domingo, 12 de novembro de 2023

Rixa entre China e Japão.

China suspende a importação de carpas ornamentais do Japão.


Tóquio - Na sexta-feira, 10 de novembro, autoridades do governo japonês informaram que a China não solicitou a permissão para a importação de carpas japonesas Nishikigoi. Com isso, os embarques de peixes ornamentais, do Japão para China, foram suspensos.

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China suspende a importação de carpas ornamentais do Japão.
China suspende a importação de carpas ornamentais Nishikigoi do Japão. O governo chinês ainda não deu explicações dos motivos da suspensão comercial dos peixes. Foto: NHK News.

O Ministro das Pescas, Ichiro Miyashita, disse que o governo do Japão apresentou documentos de exportação das carpas para os chineses, mas eles ainda não informaram a conclusão do processo. Miyashita acrescentou que o prazo do comércio de exportação expirou no final do mês passado (outubro).

A China é o maior comprador mundial de carpas Nishikigoi do Japão. No ano passado, os chineses compraram uma quantia no valor de 1,2 bilhão de ienes em peixes ornamentais "made in Japan", o equivalente a quase 8 milhões de dólares.

De acordo com as autoridades do Japão, as carpas são obrigadas a passar por quarentena, em instalações japonesas aprovadas pela China.

Em julho deste ano, o governo da China suspendeu todas as importações de frutos do mar do Japão, devido à liberação no mar da água radioativa tratada (e diluída) da usina nuclear Fukushima Daichi.

Miyashita explicou para os repórteres que as carpas Nishikigoi são criadas em tanques de piscicultura, ambiente muito diferente de peixes do oceano. O ministro também disse que não vê nenhuma ligação entre a suspensão de comércio de peixes ornamentais com a proibição dos frutos do mar.

"A China tem aplicado medidas que não são baseadas em evidências científicas. O Japão continuará a pressionar o governo chinês, para que abandone medidas irracionais que prejudicam os laços comerciais entre os dois países", lamentou Miyashita.


Fonte: NHK News.

 
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sábado, 11 de novembro de 2023

Aumento inadequado.

Kishida e ministros terão que devolver parcela aumentada dos próprios salários.


Tóquio - Na quinta-feira, 9 de novembro, o principal porta-voz do governo do Japão afirmou que o primeiro-ministro, seus ministros e alguns outros funcionários de alto escalão deverão devolver seus aumentos salariais aos cofres do Estado. Mas isso ocorrerá se um projeto de lei, sobre aumento salarial para altos cargos públicos, for aprovado.

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Kishida e ministros terão que devolver parcela aumentada dos próprios salários.
Se um projeto de lei for aprovado, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, deverá ter que devolver seu aumento salarial aos cofres públicos. Foto: NHK News.

O secretário-chefe de gabinete, Hirokazu Matsuno, disse aos repórteres que as deliberações, sobre o projeto de lei na Dieta, estão em andamento. De acordo com o projeto, o salário do primeiro-ministro Fumio Kishida aumentaria em 460 mil ienes, cerca de 3 mil dólares, por ano. A remuneração dos ministros também aumentaria, mas seria em 320 mil ienes, ou cerca de 2.100 dólares.

Alguns membros do governo japonês, e da oposição, disseram que o aumento salarial é inadequado. Eles afirmam que o aumento seria injusto porque uma grande parte da população japonesa tem enfrentado dificuldades financeiras nos últimos tempos, como a inflação alta e a perda do poder de compra.

Matsuno informou que os altos funcionários não têm intenção de se beneficiarem com o projeto. Entretanto, ele acrescentou que o governo não deve causar a desconfiança pública. Se o projeto for aprovado, Kishida, os ministros e alguns outros altos funcionários planejam devolver os aumentos aos cofres do Estado.

Entre os altos funcionários do governo central, há pessoas em vários cargos onde seus salários são revistos de acordo com os aumentos salariais de funcionários públicos comuns.

"Peço a compreensão para a aprovação antecipada do projeto de lei. É apropriado continuar as revisões dos salários dos políticos em linha com os aumentos salariais do setor privado", disse Matsuno. 


Fonte: NHK News.


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