sábado, 2 de abril de 2022

Abrindo as fronteiras para os viajantes.

A partir deste mês, o governo permitirá a entrada de mais visitantes do exterior no Japão.


Tóquio - No dia 10 de abril, as fronteiras do Japão serão abertas para até 10.000 visitantes por dia, incluindo viajantes estrangeiros e japoneses nesse novo limite. O país está relaxando gradualmente seus controles fronteiriços, mesmo com a pandemia do coronavírus ainda em evidência no mundo.

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A partir deste mês, o governo permitirá a entrada de mais visitantes do exterior no Japão.
A partir de 10 de abril, o governo japonês permitirá a entrada diária de até 10.000 viajantes internacionais no Japão. Foto: Kyodo News.

A nova medida reflete a crescente entrada de mais japoneses e estrangeiros no Japão, principalmente, os estudantes internacionais. Entretanto, as mudanças não se aplica aos turistas estrangeiros, estando ainda proibidos de entrar no país.

"O governo japonês planeja aumentar o fluxo de viajantes internacionais em etapas. Será levado em consideração a situação de infecção no país, no exterior e as medidas de controle que outros países estão adotando em suas fronteiras", disse o secretário-chefe de gabinete, Hirokazu Matsuno, em uma coletiva de imprensa.

Em novembro do ano passado, o Japão impôs a proibição de entrada para todos estrangeiros no país, devido ao surgimento da variante Ômicron pelo mundo. A medida muito rígida provocou muitas críticas vindas de estudantes estrangeiros, acadêmicos e empresários.

Nas últimas semanas, o governo japonês tem relaxado as regras para os viajantes internacionais entrarem no Japão. O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, já chegou a chamar as medidas como "os controles de fronteiras mais rigorosos entre as nações do G7". Antes dos atuais 7.000 viajantes por dia, o Japão só permitia a entrada diária de 2.000 pessoas vindas do exterior, no período entre novembro de 2021 e março de 2022.

Nesta sexta-feira, 1ª de abril, o governo japonês aliviou o seu alerta de viagem para 106 nações, incluindo Grã-Bretanha, França, Alemanha, Índia e Estados Unidos. Esses países estavam em uma lista do Japão, denominada como "lugares para viajar não aconselhados aos cidadãos japoneses", devido aos crescentes casos globais de COVID-19, entre os anos de 2020 e 2021.

"Embora as situações atuais sejam diferentes entre nações e áreas, o número de novas infecções e mortes por coronavírus está, aos poucos, decrescendo mundialmente. Os riscos de morrer e desenvolver sintomas graves foram reduzidos devido ao progresso das vacinas contra a COVID-19", disse o Ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, em uma entrevista com a imprensa.


Fontes: The Mainichi / NHK News / Kyodo News.


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sexta-feira, 1 de abril de 2022

Chineses no lockdown obrigatório.

China luta para controlar a pandemia da COVID-19 em Xangai.


Pequim - Nesta quinta-feira, 31 de março, Xangai preparou-se para reabrir uma parte de sua cidade (lado leste) e fechar a outra parte (lado oeste). As autoridades chinesas anunciaram lockdown em várias áreas de Xangai, devido ao surgimento de novos casos da variante ômicron que tem prejudicado a cidade.

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China luta para controlar a pandemia da COVID-19 em Xangai.
Uma área em Xangai isolada para o lockdown obrigatório. Foto: Bloomberg. 

O lockdown de Xangai está sendo realizado em duas fases, dividindo a cidade em área bloqueada e área não bloqueada.

Uma área de Xangai, chamada de Pudong, será reaberto nesta sexta-feira, após 4 dias de lockdown. No mesmo dia, o outro lado de Xangai, chamado de Puxi, será bloqueado para os moradores cumprirem o lockdown obrigatório. Os testes de coronavírus são realizados em todos os moradores das áreas.

Cerca de 16 milhões de pessoas deverão fazer os testes de coronavírus na área de Puxi. Nenhuma pessoa deverá deixar o condomínio ou bairro onde mora, durante o lockdown obrigatório de 4 dias. Refeições e mantimentos deverão ser entregues na entrada dos complexos habitacionais.

Muitos mercados financeiros internacionais ficaram preocupados com um possível impacto econômico, devido ao lockdown muito prolongado em Xangai, a maior cidade da China. De acordo com uma pesquisa sobre negócios na China, a atividade manufatureira do país caiu para o menor nível (de cinco meses) no mês de março. Nesse período de baixa, muitos bloqueios e novas restrições forçaram o setor fabril chinês a suspender a produção.

No nordeste da China, os moradores da cidade de Jilin ficarão livres do lockdown obrigatório a partir desta sexta-feira, 1ª de abril. Segundo a emissora estatal de televisão CCTV, fazia mais de 3 semanas que os moradores de Jilin estavam confinados em suas casas. Agora, as pessoas poderão sair de casa, mas o uso das máscaras faciais é obrigatório nas ruas da cidade. Em locais públicos fechados, as pessoas deverão manter um metro de distância de cada um. Reuniões públicas em parques e praças estão proibidas.

Autoridades chinesas dizem que conseguiram controlar a pandemia da COVID-19 na cidade de Jilin. Entretanto, o restante da província de Jilin ainda continua registrando vários casos da variante ômicron.  Já na capital da província de Jilin, a cidade de Changchun, o lockdown continua obrigatório desde 11 de março. No entanto, os novos casos de coronavírus na capital estão decaindo dia após dia.

A China registrou 8.559 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira. Os assintomáticos representaram 6.720 novos casos nesse mesmo período. A proporção de casos assintomáticos está sendo maior agora, se comparado com surtos anteriores, principalmente em Xangai. Cerca de 100 novos casos, na China, foram de pessoas infectadas recém-chegadas do exterior.


Fonte: The Mainichi.


 
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