segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Doações para as vítimas do terremoto.

Arrecadações de fundos em Tóquio visa ajudar pequenas empresas da Península de Noto.


Tóquio - Após um forte terremoto devastar muitas cidades na província de Ishikawa, várias pessoas do Japão se sensibilizaram e iniciaram campanhas para arrecadar dinheiro para as vítimas da tragédia.

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Arrecadações de fundos em Tóquio visa ajudar pequenas empresas da Península de Noto.
Depois que um grande terremoto destruiu cidades na Península de Noto, grupos de voluntários iniciaram campanhas de arrecadação de fundos para ajudar as vítimas da tragédia. Foto: NHK News.

Neste domingo, 21 de janeiro, um grupo de voluntários solicitou doações em dinheiro nas ruas do distrito de Shinjuku, em Tóquio. A intenção é juntar dinheiro para ajudar os artesões de laca de Wajima-Nuri. 

Os voluntários ficaram sabendo, através uma loja de artigos de laca (tigelas, caixas e pratos artesanais) da cidade de Wajima, que muitos artesões tiveram seus estúdios e escritórios destruídos com o terremoto do dia 1 de janeiro. 

O objetivo dos voluntários é arrecadar 11,3 milhões de ienes, ou cerca de 76 mil dólares, até o final de fevereiro. Todo dinheiro será usado para reconstruir os negócios dos artesões de laca e comprar suas ferramentas de trabalho.

Kosaku Saito, membro do grupo de voluntários, disse que os esforços, para preservar as indústrias locais e a cultura de Ishikawa, são importantes e espera que a campanha faça parte da reconstrução de pequenos negócios.

No mesmo dia (domingo), uma exibição beneficente de um documentário foi realizada no distrito de Shinagawa, em Tóquio.

O documentário, "A Genealogia do Saquê", destaca os mestres da bebida destilada em cidades como Wajima e Suzu, província de Ishikawa, ao longo de dois anos e meio.

A diretora do documentário, Kaori Ishii, pediu aos participantes do evento que mantivessem as pessoas da Península de Noto em suas mentes, e que refletissem sobre o longo processo de reconstrução da região.

A Ishikawa Sake Brewers Association afirmou que o terremoto deixou todos os 11 fabricantes de saquê da região de Oku-Noto, que inclui Wajima e Suzu, impossibilitados de operar suas instalações.

Ishii contou que cerca de 80 pessoas (e grupos também) em todo o Japão a contataram, para saber sobre a exibição de seu documentário. Todo o dinheiro arrecadado nos cinemas será doado para apoiar as vítimas das áreas atingidas pelo terremoto e tsunami da Península de Noto.


Fonte: NHK News.


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domingo, 21 de janeiro de 2024

Garotos punidos por causa do K-pop.

Adolescentes norte-coreanos são condenados em seu país, por assistirem vídeos da cultura pop sul-coreana.


Seul - Imagens raras obtidas pela BBC Coreana, em Seul, mostram a Coréia do Norte sentenciando publicamente dois adolescentes a 12 anos de trabalhos forçados, por assistirem K-dramas.

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Adolescentes norte-coreanos são condenados em seu país, por assistirem vídeos da cultura pop sul-coreana.
Dois garotos de 16 anos (em pé e de costas na foto) são sentenciados publicamente na Coréia do Norte, por assistirem programas de TV sul-coreanos. Foto: BBC News.

O vídeo norte-coreano, que parece ter sido filmado em 2022, mostra dois garotos de 16 anos algemados na frente de centenas de estudantes, em um estádio ao ar livre.

Na filmagem, policiais uniformizados da Coréia do Norte repreendem os garotos condenados, por não "refletirem profundamente sobre seus erros".

O entretenimento sul-coreano, incluindo a programação da TV aberta, é proibido para os cidadãos da Coréia do Norte. Apesar dos riscos de alguém ser pego pelas autoridades, alguns norte-coreanos estão cientes das punições severas ao acessar K-dramas, que têm uma enorme audiência global.

Imagens como esta são raras. A Coréia do Norte proíbe fotos, vídeos e outras evidências da vida no país, evitando que esses materiais sejam divulgados ao mundo exterior.

É muito provável que, atualmente, as autoridades norte-coreanas estão reagindo com mais firmeza a esse tipo de incidentes. O vídeo disciplinar teria sido distribuído na Coréia do Norte, para a educação ideológica e para alertar os cidadãos norte-coreanos a não assistirem a "gravações decadentes".

Num trecho do vídeo, o narrador norte-coreano diz: "A cultura podre do regime fantoche se espalhou até mesmo entre os adolescentes (se referindo à cultura da Coréia do Sul). Eles têm apenas 16 anos, mas arruinaram os seus próprios futuros". Os menores condenados tiveram seus nomes e seus endereços revelados na Coréia do Norte.

No passado, menores norte-coreanos, que infringiam a lei desta forma, eram enviados para campos de trabalhos forçados para jovens, em vez de serem colocados atrás das grades. A pena era geralmente inferior a cinco anos.

Em 2020, no entanto, Pyongyang promulgou uma lei para tornar a visualização, ou distribuição de entretenimento sul-coreano no país, punível com morte.

Um desertor disse, anteriormente à BBC, que foi forçado a assistir a um fuzilamento de um homem de 22 anos na Coréia do Norte. O homem foi condenado à morte por ouvir músicas K-pop e compartilhar filmes sul-coreanos com seu amigo.

Choi Kyong-hui, CEO da "Sand" (South and North Development - um instituto de pesquisa que trabalha com desertores da Coréia do Norte), explicou que a disseminação dos K-dramas e K-pop se tornou um perigo para a ideologia de Pyongyang.

"A admiração pela sociedade sul-coreana pode em breve levar ao enfraquecimento do sistema... Isto vai contra a ideologia monolítica que faz os norte-coreanos reverenciarem a família Kim", disse Choi.


Fonte: BBC News.


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