terça-feira, 17 de agosto de 2021

Vai ser sem público mesmo.

Jogos Paraolímpicos serão realizados sem espectadores.


Tóquio - Está decidido! A edição dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio não contará com a presença dos espectadores nos locais dos jogos, devido ao grande número de casos de coronavírus em várias partes do Japão. A informação foi dada nesta segunda-feira, 16 de agosto, faltando uma semana para a abertura dos Jogos Paraolímpicos.

Jogos Paraolímpicos serão realizados sem espectadores.
O presidente do IPC, Andrew Parsons (centro); a chefe do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto (esquerda); e a ministra das Olimpíadas do Japão, Tamayo Murakawa (direita). Foto: Kyodo.

Durante a reunião, o Comitê Paraolímpico Internacional, as autoridades governamentais e esportivas decidiram na realização de todas as competições com as portas fechadas para o público. Os jogos serão realizados sem espectadores na região metropolitana de Tóquio, incluindo as competições nas províncias de Chiba, Saitama e Shizuoka.

A única exceção não alterada no plano original é a presença dos estudantes das escolas nos locais dos jogos, sendo eles incluídos em um programa educacional do governo. Isso é o que foi comunicado pelo comitê organizador dos Jogos Paralímpicos.

A reunião contou com a presença de Andrew Parsons (presidente do Comitê Paraolímpico Internacional - IPC), de Seiko Hashimoto (chefe do órgão organizador dos jogos), de Yuriko Koike (governadora de Tóquio) e de Tamayo Marukawa (ministra das Olimpíadas do Japão).

"Ao tomar as medidas mais adequadas que foram adquiridas com a experiência de sediar as Olimpíadas de Tóquio, estou convencida de que podemos realizar os jogos de uma forma segura, protegida e tranquila", disse Hashimoto sobre as Paraolimpíadas.

A decisão sobre a presença do público ou não nos Jogos Paralímpicos foi postergado até o último minuto antes da reunião, devido à questão do monitoramento diário dos casos de COVID-19 no Japão.

Tóquio está em estado de emergência contra o coronavírus desde 12 de julho. A capital tem divulgado números muito altos de infecções diárias nas últimas semanas, chegando a 5.773 pessoas infectadas na última sexta-feira, 13 de agosto. O recorde registrado é quase o triplo de casos de COVID-19 registrado no início das Olimpíadas em 23 de julho.

"Diante dos casos de coronavírus em Tóquio e em todo o Japão, todos os participantes dos jogos devem estar vigilantes e seguir os princípios dos manuais das Paraolimpíadas em todos os momentos. Só assim, seremos capazes de oferecer o espetáculo dos Jogos Paraolímpicos de forma segura", disse Parsons.

"Depois de cinco anos de treinamento, os atletas paralímpicos estão extremamente animados. Eles estão preparados e prontos para competir. Mal posso esperar para vê-los durante os jogos", complementou Parsons. 

O presidente do IPC, Parsons, participou da reunião com as outras autoridades por vídeo conferência porque ele está em quarentena em seu quarto de hotel. Ele chegou ao Japão nesta segunda-feira e está obedecendo as restrições no combate à COVID-19 para quem veio de outro país.

Os organizadores das Paraolimpíadas estavam considerando a permissão de até 5.000 espectadores no velódromo da província de Shizuoka, onde ocorrerá as provas de ciclismo. Mas isso foi mudado quando o governador de Shizuoka solicitou ao governo central a inclusão da província no estado de emergência nesta segunda-feira. 

Espera-se que os Jogos Paraolímpicos de Tóquio tenham a participação de aproximadamente 4.400 atletas de 160 países e regiões. A única ressalva, segundo um funcionário do IPC, é em relação ao Afeganistão. O país provavelmente desistirá de participar dos jogos depois que o grupo Talibã assumiu o controle do governo. O presidente afegão, Ashraf Ghani, precisou fugir da capital Cabul para o Tajiquistão no último domingo.


Fonte: Kyodo News.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Para estimular a natalidade do país.

Japão beneficiará funcionários públicos com licença remunerada para o tratamento de fertilidade.


Tóquio - A partir de janeiro do próximo ano, o Japão concederá aos funcionários públicos do país 10 dias de licença remunerada (por ano) no tratamento de fertilidade. Diante de um país que luta contra uma taxa de natalidade em rápido declínio, a decisão é um novo estímulo para apoiar casais que desejam ter filhos.

Japão beneficiará funcionários públicos com licença remunerada para o tratamento de fertilidade.
Funcionários públicos do Japão passarão a ter licença remunerada para tratamento de fertilidade. Foto: Depositphotos.

"O setor público tomará a iniciativa", disse a presidente da Autoridade Nacional dos Funcionários Públicos do Japão, Yuko Kawamoto. Ela espera que a mudança incentive o setor privado a seguir o mesmo exemplo.

Cerca de 47.000 funcionários públicos do país participaram de uma pesquisa online sobre tratamento de fertilidade, conduzida entre janeiro e fevereiro deste ano. Diante das respostas da pesquisa, cerca de 1,8% dos funcionários estavam sob algum tratamento de fertilidade. Cerca de 10,1% dos entrevistados disseram que já fizeram o tratamento e 3,7% responderam que tinham em mente a realização de um procedimento de fertilização.

Entre as pessoas que realizaram o procedimento de fertilização ou estava pensando em fazê-lo, 62,5% disseram que era muito difícil conciliar o trabalho com o tratamento, enquanto 11,3% responderam que era impossível conciliar as duas coisas. As razões mais comuns das dificuldades enfrentadas pelas pessoas eram a necessidade de fazer visitas frequentes ao médico, os custos médicos e os conflitos com a duração do tratamento com os horários de trabalho.

A iniciativa da Autoridade Nacional dos Funcionários Públicos do Japão visa aliviar a carga de trabalho, permitindo que os trabalhadores públicos do país (com funções em tempo integral e parcial de trabalho) tirem 5 dias de licença remunerada, com opção de mais 5 dias disponíveis se necessário.

O tempo de folga pode ser dividido e aproveitado com flexibilidade. Pode-se tirar algumas horas de folga para ir ao médico durante o dia de trabalho, por exemplo.

Aumentar o acesso ao tratamento de fertilidade tem sido o foco do primeiro-ministro Yoshihide Suga. O primeiro-ministro pressionou a aprovação do benefício para que este fosse coberto pelo seguro de saúde público do Japão a partir de abril do próximo ano.

O número de crianças nascidas no Japão no ano de 2020 foi de apenas 840.832 recém-nascidos. A queda na taxa de natalidade do Japão vem aumentando ano após ano, mas a grande queda no número de nascimentos em 2020 teve como agravante o impacto social e econômico da COVID-19.

A taxa de fecundidade no Japão, ou o número médio de filhos que uma mulher japonesa deve dar à luz ao longo da vida, ficou na média de 1,34 filhos no ano passado. De acordo com pesquisas anteriores, isso representa uma queda de 0,02 ponto em relação ao ano de 2019.


Fonte: Japan Today.


  
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