terça-feira, 20 de abril de 2021

Difícil de entrar no Japão.

País endurece as regras dos certificados de teste da COVID-19 para viajantes.


Chiba - Nesta segunda-feira, dia 19 de abril, o Japão endureceu suas regras sobre os certificados de teste de coronavírus nos aeroportos internacionais do país. 

País endurece as regras dos certificados de teste da COVID-19 para viajantes.
Passageiro vindo do exterior tem o seu certificado de teste da COVID-19 verificado no aeroporto de Narita. Foto: Kyodo News.

Todos os passageiros que chegam ao Japão devem apresentar o certificado do teste dentro do aeroporto após o desembarque. Se o documento não atender às condições exigidas na hora da checagem, em princípio, o passageiro terá a sua entrada negada no país.

Desde março, o Japão pedia às companhias aéreas que negassem o embarque de passageiros sem os resultados negativos do teste de coronavírus, obtidos 72 horas antes da partida.

Até o último domingo, 18 de abril, as autoridades da quarentena no Japão ainda permitiam passageiros que chegassem ao país com informações insuficientes nos certificados. Nesse caso,  os passageiros impossibilitados de entrar no país eram designados para uma instalação e teriam a chance de refazer o teste após três dias.

Mas as autoridades japonesas disseram que esse tratamento alternativo não estará mais disponível, já que o país está sofrendo com o aumento de infecções da COVID-19.

Para entrar no Japão a partir de agora, o passageiro deve obter um certificado que comprove resultados negativos para o coronavírus com base em amostras de nasofaringe ou de saliva. Essas amostras devem ser coletadas com até 72 horas de antecedência da viagem.

O Japão não aprova os testes de antígenos e de anticorpos como certificados para entrar no país.

Dada a disseminação do coronavírus pelo mundo, atualmente o Japão só permite a entrada de cidadãos japoneses e estrangeiros residentes, bem como os estrangeiros em "circunstâncias excepcionais".

As autoridades do Japão também estão solicitando às companhias aéreas, nacionais e estrangeiras, que restrinjam o número de passageiros que planeja entrar no país.


Fonte: Kyodo News.


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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Uma cápsula do tempo no polo sul.

Pesquisadores japoneses encontram uma rara lata de refrigerante e gomas de mascar congeladas na Antártida.


Tóquio - Pesquisadores japoneses encontraram uma rara lata de Coca-Cola e pacotes de chicletes da marca Lotte congelados por mais de 50 anos na Antártida. Os itens achados foram trazidos de volta ao Japão.

Pesquisadores japoneses encontram uma rara lata de refrigerante e gomas de mascar congeladas na Antártida.
Lata de Coca-Cola encontrada na Antártida. Foto: The Mainichi.

A equipe de inverno da expedição japonesa de pesquisa da Antártida descobriu a lata e os chicletes em setembro de 2020. Os itens foram levados para a Antártida por uma antiga equipe de expedição japonesa há mais de meio século atrás. Uma cerimônia de devolução dos objetos a cada fabricante foi realizada no Instituto Nacional de Pesquisa Polar na cidade de Tachikawa, Tóquio, em 15 de abril. Os participantes da cerimônia comemoraram a devolução dos itens perdidos na Antártida.

A 61º equipe de inverno da expedição japonesa de pesquisa da Antártida, que realizou missões na região congelada entre novembro de 2019 e fevereiro de 2021, foi quem fez a descoberta dos objetos congelados. Quatro membros da equipe encontraram por acaso uma caixa de papelão enterrada na neve, com as palavras "comida de emergência" escritas na embalagem da caixa. No local onde os itens foram achados, a equipe fazia uma rota de observações do movimento da crosta terrestre, num lugar chamado Mukaiiwa, cerca de 5 km a leste da estação Showa no continente Antártico.

Além da lata de Coca-Cola e dos pacotes de goma de mascar Lotte, havia dentro da caixa comida e tangerina enlatadas também. Embora não esteja claro quando as mercadorias foram levadas para lá, é possível estimular um provável ano da fabricação dos produtos. O design da lata de Coca-Cola achada enterrada na neve é da primeira versão enlatada do refrigerante, lançada no Japão em 1965. Pelo ano de lançamento da lata, acredita-se que antigos membros das expedições da 7º equipe japonesa, ou de outras equipes em diante, foram os responsáveis no transporte das mercadorias para a Antártida.

Pesquisadores japoneses encontram uma rara lata de refrigerante e gomas de mascar congeladas na Antártida.
Chicletes da marca Lotte encontradas na Antártida. Foto: The Mainichi.

A lata de refrigerante encontrada não é do tipo "pull-tab" (argola de puxar), mas um tipo raro de lata que requer um abridor que a Coca-Cola do Japão não tem mais em seu acervo. Na parte de fora da lata, os caracteres japoneses em katakana são na cor amarela e impressos verticalmente num fundo vermelho.

A respeito das gomas de mascar encontradas junto com a lata, a Lotte informou que uma equipe de expedição japonesa de pesquisa da Antártida originalmente pediu à empresa o desenvolvimento da embalagem do chiclete "Cool Mint" (menta refrescante). Na embalagem da goma há a ilustração de um pinguim, que simboliza a Antártida, e uma lua crescente amarela em um fundo verde. O design "antártico" da embalagem foi criado em 1960. Um representante da Lotte disse que vai analisar detalhadamente o estado de conservação das gomas de mascar no laboratório da empresa.

Yuichi Aoyama, o líder da 61º equipe de expedição japonesa, entregou a lata de Coca-Cola e os pacotes de chicletes da Lotte aos seus respectivos fabricantes durante a cerimônia.

Pesquisadores japoneses encontram uma rara lata de refrigerante e gomas de mascar congeladas na Antártida.
Yuichi Aoyama entrega a antiga lata a um representante da Coca-Cola do Japão. Foto: The Mainichi.

Akino Sasaki, membro do departamento de marketing da Coca-Cola do Japão, recebeu a antiga lata e comentou o seguinte: "Fiquei muito surpresa e feliz em saber da descoberta. Quero levar a lata de volta à empresa e mostrá-la a todos em breve. Também queremos exibir o achado no museu da Coca-Cola em Atlanta, nos Estados Unidos."


Fonte: The Mainichi.  


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