domingo, 12 de setembro de 2021

Das Olimpíadas para um hospital.

Província de Osaka irá reutilizar as camas de papelão dos Jogos de Tóquio 2020.


Osaka - O governador de Osaka, Hirofumi Yoshimura, afirmou neste sábado, 11 de setembro, o seu desejo de adquirir as camas de papelão dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio para que pacientes com COVID-19 possam usá-las.

Província de Osaka irá reutilizar as camas de papelão dos Jogos de Tóquio 2020.
Modelo de cama de papelão reciclável usado na vila dos atletas durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio.

A intenção é reutilizar as camas recicláveis da vila dos atletas de Tóquio para uma instalação médica temporária em Osaka até o final deste mês.

"As camas usadas pelos atletas olímpicos e paraolímpicos são de ótima qualidade", disse Yoshimura durante uma conversa com repórteres.

Espera-se que cerca de 800 camas e travesseiros da vila dos atletas sejam transferidos para as instalações médicas de Osaka. O local será destinado para pacientes com alguns sintomas ou nenhum sintoma do coronavírus.

O fornecedor das camas, a empresa Airweave Inc., disse que está disposta a doar as camas para a prefeitura de Osaka.

Cerca de 18 mil camas de papelão foram usadas na vila dos atletas durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio. A estrutura das camas foi projetada para suportar pessoas de até 200kg de peso. Assim como as camas, os colchões também podem ser reciclados em produtos plásticos.

Além das camas recicláveis, os organizadores dos Jogos de Tóquio 2020 criaram uma série de iniciativas para minimizar o impacto ambiental do evento. Um exemplo disso são as medalhas olímpicas e paraolímpicas. Metais recuperados de quase 79.000 toneladas de smartphones e outros aparelhos eletrônicos doados pelos japoneses foram usados para fabricar 5.000 medalhas.

Nikkey ON!: Parabéns Osaka pela iniciativa nobre de reutilizar aquilo que seria descartado e reciclado.


Fontes: Kyodo News / Exame.



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sábado, 11 de setembro de 2021

Mostrar o rosto para o bem das crianças.

Funcionários não usam máscaras durante o serviço e as crianças acabam sendo infectadas pelo coronavírus.


Kumamoto - Cerca de 79 casos de COVID-19 foram registrados em uma única creche em Kumamoto, província de mesmo nome, durante o mês de agosto. O grande número de casos registrados no estabelecimento educativo foi devido ao fato de nenhum funcionário do local usar máscaras durante o trabalho.

Funcionários não usam máscaras durante o serviço e as crianças acabam sendo infectadas pelo coronavírus.
Casos de COVID-19 registrados na escola maternal Jyozan, na cidade de Kumamoto. Foto: The Asahi Shimbun.

A grande surpresa verificada pelas autoridades municipais de Kumamoto foi que nenhum dos funcionários da creche eram obrigados a usar máscaras no local.

Segundo as autoridades, 65 crianças e 14 funcionários testaram positivo para o coronavírus na creche chamada Jyozan, um centro de educação e assistência infantil localizado no bairro Nishi da cidade de Kumamoto.

Entre os períodos de maio a agosto deste ano, a prefeitura da cidade recebeu cinco reclamações de pais de crianças sobre funcionários da creche que não usavam máscaras no local de ensino. De acordo com relatos dos pais, a justificativa do não uso de máscaras era que os funcionários queriam mostrar os próprios rostos para as crianças.

Uma autoridade municipal entrou em contato com a creche pedindo explicações sobre as reclamações dos pais. A seguinte resposta foi dada por uma funcionária do local: "É importante mostrar as expressões faciais da equipe de funcionários para o bom desenvolvimento cognitivo e motor das crianças".

Quando a funcionária da prefeitura explicou sobre a necessidade do uso de máscaras como uma das  medidas de prevenção contra a COVID-19, a funcionária da creche simplesmente disse que "entendeu".

Em 24 de agosto, a prefeitura começou a receber notificações de casos de coronavírus na creche. No dia 31 de agosto, funcionários da prefeitura foram à creche para investigar a causa da propagação do vírus no local.

Foi descoberto que vários funcionários não usavam máscaras durante o trabalho. O mais absurdo é que, mesmo estando infectada pela COVID-19 e passando mal, a pessoa doente continuava a trabalhar na creche. A investigação também revelou que os funcionários não abriam as janelas da creche para a ventilação das salas nos períodos de chuva.

Devido as circunstâncias dos fatos, as autoridades locais ordenaram que a creche tomasse medidas necessárias no combate ao coronavírus e na desinfecção do local.

Nikkey ON!: E para o bem da educação das crianças, todas elas pegaram coronavírus pela irresponsabilidade de pessoas que negaram a presença da pandemia no país. Bizarro as justificativas da creche pelo não uso de máscaras. Aprendendo da pior forma: com os próprios erros.


Fonte: The Asahi Shimbun.


   
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