quarta-feira, 28 de abril de 2021

Idosa das Olimpíadas versus Pandemia.

Cancelada a participação da japonesa mais velha do mundo no revezamento da tocha olímpica.


Fukuoka - A mulher mais velha do mundo, a japonesa Kane Tanaka, não irá participar do revezamento da tocha olímpica, marcado para 11 de maio na pequena cidade de Shime, província de Fukuoka.

Cancelada a participação da japonesa mais velha do mundo no revezamento da tocha olímpica.
Kane Tanaka, a mulher mais velha do mundo. Foto: Gov. da Prefeitura de Fukuoka. 

Devido às circunstâncias da pandemia da COVID-19, a família de Kane tomou a decisão de retirar a participação dela no evento. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio será notificado formalmente pela decisão.

De acordo com a bisneta de Kane, Junko Tanaka, estava decidido que a sua bisavó iria levar a tocha olímpica conduzida numa cadeira de rodas e ajudada por membros da família. Embora Kane seja saudável e tenha uma boa alimentação, os parentes da anciã se preocuparam com o aumento das infecções do coronavírus na província de onde ela mora. Se Kane participasse do revezamento da tocha, ela teria que ficar de quarentena por duas semanas após o evento, isolada dos outros idosos com quem a mulher vive numa casa de repouso para pessoas da terceira idade.

"É uma pena porque eu queria que as pessoas sentissem esperanças ao vê-la carregando a tocha alegremente", disse a bisneta Junko.

Kane foi recomendada a participar no evento do revezamento da tocha olímpica pelo patrocinador dos jogos, Nippon Life Insurance Co., tendo a família da idosa concordado prontamente com a ideia.

Em 2 de janeiro de 2021, Kane Tanaka tornou-se a primeira supercentenária válida do século XXI ao completar 118 anos de idade. Em março de 2019, a japonesa foi certificada pelo Guinness World Record como a pessoa mais velha do mundo. E claro, ela também é a mulher mais velha do Japão com 118 anos e 115 dias (considerando a contagem de até  27/04/2021).


Fonte: The Mainichi / Wikipédia.


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terça-feira, 27 de abril de 2021

Prefeito em apuros.

Prefeito japonês é forçado a renunciar após instalar uma sauna pessoal no prédio do governo.

Osaka - O prefeito da cidade de Ikeda, província de Osaka, disse nesta segunda-feira, 26 de abril, que irá renunciar ao cargo após se envolver num escândalo: ele instalou uma sauna privativa perto do seu escritório dentro da prefeitura.

Prefeito japonês é forçado a renunciar após instalar uma sauna pessoal no prédio do governo.
O prefeito Tomita expressa a sua intenção de renúncia ao cargo durante a coletiva em seu escritório. Foto: Kyodo. 

Hiroki Tomita, prefeito de Ikeda, tem sofrido críticas pesadas após trazer a sauna improvisada de sua casa para o prédio do governo municipal no ano passado. Além da sauna, ele trouxe também os seus equipamentos de ginástica, alegando que tudo isso era necessário por motivos de saúde. O prefeito sofre de uma dolorosa hérnia de disco.

Durante a coletiva em seu escritório realizada hoje, o prefeito de 44 anos disse em entrevista que assume a responsabilidade de seus atos. Ele também disse que irá deixar o cargo da prefeitura após o programa municipal de vacinação da COVID-19 para idosos estiver praticamente concluído na cidade. Ele não deu um cronograma específico de quando renunciará ao cargo.

"Peço desculpas do fundo do meu coração por irritar o público e paralisar a administração da cidade", disse Tomita durante a coletiva.

Em 2019, Hiroki Tomita foi eleito para o cargo de prefeito pela primeira vez com o endosso do Osaka Ishin no Kai, um partido regional com sede em Osaka. Depois que o escândalo da sauna veio à tona, Tomita deixou o partido em novembro do ano passado. 

Um painel organizado pela assembleia municipal para investigar a questão da sauna, descobriu que o prefeito havia levado vários itens pessoais para a prefeitura e também foi reconhecido que Tomita tem um grande poder de assédio contra os funcionários do governo municipal. 

A assembleia municipal cogita entrar com uma ação criminal contra o prefeito, alegando que ele deu falso testemunho ao painel. 


Fontes: Kyodo News / The Japan Times.


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