segunda-feira, 21 de março de 2022

O drama dos refugiados na Polônia.

Ucraniana, residente no Japão, relata as dificuldades dos compatriotas que fugiram da guerra.


Nagoya - No ínicio deste mês, uma expatriada ucraniana viajou até a Polônia e trouxe a sua família para viver com ela no Japão. Pelo o que viu na Polônia, ela deu o seu depoimento para a NHK, sobre o drama de seu povo que fugiu da Ucrânia por causa da guerra.

www.nikkeyon.blogspot.com
Ucraniana, residente no Japão, relata as dificuldades dos compatriotas que fugiram da guerra.
Liliya Ivanyuk vive no Japão há 18 anos. Recentemente, ela retornou da Polônia com a sua família ucraniana que fugiu da guerra. Para a NHK, ela deu o seu depoimento sobre o que viu em Varsóvia. Foto: NHK News.

A ucraniana Liliya Ivanyuk é originária da cidade de Zhytomyr, na região noroeste da Ucrânia. Ela se mudou para o Japão há 18 anos atrás. Atualmente, ela é moradora da cidade de Obu, na província de Aichi.

Em 4 de março, Liliya ficou sabendo que a sua família ucraniana fugiu para a Polônia, por causa da invasão russa em sua terra natal. Preocupada com a situação, ela decidiu viajar imediatamente para a Polônia e trazer a sua mãe,  irmã e os dois sobrinhos para o Japão.

Quando chegou em Varsóvia, capital da Polônia, Liliya se deparou com um número assustador de refugiados ucranianos espalhados na estação ferroviária da cidade. Ela afirmou ter visto muitas pessoas desoladas e crianças assustadas com as dificuldades enfrentadas no novo país.

Mesmo com a situação caótica na Polônia, Liliya conseguiu encontrar a sua família no meio de tanta confusão provocada pela guerra.

Para retornar ao Japão, Liliya conseguiu encontrar passagens para toda a sua família e agendou a viagem para o dia 13 de março. No dia do embarque, um problema surgiu: sua irmã testou positivo no teste de coronavírus dentro do aeroporto, impossibilitando o seu embarque. 

No final, Liliya retornou ao Japão com sua mãe e os dois sobrinhos. Espera-se que sua irmã melhore na Polônia para conseguir viajar em outra data com segurança. No total, Liliya gastou mais de um milhão de ienes com passagens, o equivalente a US$ 8.400.

Durante a sua estadia na Polônia, Liliya ouviu diversos relatos de ucranianos que gostariam de vir ao Japão como refugiados. Entretanto, a distância, o alto preço das passagens e outros motivos pessoais impossibilitam o desejo de muitos ucranianos de solicitar refúgio no Japão.

Liliya acredita que é necessário mais apoio aos refugiados. Talvez o fornecimento de voos fretados, para os ucranianos chegarem ao Japão, já seria uma grande ajuda. Ela espera que mais pessoas da Ucrânia consigam embarcar em voos da Polônia para o Japão, fugindo do pesadelo criado pela guerra.


Fonte: NHK News.


www.nikkeyon.blogspot.com

domingo, 20 de março de 2022

Apoio habitacional para os ucranianos.

Cidades se mobilizam para receber no Japão os refugiados da Ucrânia.


Tóquio - Sensibilizados com a situação na Ucrânia, algumas cidades japonesas estão oferecendo apoio e cooperação ao povo ucraniano. Os refugiados poderão chegar brevemente ao Japão em pequenos grupos. 

www.nikkeyon.blogspot.com
Cidades se mobilizam para receber no Japão os refugiados da Ucrânia.
O governo japonês pretende acomodar refugiados da Ucrânia em habitações fornecidas por algumas cidades do Japão. Foto: AFP.

O governo japonês indicou que estava se preparando para aceitar os ucranianos, após a invasão russa destruir várias cidades na Ucrânia desde o início da guerra.

A cidade de Toda, província de Saitama, garantiu seis unidades habitacionais do município para os refugiados da Ucrânia. Cada unidade pode acomodar três ou quatro pessoas de uma família. Na hora de disponibilizar as moradias, as autoridades de Toda informaram que serão bastante flexíveis com a estrutura familiar e as circunstâncias individuais dos ucranianos.

Segundo a prefeitura de Toda,  a cidade aceitará as pessoas da Ucrânia de acordo com o  pedido do governo japonês. Será considerado também a consulta de emprego no Japão para os ucranianos. A cidade de Toda pretende cooperar com província de Saitama e outras organizações não governamentais, fornecendo apoio de acordo com as necessidades de cada refugiado.

O governo metropolitano de Tóquio avisou para a imprensa na sexta-feira, 18 de março, que aceitou duas pessoas vindas da Ucrânia. As autoridades de Tóquio informaram que o município já garantiu 100 unidades habitacionais para novos refugiados da guerra. É possível que, em breve, haja até 700 moradias disponíveis na província de Tóquio, para os ucranianos que chegarem ao Japão.


Fonte: NHK News.


www.nikkeyon.blogspot.com