domingo, 4 de abril de 2021

Tocha Olímpica versus Covid-19.

Revezamento da tocha olímpica: autoridades japonesas tentam controlar a multidão em meio ao aumento de casos de coronavírus.


Tóquio - Agora é época de eventos que antecedem aos jogos Olímpicos do Japão. Pessoas de todo o país têm se aglomerado nas ruas para ter a chance de ver a chama olímpica durante a maratona de revezamento da tocha. Nas cidades japonesas onde o revezamento já ocorreu, grandes multidões se formaram em algumas áreas do percurso. 

Tocha olímpica versus Covid-19.
Revezamento da tocha olímpica e um guarda com um aviso pedindo o controle no combate a COVID-19. Foto: Getty.

Com os casos de coronavírus aumentando consideravelmente em todo o país, os governos locais envolvidos na divulgação do evento olímpico estão apreensivos com as medidas de controle da pandemia e a aglomeração do público.

No dia 29 de março, uma multidão de aproximadamente 250 espectadores se reuniram em frente ao prédio do governo de Tochigi para ver a passagem da tocha olímpica. As autoridades presentes no local orientaram as pessoas a se manterem a uma distância segura entre elas para evitar a transmissão da COVID-19. Mas quando o famoso jogador profissional de basquete Yuta Tabuse apareceu segurando a tocha olímpica, o público presente simplesmente ignorou as normas de controle pandêmico e avançou em direção ao atleta. 

"Estávamos prontos para cancelar o revezamento da tocha olímpica", disse um alto funcionário do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio se referindo ao incidente em Tochigi.

O Comitê Olímpico disse que pode considerar o cancelamento da passagem da tocha olímpica pelo Japão por causa da pandemia. O maior motivo para o cancelamento é a aglomeração de muitos espectadores num mesmo lugar e o desrespeito do distanciamento social necessário entre o público.

Entretanto, no dia 28 de março, quando vários espectadores se reuniram para assistir a passagem de um famoso portador da tocha olímpica em frente à prefeitura de Ashikaga, Tochigi, o Comitê Olímpico não cancelou o evento ao perceber que havia muita gente no local. 

Não houve relatos de superlotação de pessoas nas regiões de Gunma e Nagano, onde houve a parada do revezamento da tocha olímpica.

O comitê organizador, com a ajuda dos governos locais e de outras organizações, está monitorando áreas à beira das estradas de um helicóptero para verificar a quantidade de espectadores presentes durante o evento.

O maior motivo da formação de grandes multidões é quando os portadores da tocha olímpica são atletas famosos ou celebridades da TV. Como parte das medidas de segurança, os participantes famosos têm completado o revezamento da tocha em estádios ou em outros locais de maior controle. Apesar de todas as medidas de segurança, as pessoas ainda têm se aglomerado em certos locais da passagem da tocha.

Para evitar a formação de multidões durante o revezamento da tocha olímpica na cidade de Koriyama, Fukushima, as autoridades locais fecharam um dos lados da pista para o público. Com isso, os espectadores puderam assistir aos corredores da tocha do outro lado da pista bloqueada, mantendo uma distância segura.

Quando o ator Keita Machida correu com a tocha olímpica na cidade de Naganohara, Gunma, nenhum espectador foi permitido ficar próximo do percurso. Mas as autoridades locais permitiram que as pessoas assistissem ao percurso da tocha olímpica num estacionamento próximo da rota. Os poucos espectadores que apareceram estavam socialmente distantes uns dos outros e barreiras de cordas foram usadas para evitar o avanço da multidão.

Na cidade de Nagano, espectadores foram banidos da cerimônia de chegada da tocha realizada na última quinta-feira, 01 de abril. A região de Nagano tem registrado um aumento de casos de coronavírus nos últimos dias.

A etapa de revezamento da tocha olímpica na cidade de Osaka estava agendada para o dia 14 de abril, mas a prefeitura deve notificar o comitê organizador para o cancelamento do evento. Com o grande aumento de casos de coronavírus em Osaka, o governo da cidade implementou medidas mais duras no combate a COVID-19 a partir do dia 05 de abril.

Nesta segunda-feira, a passagem da tocha olímpica vai estar na cidade de Nagoya, Aichi. De acordo com a autoridade local, uma faixa do percurso será usada como área de observação da multidão e vários guardas serão posicionados em intervalos regulares durante o trajeto.

Observação da Nikkey ON!: E assim o Japão vai tocando o preparativos dos Jogos Olímpicos com a certeza do sucesso, mas com a dureza de controlar a pandemia do coronavírus entre a multidão. Quem vai levar a medalha de ouro neste caso?


Fonte: The Japan News.
   

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sábado, 3 de abril de 2021

Comendo num restaurante com asas.

Refeições na pista de decolagem: companhia aérea japonesa transforma aviões parados em restaurantes.


Tóquio - Na última quarta-feira, 31 de março, a companhia aérea ANA (All Nippon Airways) começou a oferecer serviços de refeições a bordo de um avião Boeing 777 estacionado no aeroporto de Haneda, Tóquio.


Refeições na pista de decolagem: companhia aérea japonesa transforma aviões parados em restaurantes.
Refeição de estilo ocidental oferecida na primeira classe dentro de um avião da ANA. Foto: Yomiuri Shimbun.

A comida servida no avião fez parte de um evento em que os participantes desfrutaram o conforto dos assentos da primeira classe e da classe executiva. 

O "almoço a bordo" foi oferecido para 56 pessoas e proporcionou aos clientes a sensação de embarcar numa viagem luxuosa. No mesmo dia, o evento também contou com a opção de "jantar a bordo".

A indústria aérea global está enfrentando o seu maior desafio para sobreviver durante o período da pandemia do coronavírus e das restrições de viagens nacionais e internacionais. Com voos drasticamente reduzidos, a empresa aérea ANA planejou um evento criativo como forma de fazer um uso eficaz de seus aviões parados nos aeroportos japoneses. O Boeing 777 utilizado como restaurante  é normalmente usado para voos internacionais. 

Dois tipos de refeições foram oferecidos: comida japonesa e comida ocidental. Independentemente da classe executiva ou primeira classe, a comida a bordo foi sempre servida por comissários de bordo. Vinho e champanhe também faziam parte do menu. Os preços das refeições eram de 59.800 ienes (US$ 540) para a primeira classe e de 29.800 ienes (US$ 269) para a classe executiva. O serviço a bordo era quase idêntico ao de um voo internacional de verdade, de acordo com um porta-voz da empresa aérea.

Depois de saborear uma refeição na primeira classe, um homem de 35 anos disse o seguinte: "Pude desfrutar da primeira classe dos meus sonhos, como se eu estivesse viajando para o exterior. A refeição a bordo é muito luxuosa e fiquei muito satisfeito."

O "restaurante com asas" teve uma grande receptividade desde o início da divulgação, com as pré-vendas dos convites esgotadas. A empresa aérea ANA planeja realizar novos eventos semelhantes dentro dos aviões em breve.


Fontes: The Japan News / BBC News.


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