domingo, 16 de janeiro de 2022

Vestibular com estudos e sangue.

Três pessoas são esfaqueadas por um adolescente, perto da Universidade de Tóquio.


Tóquio - Dois estudantes do ensino médio e um homem ficaram feridos em um ataque com faca neste sábado, 15 de janeiro. O incidente ocorreu nos arredores da Universidade de Tóquio, antes do início dos exames de admissão universitária em todo o país. Um adolescente foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio, disse a polícia.

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Três pessoas são esfaqueadas por um adolescente, perto da Universidade de Tóquio.
Equipe de emergência no local do incidente, perto de um dos portões de entrada da Universidade de Tóquio. Foto: Reuters.

As três vítimas (um homem de 72 anos, um rapaz de 17 anos e uma moça de 18 anos) foram golpeados nas costas por volta das 8h30 da manhã, em frente a um dos portões do campus da universidade.

Os dois estudantes atacados vieram da província de Chiba para realizar os exames de admissão em Tóquio. Eles não sofreram ferimentos graves. Segundo a polícia, nenhuma das três vítimas conheciam o suspeito do ataque, um adolescente de 17 anos.

"Eu não estava indo bem em meus estudos, então decidi causar um incidente e morrer", disse o suspeito, um estudante de uma escola particular na cidade de Nagoya.

"Eu estava estudando para entrar em medicina na Universidade de Tóquio. Mas já faz um ano que as minhas notas estão tão ruins que acabei perdendo a confiança", disse o adolescente. Ele não estava inscrito para fazer os exames de admissão, mas confessou o crime logo após a sua prisão.

O "rapaz frustrado" chegou a Tóquio em um ônibus expresso na manhã deste sábado. Na província de Aichi, o pai do adolescente notificou a polícia, na noite de sexta-feira, informando que o seu filho estava desaparecido.

De acordo com a polícia, o rapaz frustrado, cujo nome foi omitido por ser menor de idade, disse também para as autoridades que trouxe consigo uma faca de cozinha da casa de seus pais. Após o ataque, a polícia encontrou o adolescente sentado no chão e a sua faca, manchada de sangue, jogada nas proximidades do incidente. Além da faca usada no crime, o rapaz trouxe outra faca e uma serra dobrável dentro de uma sacola. Também foram encontrados com ele garrafas plásticas e de vidro contendo líquido inflamável.

O incidente ocorreu no momento em que os estudantes do ensino médio passam por exames unificados de admissão universitária no Japão. As provas são realizadas em dois dias e mais de 530.000 estudantes de todo o Japão estão inscritos.

Apesar do ataque a faca ter ocorrido nas proximidades da universidade de Tóquio, o primeiro dia de exames foi realizado conforme o programado.

A prisão do suspeito foi rápida porque o homem de 72 anos, atacado pelo adolescente, saiu correndo ferido até uma delegacia próxima do local do incidente.

Além do rapaz frustrado ferir as três pessoas, ele também iniciou um princípio de incêndio em uma estação do metrô, próxima do campus universitário onde ocorreu o ataque.

O Corpo de Bombeiros de Tóquio foi informado a respeito do princípio de incêndio nas instalações da estação Todaimae, na linha Namboku, operada pela Tokyo Metro Company. O alerta foi feito às 8h30 da manhã e o fogo foi extinto cerca de uma hora depois.

O ataque com faca pareceu perturbar alguns participantes do exame no campus universitário. Muitas viaturas da polícia e carros do corpo de bombeiros foram mobilizadas para os locais dos incidentes.

"É assustador o que aconteceu. Quero fazer o meu melhor durante o teste e não ser afetado por nada", disse um estudante de 18 anos que soube dos crimes pela rede social Twitter.

"Meu filho estudou tanto para os exames. Desejo que ele faça o teste em um bom ambiente", disse uma mulher de 50 anos que acompanhou o seu filho até o local do exame. Ela espera que ele não fique abalado com os incidentes durante a prova.

O Centro Nacional de Exames de Admissão Universitária solicitou para que as universidades estatais, públicas e privadas (os locais dos exames) reforçassem as medidas de segurança após o ataque na manhã de sábado.

Realizados em meio a medidas anti-COVID, os exames de admissão universitária atraíram um total de 530.367 candidatos. Os estudantes inscritos estão realizando as provas em 677 locais espalhados pelo país.

No Japão, os exames de admissão à universidade são realizados anualmente em duas etapas: a primeira fase é padronizada para todas as universidades e a segunda fase envolve exames de conhecimentos específicos.


Fonte: Kyodo News.


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sábado, 15 de janeiro de 2022

Medicamento Paxlovid no combate à COVID-19.

Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 14 de janeiro, a Pfizer Inc. solicitou ao Ministério da Saúde do Japão a aprovação de sua pílula contra a COVID-19 em território japonês. Se a aprovação for concedida, a nova pílula se tornará o segundo medicamento oral disponível no país para casos leves de coronavírus.

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Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.
Paxlovid: novo medicamento oral para COVID-19 desenvolvida pela Pfizer Inc. Foto: Kyodo News.

O pedido para o novo medicamento Paxlovid (uma combinação dos antivirais Nirmatrelvir e Ritonavir) ocorre no momento em que o Japão está lutando contra o seu sexto aumento de casos da COVID-19 no país. Em meio à disseminação da variante ômicron, o Japão já está concordando em adquirir o novo medicamento para o tratamento de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

No início da semana, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que um acordo final sobre a compra do medicamento, com a empresa farmacêutica norte-americana Pfizer Inc., é esperado até o final deste mês. A aprovação da pílula no país esta sendo aguardada para o mês de fevereiro.

Em dezembro, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão já aprovou o medicamento oral Molnupiravir, remédio contra a COVID-19 desenvolvida pela empresa farmacêutica norte-americana Merck & Co.

O ministro da saúde do Japão, Shigeyuki Goto, afirmou, no mês passado, que os medicamentos orais devem desempenhar um papel significativo no tratamento de pacientes com sintomas leves da COVID-19.

De acordo com a Pfizer, ensaios clínicos mostraram que o Paxlovid tem uma chance maior de previnir hospitalizações e mortes, isso se comparado ao Molnupiravir. O Paxlovid pode reduzir os sintomas graves do coronavírus em 88% (em comparação com aqueles que receberam placebo), para pacientes que tomaram o medicamento dentro de cinco dias após o início dos sinais da doença no organismo. 

A nova pílula Paxlovid impede que o coronavírus se multiplique no organismo humano e é prescrita para ser tomada duas vezes ao dia durante cinco dias.

O medicamento oral da Pfizer foi aprovado na Grã-Bretanha e autorizado nos Estados Unidos em dezembro, para uso emergencial nos dois países.


Fonte: The Japan Times.


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