domingo, 27 de fevereiro de 2022

Mais protestos no Japão.

Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.


Hiroshima - Neste sábado, 26 de fevereiro, manifestações de protestos, contra a invasão russa na Ucrânia, foram realizadas nas cidades de Hiroshima, Nagasaki e Tóquio (novamente na metrópole). As duas primeiras cidades japonesas, citadas na frase anterior, são mundialmente conhecidas pela terrível destruição provocada por bombas atômicas, durante a Segunda Guerra Mundial.

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Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.
Protesto contra a invasão russa na Ucrânia marcou o sábado, dia 26, em Hiroshima, próximo da Cúpula da Bomba Atômica. Foto: NHK News.

Em Hiroshima, cerca de 60 pessoas se reuniram em frente da Cúpula da Bomba Atômica (Memorial da Paz de Hiroshima) para protestar, em resposta aos apelos de ativistas da paz e de outros cidadãos.

Os manifestantes seguravam cartazes em inglês com as mensagens "Pare a guerra" e "Sem armas nucleares, sem guerra". Por cerca de 10 minutos, as pessoas presentes protestaram contra a incursão da Rússia e o possível uso de armas nucleares.

Uma mulher de 30 anos, junto com o seu filho, decidiu participar da manifestação depois de saber que muitas mães ucranianas estão fugindo desesperadas, com seus filhos pequenos, para longe da guerra. Ela também espera que um dia não haverá mais armas nucleares na Terra.

Erika Abiko, uma das organizadoras do movimento em Hiroshima, acredita que as pessoas residentes nas cidades japonesas bombardeadas, pela bomba atômica no passado, deveriam se manifestar. Existe uma grande possibilidade de acontecer um confronto nuclear nessa guerra na Ucrânia.

Em Nagasaki, cerca de 40 pessoas se reuniram no epicentro do bombardeio atômico de 1945, erguendo cartazes com mensagens de protesto contra a guerra e as armas nucleares.

As pessoas de Nagasaki fizeram um momento de silêncio a partir das 11h02, momento exato em que explodiu a bomba atômica sobre a cidade.

Mitsuhiro Hayashida, um ex-embaixador da paz do ensino médio de Nagasaki, leu uma mensagem durante o protesto. "O povo de Nagasaki tem demonstrado uma forte discordância com as decisões da Rússia sobre a Ucrânia. Vladimir Putin tentou intimidar outras nações, com a ameaça de armas nucleares. O que aconteceu em Hiroshima e Nagasaki no passado, não deve ser repetido no mundo", disse ele.

Um sobrevivente da bomba atômica, Fumi Takeshita, disse que a Rússia deveria se retirar da Ucrânia imediatamente. "Os ucranianos não podem continuar sofrendo com as agressões dos militares russos. Eles merecem ter de volta às suas vidas normais", afirmou ele. 

Em Tóquio, centenas de manifestantes se reuniram em frente da estação de Shibuya, protestando contra a invasão russa na Ucrânia. No dia anterior, houve protestos durante à noite e no mesmo lugar também.

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Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.
Protestos em Tóquio também. Centenas de manifestantes se reuniram em frente da estação de Shibuya neste sábado. Foto: NHK News.

Vivendo no Japão há seis anos, uma russa decidiu vir à Shibuya para protestar contra a guerra e contra as ações do presidente russo, Vladimir Putin. A mulher disse que está envergonhada com o seu país. Ela também espera que a maioria dos russos não apoie essa horrível guerra.


Fonte: NHK News.

 
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sábado, 26 de fevereiro de 2022

Protesto e indignação.

Após a invasão russa, ansiedade toma conta dos residentes ucranianos no Japão.


Tóquio - Desde quinta-feira, alguns ucranianos, residentes no Japão, têm expressado suas ansiedades após a invasão das tropas russas em seu país. Isso também inclui a preocupação com familiares e amigos que vivem por lá, lutando contra o medo e o início da guerra.

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Após a invasão russa, ansiedade toma conta dos residentes ucranianos no Japão.
No distrito de Shibuya, em Tóquio, a comunidade ucraniana do Japão organizou um protesto contra a invasão russa na Ucrânia, ocorrida na última quinta-feira. Fonte: Kyodo News.

"Minha mãe idosa não consegue enxergar muito bem. Seria difícil para ela se locomover em caso de uma emergência. Eu me pergunto se haverá lugar para ela evacuar no caso de explosões", disse Olena Kryvoruka, 42 anos, diretora de uma escola de música em Asahikawa, Hokkaido. 

Compartilhando os receios com os compatriotas no Japão, Kryvoruka disse que não consegue pensar em mais nada. Os seus pensamentos estão voltados para a situação em sua terra natal. Ela diz que teme a morte de muitos civis, se os ucranianos tentarem resistir à invasão russa.

Kryvoruka contou a experiência que teve com sua família em 2014, quando a Rússia anexou a Criméia da Ucrânia. Tropas do governo ucraniano e separatistas pró-Rússia entraram em confronto. Ela morava em Luhansk nessa época e uma bomba caiu a 5 metros de distância de sua antiga casa. Depois disso, a sua família se mudou para a capital Kiev. Na atual situação, ela acredita que a invasão não vai parar se criar sanções mais duras, vindas dos Estados Unidos e da Europa, impostas contra a Rússia.

A medida que as tensões aumentam, tropas russas estão se aproximando cada vez mais da capital ucraniana, Kiev. O embaixador ucraniano no Japão, Sergiy Korsunsky, expressou, na sexta-feira, a sua indignação com o número de mortes em sua terra natal.

Em uma entrevista coletiva no Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão, em Tóquio, Korsunsky lamentou a forma como as tropas russas atacaram. A Ucrânia é um país pacífico, sem qualquer provocação. "Em tempo de paz, a Ucrânia acabou sendo atacada com mísseis", disse ele.

Korsunsky informou que as forças russas tomaram a usina de Chernobyl, conhecida pelo maior desastre nuclear da história (ocorrido em 1986): Os russos não têm nenhuma ideia de como monitorar aquela usina. Nem mesmo como gerenciá-la". Preocupado, o embaixador expressou temores de que a contaminação radioativa possa se espalhar por toda a Europa.

O ucraniano Serhii Korennov, de 49 anos, residente de Tóquio e vivendo no Japão desde 1996, também expressou suas preocupações com a segurança de sua família na Ucrânia. Ele disse que ligou para sua irmã mais velha por videofone (ela vive em Kiev), horas depois da Rússia começar a invadir o país. Sua irmã disse o seguinte para ele: "Ouvi uma grande explosão nas proximidades". 

Pensando na saúde delicada de sua mãe de 85 anos, Korennov comentou: "Minha mãe vive sozinha. Estou preocupado se ela irá conseguir escapar se o pior acontecer". Ele afirmou que havia prometido à família que faria uma visita em abril deste ano, depois de três anos longe da Ucrânia.

"Se algo acontecer com minha família, vou me arrepender para sempre. Eu gostaria de ter feito uma visita bem antes dessa invasão", disse Korennov.

Na noite de quinta-feira, 24 de fevereiro, vários ucranianos e apoiadores se reuniram em frente ao famoso e movimentado cruzamento de Shibuya, em Tóquio, para protestar contra a invasão russa. O protesto foi organizado através das redes sociais. No local, os participantes seguravam bandeiras ucranianas e cartazes com os seguintes dizeres: "Pare a guerra".


Fonte: Kyodo News.


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