sábado, 27 de abril de 2024

Processo contra Meta no Japão.

Vítimas de anúncios falsos, em mídias sociais, processam a Meta por danos.


Tóquio - Quatro vítimas de golpes estão processando a unidade japonesa da Meta por danos. Elas afirmam que a operadora do Facebook e do Instagram não conseguiu verificar a autenticidade dos anúncios de suas redes sociais.

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Vítimas de anúncios falsos, em mídias sociais, processam a Meta por danos.
Quatro pessoas estão processando a unidade japonesa da Meta por danos financeiros. Elas foram enganadas por anúncios falsos de investimentos postados nas redes sociais da empresa. Foto: NHK News.

As vítimas, que têm entre 40 e 60 anos, entraram com uma ação no Tribunal Distrital de Kobe na quinta-feira, 25 de abril.

De acordo com o processo, os quatro demandantes perderam dinheiro depois que foram atraídos por anúncios de investimentos falsos, postados nas redes sociais da Meta. Os anúncios fakes usavam como garoto propaganda o empresário Yusaku Maezawa  e outros investidores famosos.

"A Meta é obrigada a examinar o conteúdo de seus anúncios nas redes sociais, evitando danos inesperados aos usuários da plataforma", afirmaram as vítimas, alegando negligência da empresa.

Os advogados dos demandantes informaram que o processo é o primeiro caso no Japão, tentando responsabilizar um operador de plataforma de redes sociais por tais fraudes. As vítimas querem um total de 23 milhões de ienes, cerca de 148 mil dólares, em compensações da unidade japonesa da Meta, o Facebook Japan.

O processo surge num momento em que os casos de fraudes, onde se usa imagens não-autorizadas de celebridades, vêm aumentando em anúncios nas redes sociais.

O advogado-chefe do caso, Yasumichi Kokufu, disse aos repórteres que o grupo lesado espera deixar claro que é inadmissível permitir que tais anúncios fakes permaneçam online na internet.

Kokufu também disse que as vítimas reclamam a necessidade de regulamentações governamentais mais rígidas para prevenir a ação de estelionatários nas redes. 


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Estados Unidos versus TikTok.

TikTok promete desafiar nova lei que poderá banir o aplicativo nos Estados Unidos.


Washington - O presidente-executivo do TikTok informou esta semana que a empresa desafiará a legislação sancionada pelo presidente dos EUA, Joe Biden. O governo norte-americano quer proibir o popular aplicativo chinês no país.

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TikTok promete desafiar nova lei que poderá banir o aplicativo nos Estados Unidos.
O CEO do TikTok, Shou Zi Chew, postou um vídeo no aplicativo chinês esta semana, prometendo desafiar a nova lei que poderá proibir sua rede social nos EUA. De acordo com o projeto de lei, a empresa ByteDance tem um prazo de 270 dias para vender o TikTok, caso contrário o aplicativo será banido no território norte-americano. O governo dos EUA teme que o TikTok seja usado "espião" pelo governo da China. Foto: NHK News.

O Senado dos EUA aprovou o projeto por votação bipartidária na terça-feira, 23 de abril. O presidente Biden assinou o projeto no dia seguinte, quarta-feira. De acordo com o projeto, o TikTok será banido no território norte-americano se a operadora chinesa, a ByteDance, não vender a empresa num prazo de 270 dias. Biden poderá prorrogar o prazo por até 90 dias, para que a venda seja efetuada antes do bloqueio.

O CEO do TikTok, Shou Zi Chew, fez uma postagem de vídeo no aplicativo afirmando o seguinte: "Não se engane, essa é uma proibição para o TikTok e uma proibição para você e sua voz. Estamos confiantes de que continuaremos a lutar por seus direitos nos tribunais. Os fatos e a Constituição estão do nosso lado. Esperamos prevalece-los novamente."

De acordo com dados da empresa, o TikTok tem cerca de 170 milhões de usuários nos EUA.

Nos últimos tempos, o governo norte-americano tem se preocupado cada vez mais sobre os riscos à segurança que o TikTok pode trazer para o ocidente. Acredita-se que o governo chinês possa explorar o aplicativo para obter informações sigilosas. Entretanto, muitas pessoas se opõem contra a proibição, argumentando que isso violaria os direitos à liberdade de expressão.

Nikkey ON!: Isso está parecendo mais uma briga entre YouTube (aplicativo americano de vídeos) e TikTok (aplicativo chinês de vídeos). O YouTube está disponível em mais de 100 países, suporta 80 idiomas e tem mais de 2 bilhões de usuários ativos mensalmente (dados de 2020). Já o TikTok, o aplicativo chinês está disponível em 150 países, suporta 75 idiomas e tem 1 bilhão de usuários ativos mensalmente (dados de 2022). E também tem o Instagram (outro aplicativo americano de vídeos e fotos) na jogada. É uma guerra de redes sociais para ver quem domina o mundo.


Fontes: NHK News / Wikipédia.

  
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