Novo plano do governo japonês, para trabalhadores estrangeiros, enfrenta desafios.
Tóquio - O plano do Japão de convidar estrangeiros, para trabalhar em áreas com grave escassez de mão de obra, enfrenta desafios.
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| Novo plano do Japão, para a contratação de mão de obra estrangeira, enfrenta desafios de infraestrutura no ensino do idioma japonês. Foto: NHK News. |
Escolas e outras instituições podem ter dificuldades para cumprir a exigência de proficiência no idioma japonês, prevista no novo programa, devido à falta de professores japoneses.
A expectativa é que até 420 mil estrangeiros sejam aceitos ao longo de dois anos, isso a partir de abril do ano que vem. O plano se aplica a quem atender aos requisitos de proficiência em língua japonesa ou de estudo. Assim, aqueles que atendem aos requisitos têm oportunidades de trabalho na construção civil, enfermagem, agricultura e outras áreas.
O novo Programa de Emprego para Desenvolvimento de Habilidades substituirá o Programa de Treinamento de Estagiários Técnicos, em vigor há mais de 30 anos.
Os candidatos, que não forem aprovados nos testes de proficiência, deverão enfrentar 100 horas ou mais de aulas de idioma japonês. Isso tudo antes de iniciarem o trabalho e outras 100 horas ou mais durante o programa de 3 anos, às custas do empregador.
Uma pesquisa realizada em junho deste ano, com cerca de 900 escolas de língua japonesa e outras instituições, mostrou que menos de 30% das escolas podem oferecer ou considerar a possibilidade de oferecer tais cursos.
A Agência de Serviços de Imigração realizou a pesquisa, promovendo também uma sessão informativa para escolas de língua japonesa e outras instituições no mês passado, com o objetivo de solicitar cooperação. Um funcionário da agência pediu que as escolas considerassem a possibilidade de realizar os cursos, garantindo oportunidades de treinamento e mantendo a qualidade.
Akiko Aoyagi, funcionária da divisão de políticas da agência, afirmou que o ensino da língua japonesa, no âmbito do novo programa de formação, não será possível sem a cooperação das escolas de japonês. Ela também disse que pretende realizar preparativos minuciosos nos próximos seis meses, em virtude da preocupação com a escassez de professores.
Fonte: NHK News.

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