quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Aumento da inflação em dezembro.


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Inflação do Japão, no atacado, chega a 3,8% em dezembro de 2024.


Tóquio - O Banco do Japão (BOJ) divulgou hoje, 16 de janeiro, o índice de inflação de dezembro e o acumulado de 2024. O índice de produtos comercializados entre empresas no Japão encerrou o mês acumulando alta de 3,8%.

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Inflação do Japão, no atacado, chega a 3,8% em dezembro de 2024.
O Índice de Preços ao Produtor do Japão, em dezembro de 2024, teve uma alta de 3,8%. No acumulado do ano de 2024, o índice registrou um aumento de 2,3% no país. Uns dos maiores responsáveis pelos aumentos em dezembro foram a energia elétrica e o gás encanado. Foto: NHK News.

Em dezembro, houve um aumento significativo das contas de eletricidade e gás encanado. O BOJ afirma que os dois itens foram alguns dos maiores responsáveis para o aumento no Índice de Preços ao Produtor em 2024.

Um outro item que deixou muita gente incomodada: o encarecimento do quilo do arroz. No mês passado, os produtores e distribuidores de arroz tiveram que repassar os custos mais altos de fertilizantes e transporte para seus parceiros comerciais.

O índice de inflação para bens importados, em termos de ienes, subiu 1% em dezembro de 2024. Segundo os oficiais do BOJ, o enfraquecimento da moeda japonesa em relação ao dólar americano tornou-se uma constante de mês a mês no Japão.

Já o Índice de Preços ao Produtor, acumulado de 2024, encerrou o ano com um aumento de 2,3% no Japão. O índice de 2024 ficou abaixo dos 4,4% registrado no ano de 2023. Segundo autoridades do BOJ, houve um crescimento mais lento nos preços de alimentos e bebidas. Já os preços dos combustíveis (gasolina e diesel), eles se mantiveram controlados durante o ano passado, devido aos subsídios do governo que frearam os aumentos.

O BOJ informou na imprensa japonesa que ficará de olho em 2025 nas empresas que atuam no Japão. Autoridades do banco querem observar se os empresários irão continuar repassando seus crescentes custos trabalhistas para os produtores/consumidores, deixando ainda mais caros seus produtos e serviços.


Fonte: NHK News.


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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Presidente sul-coreano é interrogado.


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Yoon Suk-yeol é detido, mas recusa-se a cooperar.


Seul -  Investigadores sul-coreanos coseguiram prender o atual presidente da Coréia do Sul, Yoon Suk-yeol, na manhã desta quarta-feira, 15 de janeiro. Yoon está sendo interrogado pela justiça, mas ele está se recusando a cooperar. O presidente enfrenta acusações de insurreição por sua breve declaração de lei marcial em dezembro. Ele também pode ser julgado de impeachment pelo tribunal do país.

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Yoon Suk-yeol é detido, mas recusa-se a cooperar.
A polícia da Coréia do Sul conseguiu prender o presidente do país, Yoon Suk-yeol, na manhã desta quarta-feira, 15 de janeiro. Yoon está sendo interrogado, mas ele recusa-se a cooperar com os agentes. Ele enfrenta acusações de insurreição por sua breve declaração de lei marcial em dezembro. Ele também corre o risco de sofrer impeachment. Foto: NHK News.

Yoon se encontra no Escritório de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários, localizado na província de Gyeonggi, perto da capital Seul. O presidente está sendo interrogado nesse local, onde ele fica numa sala fechada com um equipamento para gravação de vídeos. 

No entanto, Yoon se recusa a falar e ser filmado, segundo a agência de notícias Yonhap da Coréia do Sul. Próximo da sala de investigação, há um espaço de descanso com um sofá e onde também as refeições são servidas ao presidente.

Enquanto era levado para o interrogatório, Yoon permaneceu imponente, dizendo: "Não posso deixar de me sentir desapontado ao ver que os investigadores estão avançando com um mandado de detenção inválido. Mas decidi aceitar o pedido, apesar de ser uma investigação ilegal, para evitar derramamento de sangue enquanto os investigadores forçaram a entrada na residência. Sou contra essa investigação."

Recuado, o presidente Yoon acabou cedendo, depois que aproximadamente 1.000 policiais invadiram sua residência na manhã de hoje. Os oficiais contornaram as barricadas, no entorno da casa, usando escadas.

Os advogados de Yoon disseram em uma declaração que o presidente os instruiu a negociar com os investigadores com sua presença voluntária. Os mesmos advogados pediram para que as pessoas do país "tornem-se seus advogados e enfrentem forças ideológicas da Coréia do Norte e de poderes antigovernamentais, com o intuito de reogarnizar a liberdade, a democracia e a nomocracia."

Não houve relatos de confrontos entre policiais e os seguranças do presidente. A equipe de proteção tinha bloqueado a entrada da residência presidencial na primeira tentativa de detenção do presidente.

De acordo com a Yonhap, Yoon poderá ser colocado numa cela solitária de cerca de 10 metros quadrados, em um centro de de detenção que fica 3 quilometros de distância do escritório de investigação.

Autoridades do país estariam discutindo como proteger Yoon e outras questões políticas e sociais. Esta é a primeira vez que um presidente sul-coreano em exercício é detido e colocado em um centro de detenção.

A lei sul-coreana estipula que o mandado de prisão permite que as autoridades mantenham o presidente sob custódia por até 48 horas. 

Se as autoridades quiserem continuar detendo o presidente excendo o limite de tempo, eles deverão pedir a um tribunal um novo mandado de prisão. Se houver êxito, o presidente poderá ficar detido por até 20 dias. Se o tribunal rejeitar a emissão de um novo mandado, Yoon deverá ser posto em liberdade.

Além de tudo isso, o presidente Yoon também está sendo julgado de impeachment no tribunal constitucional da Coréia do Sul. Cabe saber se a detenção de Yoon vai afetar a próxima audiência do tribunal.


Fonte: NHK News.


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