no mesmo dia da divulgação das medidas disciplinares. A empresa está determinada em mostrar sua determinação de evitar uma reincidência do caso entre seus funcionários.

O ministro dos transportes, Tetsuo Saito, confirmou o plano de ação com a imprensa, em resposta ao recebimento da notificação de Satoshi Ogiso: "Espero que a empresa avance com as revisões, cortando as práticas impróprias em vigor há muitos anos na organização".

O papel da Toyota, em ajudar a Hino na reformulação da estrutura corporativa, também será o foco de atenção. A Toyota fez da Hino sua subsidiária em 2001, sendo que vários de seus executivos já foram presidentes da montadora de caminhões.

A Toyota divulgou uma declaração na última sexta-feira, se comprometendo a cooperar com qualquer apoio que pudesse ajudar a Hino Motors.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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sábado, 8 de outubro de 2022

Benefício para famílias de baixa renda.

Pequeno município de Kansai aprova novo benefício, para ajudar famílias prejudicadas pelo aumento de preços no Japão.


Otsu - A Assembléia Municipal da cidade de Koura, província de Shiga, aprovou este mês uma nova proposta de orçamento público, fornecendo 50.000 ienes (US$ 344) para toda família que está sendo prejudicada pelo encarecimento do custo de vida no Japão.

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Pequeno município de Kansai aprova novo benefício, para ajudar famílias prejudicadas pelo aumento de preços no Japão.
Cidade de Koura, província de Shiga, aprovou este mês a ajuda dos 50.000 ienes. O benefício é para ajudar famílias carentes prejudicadas com o aumento de preços de alimentos e energia. Foto: The Mainichi.

Na assembléia de setembro, o governo municipal de Koura havia proposto um orçamento suplementar para a conta geral deste ano fiscal, com uma nova finalidade de benefício. Alguns membros da assembléia propuseram uma emenda, adicionando 55 milhões de ienes (US$ 380.000) ao custo do projeto. Eles alegaram que o município deveria fornecer 50.000 ienes para famílias de baixa renda, necessitadas por uma ajuda de custo.  

O subsídio foi aprovado com a maioria dos votos a favor. No entanto, o prefeito de Koura, Kikuo Nose, solicitou que a assembléia deliberasse mais uma vez a proposta. Nose alegou que "o município não tem muito dinheiro e a aprovação do benefício pode ser duramente criticada pela sociedade".

Em uma sessão extraordinária de 5 de outubro, sete membros da assembléia votaram a favor da proposta revisada.  O pequeno número de membros, que era a favor do benefício, foi suficiente para aprovar o projeto.

A "ajuda dos 50.000 ienes" é uma nova medida que o governo japonês decidiu implantar no país, em 9 de setembro deste ano. Famílias carentes, e isentas de cobrança de imposto residencial (juuminzei), podem entrar com o pedido do benefício em qualquer prefeitura municipal no Japão (que ofereça a ajuda). 

O benefício é uma forma que o governo japonês encontrou para ajudar a população a superar o aumento de preços dos alimentos e energia no país. O Japão pretende gastar 900 bilhões de ienes em reservas do orçamento fiscal de 2022, usando o dinheiro para beneficiar cerca de 16 milhões de famílias de baixa renda.


Fontes: The Mainichi / Alternativa.


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