segunda-feira, 26 de abril de 2021

Erupção na região de Kyushu.

Vulcão Sakurajima entra em erupção e gera um alerta para a população local.


Kagoshima - Um vulcão localizado no monte Sakurajima, região sudoeste do Japão, entrou em erupção neste domingo, 25 de abril. A coluna de fumaça formada pela erupção chegou a 2,3 quilômetros de altura, disse a agência meteorológica.

Vulcão Sakurajima entra em erupção e gera um alerta para a população local.
Fumaça formada após a erupção do vulcão Sakurajima, ocorrida neste domingo. Foto: Kyodo News.

Após a erupção ocorrida por volta da 1h09, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta a população das cidades de Kagoshima e Tarumizu para se proteger de qualquer impacto potencial de uma outra atividade vulcânica. Não houve relatos de feridos ou danos materiais, segundo as autoridades locais.

A agência disse inicialmente que os fluxos piroclásticos foram confirmados dentro de 1,8 km da cratera Minamidake, mas depois foi confirmado através de observações que eram apenas parte da fumaça. A probabilidade de alguma pessoa morta ou ferida nas proximidades do vulcão é baixa. Desde fevereiro de 2016, as autoridades locais já proibiam as pessoas de se aproximarem no local, mantendo uma distância segura de até 2 km da cratera.

O grau de alerta gerado para o vulcão, após a erupção, foi de nível 3, numa escala de até 5 pontos. Foi alertado para o público não se aproximar na região da cratera, evitando possíveis acidentes causados por quedas de rochas e pedras vulcânicas.

A agência expandiu brevemente a zona de proibição de entrada no raio de 2,4 km da cratera Minamidake. Depois, a zona de proibição foi redefinida para 2 km. A área residencial mais próxima do vulcão fica a cerca de 2,5 km de distância.

O monte Sakurajima, uma área que tem um dos vulcões mais ativos do Japão, está conectado à península de Osumi em Kyushu, a principal ilha do sudoeste do Japão.

Uma grande erupção do vulcão foi registrada em 1917. A erupção emitiu lava suficiente para fechar o estreito marítimo, na baía de Kagoshima, entre a ilha vulcânica de Sakurajima e a península de Osumi.


Fonte: The Mainichi. 


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domingo, 25 de abril de 2021

Sem álcool na veia.

Restrição de bebidas alcoólicas em restaurantes do Japão é destaque no novo estado de emergência.


Tóquio - A proibição de consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes é um destaque do novo estado de emergência para Tóquio, Osaka, Kyoto e Hyogo. É uma nova tentativa no combate a pandemia, enfatizando a opinião de especialistas de que o álcool pode ajudar a acelerar a transmissão da COVID-19.

Restrição de bebidas alcoólicas em restaurantes do Japão é destaque no novo estado de emergência.
O novo estado de emergência restringe a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes em Tóquio, Osaka, Kyoto e Hyogo. Foto: Wikimedia.

Nas duas primeiras declarações do estado de emergência, o governo não impôs restrições específicas ao consumo de bebidas alcoólicas.

"Quando o consumo do álcool está envolvido num grupo, a euforia das pessoas fica muito maior", disse Makoto Tsubokura, líder de uma equipe na gigante de pesquisas Riken e na universidade de Kobe que usa supercomputadores para modelar situações de infecção.

De acordo com Tsubokura: vozes altas associadas as falhas de higiene e mais a tendência das pessoas em permanecer por mais tempo num bar, são fatores que contribuem no aumento do risco de contágio do coronavírus.

A respeito do estado de emergência de 25 de abril a 11 de maio, o governo japonês exigirá o fechamento de restaurantes, bares e karaokês que servem bebidas alcoólicas nas províncias designadas, segundo informa o ministro da economia, Yasutoshi Nishimura.

"Reuniões sociais com bebidas são situações nas quais o governo está se concentrando em suas novas diretrizes", de acordo com Makoto Shimoaraiso, um oficial de gabinete que orienta a resposta do Japão à pandemia. "O mecanismo científico de contágio precisa de mais pesquisas", acrescentou Shimoaraiso.

Grande parte do país já estava sob medidas de controle de infecção. Medidas como redução do horário comercial e diretrizes para que os clientes dos restaurantes fossem separados por divisórias de acrílico foram impostas para garantir maior proteção e evitar a transmissão do vírus.

Embora a economia tenha sofrido com a pandemia, restaurantes e bares foram atingidos de forma bastante dura. A Global Dining Inc., operadora de mais de 40 restaurantes, disse na última sexta-feira que não atenderá ao pedido do governo em reduzir o horário de funcionamento, a menos que seja ordenada a isso.

A empresa processou o Governo Metropolitano de Tóquio no mês passado, alegando que suas medidas de controle de infecção eram injustas e não científicas. As cadeias de restaurantes Saizeriya Co. e Skylark Holdings Co. disseram que permanecerão abertas enquanto cumprem a proibição de bebidas alcoólicas, informou o jornal Nikkei na sexta-feira, 23 de abril.

A maioria dos especialistas em saúde afirma que a adesão geral às regras de higiene e o distanciamento social ajudaram o Japão a manter os novos casos e as mortes por COVID-19 relativamente baixos. Algo que não foi visto em outros países, como Grã-Bretanha e França, onde o bloqueio de circulação de pessoas foi bastante rígido.

Em abril do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a ingestão de bebidas alcoólicas pode diminuir a resposta imunológica de uma pessoa ao COVID-19. Mas não está claro se o próprio ato de beber ajuda a espalhar o vírus.

"O álcool é potencialmente um risco físico para a pessoa devido ao aumento das chances de aspiração de gotículas salivares no ar. Mas é mais um risco social à medida em que reduz a adesão às técnicas de prevenção contra o vírus", disse Jason Treto, especialista em doenças infecciosas de Edmonton, Canadá.


Fonte: Japan Today. 


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