terça-feira, 7 de setembro de 2021

Arigatô Paraolímpicos!

Com o encerramento dos jogos, atletas paraolímpicos iniciam a volta para casa.


Tóquio - Delegações de vários países, com atletas e membros da equipe paraolímpica, começaram a viagem de volta para casa nesta segunda-feira, 6 de setembro.

Com o encerramento dos jogos, atletas paraolímpicos iniciam a volta para casa.
Monitor instalado no saguão do aeroporto de Narita. Voluntários das Paraolímpiadas se despediam dos atletas via online. Foto: NHK.

A maior parte das pessoas que participaram das Paraolimpíadas estavam com as viagens de retorno marcadas para hoje, lotando o saguão do aeroporto internacional de Narita, na província de Chiba. Muitas filas se formaram nos balcões de check-in do aeroporto. Algumas pessoas das delegações paraolímpicas diziam "arigato" para os japoneses ao seu redor enquanto passavam pelos pontos de verificação. 

Muitos voluntários paraolímpicos que não tiveram a chance de participar dos jogos devido à pandemia e à proibição do público nos locais das competições, se despediram dos atletas de uma forma diferente. Um monitor com vídeos online, do aplicativo Zoom, de vários voluntários se despedindo foi instalado no saguão de embarque. Pequenos robôs ao lado do monitor serviam de comunicadores entre atletas e voluntários. Os próprios voluntários que controlavam remotamente os robôs. Algumas medalhas de origami eram dadas para aqueles que se despediam dos voluntários.

Um paratleta francês disse que os japoneses sempre atendiam as dúvidas das pessoas com um sorriso e ele achou a hospitalidade ótima do país. "Espero que na França em 2024 façamos o mesmo gesto de carinho que tivemos aqui", disse ele. O francês também agradeceu ao Japão por ter realizado as Paraolimpíadas em uma situação de difícil organização, devido ao temor de casos de coronavírus durante os jogos.

O comitê organizador dos jogos de Tóquio relatou seis novas infecções nesta segunda-feira. Um estrangeiro ligado aos jogos e cinco trabalhadores terceirizados das Paraolimpíadas foram infectados. O número total de infecções por COVID-19 confirmados entre as pessoas envolvidas nos Jogos Paralímpicos é de 306 casos.

Com o fim dos jogos, trabalhadores retiravam as bandeiras da "Tokyo 2020" que decoravam uma praça próxima na estação JR de Tóquio.

Em Odaiba, o símbolo paraolímpico dos "Três Agitos" foi removido da baía de Tóquio na manhã desta segunda-feira. O símbolo gigante (94 toneladas, 23,4 metros de comprimento e 17,5 metros de altura) foi retirado por um rebocador e levado até Yokohama, província de Kanagawa. O destino do símbolo será a reciclagem dos materiais usados em sua fabricação.  

"Embora houvesse muitas opiniões contrárias a respeito dos Jogos de Tóquio, fiquei animado com os esforços dos atletas. Vou sentir falta dos Jogos, agora que eles acabaram", disse Takei Yasumoto,  assistindo à remoção do símbolo dos Três Agitos na baía de Tóquio.


Fontes: NHK News / Japan Today.


Abaixo, o quadro final de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2020 (Até o 30º colocado). Última atualização: 05/09/2021.





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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Fim das Paraolimpíadas no Japão.

Cerimônia de encerramento finaliza as Paraolimpíadas de Tóquio, com os jogos impactados pela COVID-19.


Tóquio - Após quase duas semanas de competições entre atletas com deficiência de todo o mundo, os Jogos Paraolímpicos de Tóquio deram adeus nesta noite de domingo, 5 de setembro, horário do Japão. As Paraolimpíadas foram realizadas com muitos desafios em Tóquio, tudo decorrente da pandemia do coronavírus.

Cerimônia de encerramento finaliza as Paraolimpíadas de Tóquio, com os jogos impactados pela COVID-19.
Fogos de artifício marcam o encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio no Estádio Nacional. Foto: AP Photo.

