terça-feira, 12 de julho de 2022

Uma sétima onda do vírus vindo?

Japão pode estar passando por uma nova onda de infecções do coronavírus.


Tóquio - Nesta segunda-feira, 11 de julho, o chefe do painel de especialistas de doenças infecciosas do governo do Japão, Shigeru Omi, se reuniu com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, para conversar a respeito dos casos da COVID-19 no país.

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Japão pode estar passando por uma nova onda de infecções do coronavírus.
O chefe do painel de especialistas de doenças infecciosas do governo, Shigeru Omi, acredita que o Japão pode estar passando por uma nova onda de infecções da COVID-19. Foto: NHK News.

Omi e outros especialistas em doenças infecciosas acreditam que o Japão entrou na sétima onda de infecções do coronavírus.

Durante a reunião, Omi explicou a Kishida que o aumento no número de casos da COVID-19 pode ser atribuído, em parte, pela disseminação da subvariante Ômicron BA.5. Acredita-se que essa subvariante é a mais transmissível do que as cepas anteriores.

Os especialistas apontaram alguns fatores para que os casos de coronavírus estejam aumentando no país. Uma delas é enfraquecimento da imunidade das vacinas aplicadas na população, feito a muito tempo atrás. Sem um novo reforço, a pessoa fica desprotegida de novas infecções.

Para uma prevenção eficiente, os especialistas solicitaram ao primeiro-ministro japonês uma preparação, entre o governo central e local,  de um conjunto de médicos, novos testes e vacinas necessárias para a nova onda de infecções.

Embora o Japão possa estar passando por uma nova onda de infecções, Omi não está pedindo para que o governo introduza restrições de circulação da população nesse momento, como é o caso das medidas emergenciais.

O atual aumento de casos de coronavírus no Japão pode ser superado se o governo adotar testes, vacinações e implementação de medidas preventivas básicas, informou Shigeru Omi. 


Fonte: NHK News.


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segunda-feira, 11 de julho de 2022

Tributo ao ex-premiê japonês.

Enlutados do Japão se reúnem para prestar as últimas homenagens a Shinzo Abe. O mundo também se manifesta pela morte do político.


Nara - Neste final de semana, uma grande multidão se reuniu perto da estação de trem Yamato-Saidaiji, local onde Shinzo Abe foi baleado a tiros, para prestar as últimas homenagens ao falecido ex-primeiro-ministro do Japão.

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Enlutados do Japão se reúnem para prestar as últimas homenagens a Shinzo Abe. O mundo também se manifesta pela morte do político.
Muitos japoneses estiveram na cidade de Nara, exatamente no local onde Shinzo Abe foi baleado, para prestar as últimas homenagens ao falecido ex-premiê do Japão. Foto: NHK News.

Mais de 1.000 pessoas esperaram na fila, na tarde de domingo, para colocar flores o fazer orações no local do ataque.

Um homem, da província de Okayama, veio à Nara com suas duas filhas para prestar as homenagens finais para Shinzo Abe. "Nunca imaginei que algo assim aconteceria aqui. Espero que, vindo a esse local, as minhas filhas se interessem mais por política e democracia", disse o homem de Okayama.

Fora do Japão, muitas autoridades políticas do mundo deixaram suas mensagens de condolências à família de Shinzo Abe e ao Japão.

O atual presidente da Coréia do Sul, Yoon Suk-yeol, pretende visitar a embaixada japonesa em Seul, para prestar as homenagens ao ex-primeiro-ministro do Japão. 

O presidente da China, Xi Jinping, ofereceu condolências ao atual primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, pelo falecimento de Shinzo Abe. O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o presidente chinês enviou um telegrama para Kishida no sábado.

Na Índia, o primeiro-ministro do país, Narendra Modi, chamou o ex-premiê japonês de um de seus amigos mais queridos. Ele ofereceu sinceras condolências à família de Abe e ao povo japonês. 

Na Oceania, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, elogiou a liderança de Abe: "O Japão emergiu como um dos parceiros mais próximos da Austrália na Ásia. É um legado que perdura até hoje". 

Já na Tailândia, um porta-voz do primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha divulgou uma mensagem sobre a morte de Shinzo Abe. Ele afirmou que o ex-primeiro-ministro japonês teve um papel importante na promoção das relações políticas e de amizade nos últimos anos, entre o Japão e a Associação das Nações do Sudeste Asiático.

O atual secretário do Departamento de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que viajará a Tóquio, provavelmente na segunda-feira, para oferecer suas condolências pela morte de Abe. Já o presidente dos EUA, Joe Biden, visitou a residência do embaixador japonês, em Washington, para assinar um livro de condolências. Biden escreveu no livro o seguinte: "Não é apenas uma perda para sua esposa, para sua família e para o povo do Japão. É também uma perda para o mundo".


Fonte: NHK News.


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