sexta-feira, 8 de abril de 2022

Grupo da desinformação.

Japoneses, ligados ao QAnon, são presos por invadir um centro de vacinação.


Tóquio - No dia 7 de abril, a polícia de Tóquio prendeu quatro membros de um grupo de conspiração anti-vacina, acusados de invadir uma clínica de saúde.

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Japoneses, ligados ao QAnon, são presos por invadir um centro de vacinação.
Em Yokohama, província de Kanagawa, membros do movimento YamatoQ protestam contra o programa de vacinação do Japão (programa de imunização contra a COVID-19). Foto: Asahi Shimbun.

O Departamento de Polícia Metropolitano da Capital informou que os quatro suspeitos pertence ao grupo YamatoQ. Esse grupo se autodenomina a ala japonesa do QAnon, um movimento político dos Estados Unidos que prega teorias conspiratórias de extrema-direita. 

Para aqueles que estão lembrados do ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, muitos dos manifestantes defensores de Donald Trump eram seguidores radicais do movimento QAnon. Naquele dia, o protesto em apoio ao ex-presidente Trump se transformou em uma invasão ao prédio do governo americano, provocando confusão e mortes.

No caso do grupo YamatoQ, os quatro suspeitos entraram, sem autorização, em uma clínica que fornece vacinas contra a COVID-19 para a campanha de imunização no país. O local do incidente fica na região de Shibuya, em Tóquio.

Recentemente, os seguidores do YamatoQ vêm realizando campanhas contra a vacinação em massa no Japão. Na realidade, o país, assim como o mundo todo, ainda tem enfrentado muitos casos de infecções provocados pelo coronavírus. A imunização da população, através da vacina, é a solução mais eficaz para evitar casos graves da doença e, até mesmo, a morte.   

No entanto, o grupo radical japonês tem organizado alguns comícios anti-vacinação em Tóquio, Sapporo e em cidades nas províncias de Kanagawa e Fukuoka. Muita desinformação é divulgado para a sociedade japonesa pelo movimento YamatoQ. Na sua página na internet, coisas absurdas sobre a COVID-19 são postadas sem uma comprovação científica, sempre afirmando que: "O coronavírus em si não existe"; "As vacinas fazem parte de um plano para diminuir a população"; "A vacina contém uma fonte de infecção, uma semente de uma doença que gera um efeito nocivo no organismo humano". 

Além disso, o grupo YamatoQ é um grande apoiador do ex-presidente americano, Donald Trump. O site do movimento afirma que Trump "salvou muitas crianças", mas "o fato nunca foi relatado no Japão".

Nikkey ON!: Para falar a verdade, não entendi quem são as crianças que o Donald Trump salvou nos Estados Unidos durante o seu mandato. O texto original não entra em detalhes. Entretanto, o grupo YamatoQ pode estar se referindo as crianças latinas que entraram ilegalmente nos EUA junto com seus pais. Naquela época (2018), a lei de imigração americana adotava a política da tolerância zero para os ilegais. Pais e filhos indocumentados eram separados pelas autoridades alfandegarias, o que gerou muitos protestos nos Estados Unidos. Para acabar com a polêmica, o presidente Trump assinou um documento, determinando que as crianças ficassem no mesmo centro de detenção de ilegais que seus pais estavam. E talvez, foi assim que Trump "salvou muitas crianças", segundo as palavras do movimento YamatoQ.  


Fontes: The Asahi Shimbun / BBC News / Wikipédia.


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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Destruição e genocídio na Ucrânia.

Rússia enfrenta indignação mundial pelo assassinato de civis ucranianos.


Kiev - Nos últimos dias, vídeos e relatos sobre o conflito na Ucrânia, de forma nua e crua, têm chocado a mídia internacional pelas imagens de destruição e mortes. A Rússia tem enfrentado uma grande repulsa mundial e acusações de crime de guerra em território ucraniano. Líderes mundiais estão ameaçando o governo russo com novas sanções econômicas.

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Rússia enfrenta indignação mundial pelo assassinato de civis ucranianos.
Rússia tem confrontado uma forte indignação mundial pela morte de vários civis ucranianos em Bucha. Foto: NHK News. 

No início do mês de abril, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, publicou uma mensagem em vídeo na internet sobre a atual situação na cidade de Bucha, logo após a recaptura da região pelas forças da Ucrânia. Autoridades ucranianas disseram ter encontrado mais de 400 pessoas mortas na cidade, depois que as tropas russas se retiraram da área bombardeada. Zelenskyy acusa a Rússia de cometer genocídio em Bucha.

"Agora há informações de que, na cidade de Borodyanka e em outras cidades libertadas, o número de mortos pode ser muito maior. Pessoas das áreas libertadas, como Kiev, Chernihiv e Sumy, disseram que nunca testemunharam tanta destruição e morte provocada pelo exército russo. A atrocidade nessas regiões está sendo comparada com a ocupação nazista na Ucrânia, há 80 anos atrás", disse Zelenskyy.

Vendo a atual realidade na Ucrânia, autoridades internacionais estão condenando o governo russo pela brutalidade cometida contra civis, prometendo mais sanções econômicas para Rússia.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, disse o seguinte: "Trabalharemos com o mundo para garantir que haja a total responsabilidade por esses crimes de guerra. Também estamos trabalhando intensamente, com os nossos aliados europeus, em novas sanções econômicas, aumentando a pressão sobre o presidente Putin e toda a Rússia".

Autoridades americanas também pediram à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas a suspensão da cadeira da Rússia no Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse: "As imagens na cidade de Bucha e da devastação em toda a Ucrânia exigem que agora combinemos nossas palavras com ações no Conselho de Direitos Humanos da ONU".

No outro lado da moeda, o governo russo está negando o envolvimento do seu exército com as mortes. Moscou afirmou que os corpos das vítimas ucranianas foram "gerenciados em forma de palco", após a saída dos militares russos nas áreas devastadas.

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, revidou as acusações: "Outro ataque de notícias falsas foi realizado na cidade ucraniana de Bucha, depois que os militares russos saíram da região. Fizemos tudo de acordo com as negociações com a Ucrânia".

No entanto, uma matéria publicada pelo jornal americano New York Times analisou os vídeos ucranianos com imagens tiradas de satélites orbitais sobre a cidade de Bucha. Tudo leva a crer que os cadáveres, nas ruas de Bucha, já estavam lá durante o domínio das tropas russas na cidade.

E a guerra parece não ter fim. Recentemente, as forças russas intensificaram os ataques aéreos no leste e sul da Ucrânia. Os russos alegaram que o ataque tinha a finalidade de destruir as instalações ucranianas com armamentos. 

Entretanto, o governo municipal de Mariupol, cidade atacada pelos russos, negou a afirmação. O prefeito ucraniano informou que a situação atual em Mariupol é trágica. Falta água, comida e eletricidade para os moradores. Mais de 100 mil pessoas continuam presas na cidade. Autoridades locais acusam as forças russas de obstruir a evacuação de civis ucranianos.

As negociações sobre um possível cessar-fogo se complicaram com os últimos ataques russos. O presidente da Ucrânia pede negociações urgentes, mas o governo da Rússia parece relutante com o pedido.


Fonte: NHK News.


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