quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Jogos de Pequim 2022.

Começou o revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Inverno na China.


Pequim - Na quarta-feira, 2 de fevereiro, foi dado o início do revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Inverno na cidade de Pequim, China. Embora o governo chinês esteja trabalhando duro para o sucesso dos jogos, o país está se preparando para sediar o evento esportivo com alguns desafios pela frente: a pandemia do coronavírus e os boicotes diplomáticos entre alguns países participantes.

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Começou o revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Inverno na China.
O astronauta chinês Jing Haipeng segura a tocha olímpica durante o revezamento em Pequim. Foto: AFP.

Antes da cerimônia de abertura na sexta-feira, mais de 1.000 personalidades da China estarão ajudando no revezamento da tocha olímpica pelas áreas de competição em Pequim e na cidade vizinha Zhangjiakou (sede das modalidades esqui cross-country e saltos de esqui).

A participação do público para ver a passagem da tocha olímpica está sendo estritamente limitada. A China está incentivando seu povo a acompanhar o evento pela televisão ou via online pela internet, evitando assim as aglomerações nas ruas.

De acordo com o jornal Diário de Pequim, os três primeiros participantes do revezamento da tocha olímpica foram: Luo Zhihuan (de 80 anos, ex-patinador de velocidade que conquistou a primeira medalha para China num esporte de inverno, durante um campeonato mundial de 1963), Jing Haipeng (astronauta chinês) e Ye Peijian (chefe de design do programa chinês de exploração lunar).

A jornada da tocha até a capital de Pequim começou em outubro do ano passado, com a cerimônia de acendimento da chama olímpica na Grécia. Entretanto, nas redondezas da cidade de Atenas, muitos ativistas protestaram contra a China com faixas, acusando o país de abusos dos direitos humanos sobre o seu próprio povo.

Vários países (incluindo Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e Canadá) anunciaram boicotes diplomáticos aos Jogos de Pequim. Segundo informações, a China tem um histórico de  abusos contra às minorias mulçumanas uigures em Xinjiang e uma repressão aos dissidentes, de Hong Kong, que são  contrários ao regime chinês.

Pequim condenou o boicote diplomático. O governo chinês está determinado em realizar os Jogos de Inverno com grande êxito, tentando enaltecer sua reputação internacional.

A China não está se arriscando muito com as Olimpíadas de Pequim. O país está determinado em buscar uma estratégia para o "COVID-Zero". Todo o evento será realizado dentro de uma "bolha" estritamente selada, sem contato dos participantes dos jogos com o público, evitando possíveis infecções por coronavírus entre as pessoas.


Fonte: Japan Today.


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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

A "Greve Silenciosa" contra o regime.

Um ano após o golpe militar, Mianmar continua em clima de tensão política e social.


Yangon - Nesta terça-feira, 1 de fevereiro, a população de Mianmar realizou uma greve silenciosa (ou protesto silencioso) por todo o país contra o regime autoritário imposto pelos militares. O protesto deste dia marcou o primeiro aniversário do golpe militar que derrubou o governo civil, em 1 de fevereiro de 2021. 

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Um ano após o golpe militar, Mianmar continua em clima de tensão política e social.
"Greve Silenciosa" marca o primeiro aniversário do golpe militar em Mianmar nesta terça-feira, 1 de fevereiro. Foto: NHK News.

Através das redes sociais, a população birmanesa foi convidada, ou convocada, a tirar folga no dia 1 de fevereiro. Com a maior parte do comércio fechado e com muitas pessoas em casa, o silêncio das ruas das cidades marcou o dia de protesto contra os militares no poder do país.

Poucos carros foram vistos nas ruas da maior cidade de Mianmar, Yangon, durante todo o período da manhã. A greve estava prevista para começar às 10 horas da manhã (horário local) e estender até o período da noite.

Com as tensões políticas aumentando cada vez mais, os militares alertaram que tomarão medidas legais contra aqueles que participaram do protesto.

A embaixada japonesa em Mianmar alertou os seus cidadãos que estão no país para ficarem cautelosos com o clima hostil em algumas cidades.

Um protesto silencioso também foi realizado no país em dezembro do ano passado. Nesse período tenso, um fotógrafo freelancer que fazia uma cobertura jornalística das manifestações antimilitares do país, Soe Naing, foi detido e agredido num interrogatório pelos militares. A morte do fotógrafo foi confirmada horas depois em um hospital, provocando perplexidade na imprensa mundial.

Há um ano atrás, os militares de Mianmar deram um golpe no governo, prendendo a conselheira do estado, Aung San Suu Kyi (vencedora do Nobel da Paz em 1991) e o presidente do país, Win Myint. Os golpistas acusaram o antigo governo de Mianmar de fraude eleitoral, decidindo que os militares permaneceriam no poder por um período de um ano (ou mais, pelo que parece). A comunidade internacional, em sua maioria, criticou o golpe.


Fontes: NHK News / Wikipédia.


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