domingo, 20 de novembro de 2022

Cortando os gastos no Japão.

Inflação afeta a vida de várias pessoas no Japão, impactando diretamente o poder de compra das famílias.


Tóquio - Segundo uma pesquisa recente da Sumitomo Life Insurance Company, cerca de 80% das famílias japonesas entrevistadas estão reduzindo seus gastos, por causa do aumento da inflação no país.

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Inflação afeta a vida de várias pessoas no Japão, impactando diretamente o poder de compra das famílias.
Segundo uma pesquisa recente da Sumitomo Life Insurance, cerca de 80% das famílias japonesas entrevistadas estão reduzindo seus gastos por causa da inflação no país. Foto: Getty Images.

A empresa realizou a pesquisa online entre os dias 5 e 7 de outubro de 2022, obtendo respostas de 5.005 pessoas (com idades entre 20 e 60 anos) em todo o Japão. De acordo com os resultados, 87,6% dos entrevistados responderam que o aumento de preços das commodities (gás natural, petróleo, etc) tiveram "impacto" e "pouco impacto" nas finanças da família. 

O item "despesas com alimentação" foi apontado por 58,6% dos entrevistados como parte do orçamento familiar mais afetado, seguido pelo item "despesas com eletricidade" (apontado por 25,9% dos entrevistados) e "despesas com combustíveis" (apontado por 8,1% dos entrevistados).

Foi apontado que 88% dos entrevistados tiveram um aumento em seus custos de vida, onde o aumento de preços, de produtos e serviços no Japão, está pesando muito no orçamento familiar.

A pesquisa também revelou que há um aumento drástico de pessoas que tende a economizar, com 79,2% dos entrevistados respondendo que estavam cortando despesas para sobreviver no país. 

As principais despesas onde as pessoas resolveram gastar menos foram: "alimentação" (42,6% das respostas dos entrevistados) e "viagens e lazer" (36,3% das respostas dos entrevistados).

Em relação às "despesas com hobbies", 22,3% dos homens entrevistados disseram que gastaram menos com seus passatempos favoritos. Já as mulheres entrevistadas, 32,9% delas disseram que estão gastando menos com a aquisição de roupas novas. 

As crianças do Japão também foram muito afetadas com o aumento da inflação do país. A pesquisa aponta que 16% das famílias com crianças (em idade escolar) retiraram seus filhos das aulas particulares para poder economizar dinheiro. Além disso, 22,1% das famílias afirmaram ter reduzido os gastos com aulas particulares. A reportagem afirma que o gasto médio com aulas particulares é de 25.700 ienes por mês (cerca de US$ 180) no Japão. 

A Sumitomo Life Insurance observou em sua pesquisa que "o aumento dos preços no Japão causou uma grande cadeia de repercussões financeiras para as famílias que vivem no país".


Fonte: The Mainichi.


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sábado, 19 de novembro de 2022

Mais de um emprego para poder sobreviver.

Pesquisa mostra que uma parte dos trabalhadores do Japão tem um segundo emprego, com o intuito de reforçar a renda mensal.


Tóquio - Uma recente pesquisa da empresa de empregos CrowdWorks mostrou que um, em cada três trabalhadores no Japão, tem atualmente um segundo emprego. Mais da metade dos entrevistados disseram que necessitam de um segundo emprego, para complementar a renda do mês e pagar as despesas.

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Pesquisa mostra que uma parte dos trabalhadores do Japão tem um segundo emprego, com o intuito de reforçar a renda mensal.
Uma recente pesquisa da CrowdWorks mostrou que um, em cada três trabalhadores do Japão, tem um segundo emprego, com a intenção de reforçar a renda mensal e pagar as despesas. Foto: NHK News.

Cerca de 1.000 pessoas participaram da pesquisa online da CrowdWorks, realizada em setembro deste ano.

De acordo com a pesquisa, 20% dos pesquisados têm um segundo emprego atualmente. Outros 14% responderam que já tiveram um segundo emprego no passado.

Normalmente, as empresas japonesas proíbem que seus funcionários tenham mais de um emprego. Entretanto, essa visão, de apenas um emprego para viver, vem mudando nos últimos anos no Japão.

Muitos participantes da pesquisa disseram que ocupam cargos de vendedores, ou de consultores, em seu segundo emprego. Outros disseram que vendem produtos online pela internet.

Em relação à renda adicional, apenas 13% dos pesquisados responderam que recebem mais de 100.000 ienes por mês (cerca de US$ 715). Outros 16% das pessoas disseram que elas obtêm menos de 100.000 ienes, mas acima de 50.000 ienes por mês (acima de US$ 357). A maior parte dos participantes da pesquisa, cerca de 65% dos entrevistados, informaram que ganham menos de 50.000 ienes por mês em seu segundo emprego.

Nikkey ON!: Se realmente o mundo entrar em recessão em 2023, como os especialistas em economia estão dizendo por aí, muita gente vai começar a ter dois trabalhos para poder sobreviver no Japão. Infelizmente, o jeito será "gambatiar bem mais" no próximo ano.


Fonte: NHK News.

 
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