segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Assalto e três mil peixes mortos.

Pesque-pague é assaltado em Gifu e deixa o proprietário inconsolável.


Gifu - Na última terça-feira, 2 de agosto, Kazunori Yamada (48 anos) chegou ao trabalho de manhã em seu pesque-pague na cidade de Toki, província de Gifu, e se deparou com algo estranho. Alguém havia quebrado a janela da porta dos fundos de seu estabelecimento e invadido o escritório.

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Pesque-pague é assaltado em Gifu e deixa o proprietário inconsolável.
Pesque-pague da cidade de Toki, em Gifu, é assaltado e os ladrões provocam a morte de 3.000 peixes que estavam no tanque d'água da propriedade. O dono do pesque-pague ficou inconsolado com a morte dos peixes. Foto: YouTube.

Os ladrões levaram alguns milhares de ienes em dinheiro, junto com o roteador WI-FI do escritório e mais o disco rígido com os dados das câmeras de segurança do local.

A respeito do assalto, pode-se dizer que o senhor Yamada não perdeu muita coisa em seu pesque-pague, chamado Tsuribori Hompo. Entretanto, o que deixou o proprietário profundamente abalado, emocionalmente, foi a morte de seus 3.000 peixes dentro do enorme tanque d'água, ocorrido após o arrombamento da propriedade. Além de quebrar a janela da porta, os ladrões também cortaram os fios de energia elétrica do local, desligando automaticamente a bomba de ar e o filtro d'água do tanque dos peixes.

"Para mim, os peixes eram como os funcionários de minha empresa. Meus funcionários foram mortos", disse Yamada, chorando várias vezes ao descrever o incidente para o repórter.

"Por cinco anos, eu cuidei e criei meus peixes com carinho. Agora, tudo que eu posso dizer é que não sei o que vou fazer daqui para frente. O dinheiro que eu perdi e os danos materiais, honestamente, não importam muito, comparados com a perda dos meus peixes. Dói tanto meu coração quando penso que eles foram mortos dessa forma. Isso é tão errado", disse Yamada com a garganta embargada de tristeza.

O pesque-pague Tsuribori Hompo era o lar de peixes dourados, carpas e esturjões. Segundo a notícia, desses três tipos de peixes, o esturjão é o único apreciado para comer no Japão. Os peixinhos dourados não são muito adequados para o consumo humano, servindo mais como animal de estimação. Já as carpas são muito valorizadas por sua bela aparência do que pelo seu sabor. A maioria dos japoneses preferem ter a carpa em uma lagoa no jardim do que numa mesa de cozinha.

"Peixes são seres vivos também. Eu gostaria que os culpados do assalto aprendessem a valorizar a vida dos peixes", afirmou Yamada.

Embora o senhor Yamada esteja muito triste com a morte de seus peixes, os danos financeiros em seu negócio são grandes. O proprietário estima que o prejuízo total seja entre 5 e 6 milhões de ienes (US$ 37.000 ~ US$ 44.500). O seu negócio está atualmente fechado, e há poucas perspectivas de poder reabri-lo num futuro próximo. Pelo que parece, a polícia não tem pistas dos criminosos ainda, mas está investigando o caso.

Quando a notícia caiu nas mídias sociais, muita gente discutiu a possibilidade de criar uma campanha de arrecadação de dinheiro, com o intuito de recuperar financeiramente a Tsuribori Hompo. Não é uma má ideia. Que as pessoas ajudem o senhor Yamada a superar esse prejuízo e trazer de volta sua alegria em criar peixes.


Fonte: SoraNews24


** Veja abaixo o vídeo com a notícia do assalto no pesque-pague Tsuribori Hompo (em japonês):



*** Se o vídeo não abrir na página do blog, o link é este abaixo:


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domingo, 7 de agosto de 2022

Taiwan é parte da China?

Empresa americana pede desculpas à China, por referir Taiwan como um país.


Pequim - Na última sexta-feira, a gigante americana do ramo de doces, Mars Wrigley, formalizou um pedido de desculpas à China, depois que uma de suas propagandas se referiu a Taiwan como um país. O governo chinês ficou seriamente irritado com o vídeo da empresa, onde o comercial foi mostrado nas mídias sociais da China.

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Empresa americana pede desculpas à China, por referir Taiwan como um país.
Partes do vídeo promocional do chocolate Snickers, onde finaliza com as bandeiras da Malásia, Coréia do Sul e Taiwan (foto do centro). A propaganda do chocolate referiu Taiwan como país, deixando a China extremamente furiosa com a informação e obrigando a empresa a pedir desculpas, "pelo erro", aos chineses. Foto: Newsbeezer.

No vídeo promocional da Mars Wrigley, envolvendo a barra de chocolate Snickers e o grupo musical sul-coreano BTS, a propaganda do produto termina com a seguinte frase (e mostrando as bandeiras): "Disponível apenas nos seguintes países: Coréia do Sul, Malásia e Taiwan".

"Estamos cientes dos relatórios sobre atividades relacionadas ao chocolate Snickers em certas regiões da Ásia. Levamos isso muito a sério e expressamos nossas profundas desculpas", de acordo com um comunicado da empresa Mars Wrigley. O pedido de desculpas foi publicado na conta oficial da "Snickers China", dentro da rede social chinesa Weibo.

Dentro da China (e fora dela também...), qualquer informação que declare Taiwan como uma nação independente, acaba sendo altamente errôneo e polêmico para os chineses (ou para o governo chinês?).

"A Mars Wrigley respeita a soberania nacional e a integridade territorial da China, conduzindo as operações comerciais em estrita conformidade com as leis e regulamentações chinesas", informou o comunicado da empresa.

Horas após o pedido de desculpas, a "Snickers China" compartilhou uma outra postagem na rede social Weibo, acrescentando: "Há apenas uma China neste mundo. Portanto, Taiwan é uma parte inalienável do território da China".

Na última semana, o governo chinês reagiu com fúria quando a Presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, desafiou os alertas da China e visitou Taiwan.

Também na sexta-feira, a China informou que está encerrando a cooperação com os EUA em algumas questões-chave, como as mudanças climáticas no mundo. Após a visita de Pelosi em Taiwan, a China decidiu criar tensão e cercar o arquipélago taiwanês, realizando uma série de exercícios militares.

A Mars Wrigley não é a primeira empresa internacional a ter problemas com a China. Em 2019, a marca francesa Dior precisou pedir desculpas ao país, depois de usar um mapa da China, sem incluir Taiwan, em uma apresentação para os chineses. 

Em 2018, o site chinês da rede hoteleira Marriott foi bloqueado, por uma semana, pelas autoridades da China. Dentro do site do hotel, havia um questionário para os clientes onde listava Taiwan, Tibete e Hong Kong como países independentes. 

Com a pressão imposta, grandes empresas internacionais acabam formalizando seus pedidos de desculpas ao povo chinês (mesmo não concordando com as questões territoriais da China), devido ao medo de perder o acesso comercial no enorme mercado consumidor da China. Até 2020, a população da China era de, aproximadamente, 1,402 bilhão de pessoas.


Fontes: Japan Today / Swissinfo.ch / Google.

   
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