sexta-feira, 4 de abril de 2025

O "Tarifaço" de Trump e suas consequências.

Tarifas de Trump criam turbulências nos mercados financeiros do mundo.


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Tóquio - O anúncio das tarifas de Trump na última quarta-feira, 2 de abril, fez os mercados financeiros globais entrarem em queda livre e enfraqueceu o dólar americano.

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Tarifas de Trump criam turbulências nos mercados financeiros do mundo.
Após o anúncio do "Tarifaço" do presidente americano Donald Trump, os mercados financeiros globais tiveram grandes perdas na quinta e sexta-feira. Nos dois dias tumultuados, o dólar acabou desvalorizando em relação a outras moedas internacionais. Foto: NHK News.

A bolsa de valores de Tóquio registrou queda nesta sexta-feira, 4 de abril, depois que os índices de Wall Street sofreram grandes perdas na quinta-feira. Não se via o mercado de ações tão turbulento em um único dia, desde a pandemia do coronavírus em 2020.

O índice de referência Nikkei 225 caiu brevemente mais de 1.400 pontos, ou mais de 4%.

No final da sexta-feira no Japão, o índice Nikkei terminou em queda acentuada pelo segundo dia consecutivo e fechando a semana em 33.780 pontos, com queda de 955 pontos (2,75%). O benchmark terminou abaixo da marca de 34.000 pontos pela primeira vez em cerca de oito meses.

Em Washington, um alto funcionário do governo americano alertou os países alvos de tarifas recíprocas, para que seus governos não tomem medidas retaliatórias.

Esse comentário acima jogou mais combustível nos temores dos investidores, receosos do início de uma guerra comercial iminente. Os investidores despejaram ações em todos os setores, preocupados com danos à economia global.

O dólar caiu acentuadamente contra o iene em Nova York na quinta-feira.  A moeda americana enfraqueceu para o nível mais baixo de 145 ienes/1 dólar, ocorrido pela primeira vez em cerca de seis meses. A moeda japonesa manteve esse nível (média dos 145 ienes/dólar) em Tóquio na sexta-feira. 

Os investidores do mundo estão temendo que as tarifas de Trump possam levar a economia dos EUA à recessão. Isso está fazendo com que as taxas de juros de longo prazo dos Estados Unidos caiam, tornando os ativos em dólar menos atraentes para os compradores.


Fonte: NHK News.


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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Decisão da Toyota em relação ao "Tarifaço".

Toyota pretende não aumentar os preços nos EUA ainda, após as novas tarifas de Trump.


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Tóquio - A Toyota Motor do Japão informou hoje, 3 de abril, que não aumentará os preços de seus veículos vendidos nos Estados Unidos, por enquanto.

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Toyota pretende não aumentar os preços nos EUA ainda, após as novas tarifas de Trump.
Tarifa extra de 25% sobre todas as importações de veículos para os EUA entrou em vigor ontem, 2 de abril. A Toyota Motor pretende não aumentar os preços de seus automóveis nos Estados Unidos no curto prazo. Isso dependerá das "indecisões" futuras de Trump. Foto: NHK News.

No dia 2 de abril, o presidente americano Donald Trump anunciou as tarifas adicionais de 25% sobre a importação de automóveis nos EUA. O dia do anúncio do "tarifaço" global foi nomeado por Trump como o "Dia da Libertação". Até o momento que escrevo este post, as bolsas de valores do mundo todo estão em estado de choque, com um grande recuo no mercado de futuros.

A montadora japonesa está planejando manter sua produção nacional de mais de 3 milhões de veículos por ano, bem como os empregos. A promessa é que a empresa manterá as operações atuais sem nenhuma mudança a curto prazo.

Atingir o objetivo de 3 milhões de veículos até o final do ano é essencial para manter a capacidade tecnológica da marca, de acordo com a direção da Toyota.

No ano passado (2024), a Toyota produziu cerca de 3,12 milhões unidades no Japão. Mais de 530.000 veículos foram exportadas para os EUA. O mercado americano de automóveis é o principal pilar dos negócios da empresa.

A montadora quer cortar custos para lidar com os recentes gastos no desenvolvimento de novos produtos. Entretanto, um executivo da empresa afirmou que há limites nos esforços de corte de custos, tendo que explorar abordagens diferentes.

Uma dessas abordagens é expandir, ou não, a produção nos EUA. O jeito é esperar e ver o que vai acontecer nos próximos meses, com a retaliação e medidas dos outros países contra Trump (e vice-versa).


Fontes: NHK News / UOL.

 
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