quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Sendo um transgênero nas Olimpíadas.

Neozelandesa faz história e torna-se a primeira atleta transgênero dos Jogos Olímpicos.


Tóquio - Nesta terça-feira, 03 de agosto, a atleta Laurel Hubbard disse a imprensa que provavelmente vai se aposentar do levantamento de peso. Após a sua eliminação precoce na final da prova feminina, categoria 87kg, ela afirmou que está satisfeita com a chance que teve de expressar a sua identidade em um evento esportivo como os Jogos Olímpicos.

Neozelandesa faz história e torna-se a primeira atleta transgênero dos Jogos Olímpicos.
Laurel Hubbard: a primeira atleta transgênero em uma edição dos Jogos Olímpicos. Foto: Getty Images.

A neozelandesa transgênero de 43 anos declarou que a sua participação nas Olimpíadas não precisa ser saudada como histórica e acrescentou: "À medida que avançamos para um mundo novo e mais compreensivo, as pessoas estão começando a perceber que pessoas como eu são apenas pessoas. Somos humanos e, como tal, espero que apenas estar aqui já seja o suficiente".

A sua participação histórica na competição olímpica só durou 10 minutos na segunda-feira, após três tentativas de levantamento de peso fracassadas. 

Hubbard nasceu homem e começou a competir no levantamento de peso durante a juventude. Ela fez a transição de gênero oito anos atrás e, logo em seguida, retomou a prática do levantamento de peso. Ela ganhou o direito de participar das Olimpíadas graças a um consenso de 2015 do COI. O Comitê Olímpico Internacional permitiu que atletas transgêneros participem de competições olímpicas.

Segundo Hubbard: "Tudo o que eu sempre quis como atleta é ser considerada uma atleta". Ela acrescentou que está grata pela oportunidade de competir nas Olimpíadas, como qualquer outro participante olímpico.

A levantadora de peso é a atleta mais velha da categoria nesta edição dos Jogos Olímpicos. Ela afirmou numa entrevista que já é hora de pensar em se aposentar como atleta e se concentrar em outras coisas porque a idade está pesando.

A participação de Hubbard nas Olimpíadas ganhou atenção global e acendeu o debate sobre o lugar de atletas transgêneros em modalidades femininas. E também gerou dúvidas se a sua entrada nos jogos poderia prejudicar as competidoras nascidas como mulheres.

Questionada se Hubbard considera-se um modelo para as mulheres transgêneros, ela rejeitou a ideia dizendo: "Todas as pessoas têm suas diferenças e estão tocando suas vidas em diferentes circunstâncias. Espero que eu apenas estando nos Jogos Olímpicos possa oferecer algum senso de encorajamento para as pessoas".


Fontes: Kyodo News / Agência Brasil.


Imagem das Olímpiadas de Tóquio 2020 - Terça-feira dia 3.


Terceira medalha de ouro para o Brasil! Martine Grael (esquerda) e Kahena Kunze (direita) conquistaram a medalha de ouro na vela classe 49erFX nesta terça-feira. Parabéns! Foto: Reuters.



Abaixo, o quadro parcial de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (Até o 29º colocado). Última atualização: 03/08/2021.





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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Velocista pediu asilo humanitário.

Atleta da Bielorrússia deve receber visto da Polônia após ser forçada a voltar ao seu país.


Tóquio - Krystsina Tsimanouskaya, uma velocista bielorrussa, recebeu ajuda da embaixada da Polônia nesta segunda-feira, 02 de agosto, após se recusar a voltar ao seu país à força.

Atleta da Bielorrússia deve receber visto da Polônia após ser forçada a voltar ao seu país.
 Krystsina Tsimanouskaya foi forçada a deixar o Japão por criticar o técnico da seleção biolorrussa. Foto: Reuters.

Marcin Przydacz, subsecretário de Estado para Segurança do Ministério de Relações Exteriores da Polônia,  disse que a atleta bielorrussa já está em contato direto com diplomatas poloneses em Tóquio.

O pedido de asilo humanitário de Tsimanouskaya foi feito após ela ser levada contra a sua vontade até o aeroporto internacional de Haneda, Tóquio. O motivo do seu retorno à Bielorrússia foi que a atleta fez duras críticas a seleção de seu país e ao seu treinador durante os Jogos Olímpicos. A velocista receia que seja punida em seu país após as críticas. O Comitê Olímpico Internacional (COI) interveio na situação para ajudá-la.

O COI informou que está buscando esclarecimentos sobre o incidente com o Comitê Olímpico da Bielorrússia. A atleta Tsimanouskaya está em contado direto com os diplomatas da Polônia.

O porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato, disse que a atleta buscou proteção da polícia no aeroporto de Haneda e, agora, ela está em situação segura e cooperando com as autoridades para confirmar as suas intenções.

Tsimanouskaya criticou nas redes sociais que o seu técnico a inscreveu na corrida do revezamento 4x400 metros mesmo sabendo que ela nunca tinha competido nessa prova. Ela participou da corrida dos 100 metros rasos, mas não se classificou para as semifinais. A velocista deveria participar da prova dos 200 metros rasos nesta segunda-feira, mas já estava sendo forçada a deixar o Japão no último domingo.

"Fui pressionada e eles estão tentando me tirar do Japão sem o meu consentimento", disse a atleta em um vídeo postado nas redes sociais.

O Comitê Olímpico da Bielorrússia disse em um comunicado que estava retirando Tsimanouskaya das Olimpíadas com base no conselho dos médicos a respeito do seu estado emocional e psicológico.

O órgão olímpico bielorrusso é chefiado por Viktor Lukashenko, filho do presidente da Bielorrússia, Alexander  Lukashenko. Ambos foram proibidos de participar das Olimpíadas de Tóquio em meio às acusações de discriminação contra atletas bielorrussos que participaram de protestos contra a polêmica reeleição do presidente em 2020.

"Tenho medo de ser presa na Bielorrússia. Não tenho medo de ser despedida ou expulsa da seleção esportiva do meu país. Preocupo-me com a minha segurança", disse Tsimanouskaya.

A atleta bielorrussa foi vista entrando na embaixada polonesa em Tóquio depois que Marcin Przydacz usou as redes sociais para dizer que a Polônia está preparada para lhe dar um visto. Przydacz disse também que Tsimanouskaya é livre para seguir a sua carreira esportiva na Polônia se assim escolher.

O porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), Mark Adams, disse que Tsimanouskaya passou a noite em um hotel próximo do aeroporto e esteve em contato com a polícia local. Ela também recebeu ajuda do Alto Comissariado da ONU para Refugiados.

"O COI e o Comitê Olímpico do Japão continuarão as conversas com Krystsina Tsimanouskaya e as autoridades japonesas para determinar o que vai ser feito nos próximos dias", disse Adams em uma coletiva de imprensa. 


Fonte: Kyodo News.


Imagem das Olímpiadas de Tóquio 2020 - Segunda-feira dia 2.

Nesta segunda-feira, o japonês Kenichiro Fumita recebeu a medalha de prata na luta greco-romana masculino até 60kg. Ele foi derrotado pelo cubano Alberto Orta Sanchez na final olímpica. Foto: Reuters.


Abaixo, o quadro parcial de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (Até o 29º colocado). Última atualização: 02/08/2021.





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