domingo, 18 de dezembro de 2022

Incentivar a vida no interior.

Governo do Japão quer aliviar a superpopulação da área de Tóquio até 2027.


Tóquio - Até o final do ano fiscal de 2027, o Japão pretende aliviar a população de Tóquio, tentando impedir que mais pessoas venham a morar na área metropolitana da capital. O plano de revitalização regional de cinco anos foi divulgado na sexta-feira, 16 de dezembro, pelo governo.

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Governo do Japão quer aliviar a superpopulação da área de Tóquio até 2027.
Governo japonês traça um plano para aliviar a superpopulação da área de Tóquio até o ano fiscal de 2027. Foto: Shutterstock.

O rascunho da estratégia, a ser finalizado em uma reunião de gabinete no próximo dia 23, especifica medidas e metas numéricas a serem implementadas a partir do ano fiscal de 2023. O governo quer eliminar a alta concentração de pessoas vivendo em Tóquio, e também nas províncias vizinhas de Saitama, Chiba e Kanagawa.

No ano fiscal de 2021, entre abril do ano passado e março deste ano, o número de indivíduos que se mudaram para as quatro províncias, citadas no parágrafo anterior, excedeu as que saíram em cerca de 84.000 pessoas.

O plano de 5 anos inclui o uso de incentivos fiscais para que empresas se mudem para áreas regionais. Com isso, as empresas estabeleceriam escritórios satélites no interior do Japão, aumentando a oportunidade da população urbana contribuir com as comunidades locais. Isso também contribuiria para o melhor fluxo populacional no país.

Muitas dessas medidas já existem e, provavelmente, precisarão ser reforçadas nos próximos cinco anos. Para isso, o governo precisaria de mais força para atingir sua meta.

Uma estratégia de revitalização de dezembro de 2014, definida pela administração do falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, visava eliminar o influxo líquido da população em Tóquio até o final de 2020.

Com as dificuldades em atingir a meta até 2020, houve o adiantamento da data-alvo para o ano fiscal de 2024. Mas, faltando apenas dois anos para que algum resultado apareça, um outro adiantamento foi definido, prorrogando a meta para o ano fiscal de 2027.

O projeto do primeiro-ministro, Fumio Kishida, descreve medidas e metas por setores, incluindo formas de atrair gerações mais jovens para o interior. Isso melhoraria o ambiente para casamentos e nascimentos de novas gerações em áreas regionais.

Para criar mais oportunidades de emprego fora das áreas urbanas, o governo trabalhará para revitalizar a indústria do turismo, agricultura e pesca em territórios pouco povoados. O governo quer também apoiar o empreendedorismo nas regiões interioranas do Japão.


Fonte: Kyodo News.


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sábado, 17 de dezembro de 2022

Mudanças para fortalecer a defesa do país.

Gabinete do Japão aprova documentos importantes para a defesa nacional.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 16 de dezembro, o Gabinete do Japão alcançou um marco importante para a renovação de sua estratégia de defesa nacional. Três documentos-chaves foram aprovados, com a intenção de fazer a nação japonesa ser capaz de se defender em caso de ataque ou guerra.

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Gabinete do Japão aprova documentos importantes para a defesa nacional.
Nesta sexta-feira, 16 de dezembro, o primeiro-ministro Fumio Kishida anunciou mudanças nas estratégias de defesa do Japão, aumentando a capacidade do país em defender seu território de um ataque inimigo. Foto: NHK News.

Os documentos aprovados abrangem medidas defensivas e estratégias de segurança mais amplas para o país.

Os dois primeiros documentos, da Estratégia de Segurança Nacional e da Estratégia de Defesa Nacional, delineiam uma nova política, dando ao Japão a capacidade de contra-ataque (em caso de um outro país atacar militarmente o território japonês). Entretanto, esse contra-ataque é apenas em circunstâncias específicas.

Os contra-ataques seriam limitados à autodefesa, nunca sendo apenas de caráter preventivo. A defesa militar japonesa direcionaria só contra os alvos militares do inimigo, usando a força necessária, ao mínimo, para neutralizar a ameaça.

Com a revisão, a Estratégia de Segurança Nacional adicionou a Rússia, como ameaça potencial, mais a Coréia do Norte e a China. Segundo os legisladores que fizeram a alteração, eles disseram que "Pequim é o maior desafio estratégico", ecoando a mesma frase dos Estados Unidos.

O terceiro documento substitui o atual programa de fortalecimento da defesa em médio prazo. O novo documento especifica um plano de 10 anos para o Japão atingir seus objetivos de defesa. 

Segundo o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, o governo planeja gastar cerca de 315 bilhões de dólares em defesa do Japão, nos próximos cinco anos.

O plano é aumentar os gastos com defesa nacional para 2% do PIB do Japão, até o ano fiscal de 2027.


Fonte: NHK News.


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