A cerimônia deste domingo no Estádio Nacional finalizou com uma grande festa os jogos, mantidos quase inteiramente fora do alcance do público. A pandemia mundial deixou os preparativos das Paraolimpíadas de Tóquio com várias dúvidas, sem uma certeza se era possível realizá-las com segurança.

Apesar das dificuldades, como os protocolos obrigatórios da COVID-19 para todas as delegações participantes, um recorde de aproximadamente 4.400 atletas de 162 países e regiões, incluindo uma pequena equipe de refugiados, competiram nas Paraolimpíadas de Tóquio.

Um fato que chamou muita atenção nesta edição das Paraolimpíadas foi o esforço internacional para trazer dois atletas afegãos a Tóquio para as competições. Devido aos problemas internos no Afeganistão com o Talibã, os atletas paraolímpicos ficaram quase impossibilitados de sair do país para viajar.

Para impedir a propagação da COVID-19, as delegações ficaram confinadas na vila dos atletas e nas instalações esportivas. Com o fim dos jogos, os participantes estrangeiros foram obrigados, no caso dos atletas olímpicos, a deixar o Japão alguns dias após a cerimônia de encerramento, sem chances de fazer compras ou passeios turísticos pelo país. E isso vai se repetir com as delegações paraolímpicas.

Apesar da série de escândalos entre algumas pessoas relacionadas ao comitê organizador da Tóquio 2020, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos não tiveram grandes problemas operacionais durante o período de mais de um mês dos eventos.

Os números de casos de coronavírus em Tóquio e em outras partes do Japão bateram recordes várias vezes durante os jogos. Entretanto, os organizadores dos dois eventos conseguiram manter a taxa de infecções muito baixa entre atletas, ajudantes, voluntários e trabalhadores dos jogos.

Desde meados de agosto, cerca de 300 pessoas associadas aos Jogos Paraolímpicos testaram positivo para COVID-19. A maioria dos infectados foram os trabalhadores japoneses contratados para preparação dos jogos.

Durante a cerimônia de encerramento, a bandeira paralímpica foi passada para a prefeita de Paris, Anne Hidalgo. A próxima edição das Paraolimpíadas será na França em 2024.

"Acho que esses jogos foram sensacionais. Recordes mundiais foram quebrados em todos os momentos. Não foi fácil ter adiado as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio no ano passado. Ficamos pensando em como seria esses jogos durante a pandemia. Houve muitos momentos em que nos questionamos se estávamos fazendo a coisa certa ou se realmente poderíamos fazer isso. Em nossos pensamentos, a resposta sempre foi sim", disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Internacional, em uma coletiva de imprensa antes da cerimônia de encerramento.

Em relação ao quadro de medalhas, a China ficou em primeiro lugar da lista, com uma grande margem de 96 medalhas de ouro, 60 de prata e 51 de bronze. Em segundo lugar ficou a Grã-Bretanha, em terceiro os Estados Unidos e em quarto o Comitê Paraolímpico Russo.

Depois de não ter conquistado uma única medalha de ouro nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, o Japão teve um desempenho mais forte como país-sede. Com uma delegação maior, de 254 atletas, o país terminou as Paraolimpíadas em 11º lugar no quadro de medalhas: 13 de ouro, 15 de prata e 23 de bronze. Foi o segundo maior desempenho do país em Jogos Paraolímpicos.

Em fevereiro do próximo ano, a China irá sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno, a Beijing 2022. Vamos ver como os chineses vão realizar os dois eventos diante da pandemia do coronavírus pelo mundo. Esperamos que tudo esteja melhor até lá...


Fonte: The Mainichi.


Imagem das Paraolimpíadas de Tóquio 2020 - Domingo dia 5.


Último dia dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio e última medalha para o Brasil. Dessa vez foi prata! Alex Pires conquistou a medalha de prata na maratona masculina - classe T46. Com o tempo de 2h27min00, Alex estabeleceu no novo recorde das Américas. Parabéns! Foto: CPB.


Abaixo, o quadro final de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2020 (Até o 30º colocado). Última atualização: 05/09/2021.






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