sexta-feira, 2 de junho de 2023

Secretário de defesa dos EUA no Japão.

Kishida e Austin concordam em aumentar a capacidade de ataque do Japão, contra ameaças regionais.


Tóquio - O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e o secretário de defesa dos EUA, Lloyd Austin, se reuniram em Tóquio para uma conversa de 30 minutos nesta quinta-feira, 1 de junho. 

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Kishida e Austin concordam em aumentar a capacidade de ataque do Japão, contra ameaças regionais.
O secretário de defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, conversam em uma reunião realizada em Tóquio, nesta quinta-feira. Foto: AP.

Durante o encontro, eles concordaram em melhorar a capacidade de defesa do território japonês, contra possíveis ataques da Coréia do Norte ou de outros países que venham ameaçar a segurança nacional do Japão.

Kishida e Austin assumiram que, o Japão e os EUA, irão aprofundar suas alianças com a Coréia do Sul e a Austrália. Essa decisão foi feita um dia após o lançamento fracassado de um satélite da Coréia do Norte, aparentando ser um aparelho com tecnologia balística que desafia a segurança internacional.

A aliança Japão-EUA fortalecerá ainda mais as habilidades de dissuasão e resposta contra possíveis ameaças externas. O ambiente de segurança regional está cada vez mais severo, com a crescente assertividade militar da China e com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

A nova estratégia marca uma mudança significativa na política de segurança nacional do Japão, sob sua Constituição de renúncia à guerra. 

As diretrizes também estabelecem a meta de dobrar o orçamento anual de defesa do Japão, para cerca de 2% do PIB japonês nos próximos cinco anos. Isso está a par dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte  (OTAN).

Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul condenaram veementemente a Coréia do Norte, após seu lançamento fracassado de um satélite com tecnologia de mísseis balísticos. As intenções dos norte-coreanos violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, destinadas a conter os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang.

"Os EUA tomarão todas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança, de si mesmos e de seus aliados", disse Austin, em uma coletiva de imprensa com outros ministros japoneses, criticando as provocações contínuas da Coréia do Norte.

Em uma tentativa de expandir suas capacidades de contra-ataque, o Japão decidiu implantar mísseis de cruzeiro de longo alcance da Tomahawk, fabricados nos EUA.

Austin está no Japão em sua primeira etapa de uma turnê por quatro países (Japão, Cingapura, Índia e França). Em Cingapura, Austin participará de uma importante cúpula anual de defesa regional, conhecida como Shangri-La Dialogue.


Fonte: Kyodo News.


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quinta-feira, 1 de junho de 2023

Foguete caiu no mar.

Coréia do Norte fracassa ao tentar lançar um satélite no espaço.


Tóquio - Na manhã desta quarta-feira, 31 de maio, o Japão entrou alerta vermelho, ao descobrir que a Coréia do Norte estava lançando um foguete em direção à região sul do país.

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Coréia do Norte fracassa ao tentar lançar um satélite no espaço.
Uma televisão, na estação de trem de Seul, mostra imagens do lançamento do foguete na Coréia do Norte, durante a transmissão das notícias na Coréia do Sul. Foto: AP Photo.

A Coréia do Norte afirmou que o disparo do foguete ocorreu na quarta-feira, em sua Estação de Lançamento de Satélites  (Sohae), em Tongchang-ri. Durante o percurso no ar, o foguete sofreu uma avaria em seu segundo estágio, provocando sua queda no Mar Amarelo. 

Os norte-coreanos planejam lançar um segundo foguete, com o objetivo de colocar um satélite em órbita o mais rápido possível. As autoridades da Coréia do Norte já haviam avisado sobre a implantação de um satélite orbital de reconhecimento militar. Eles tinham afirmado que pretendiam lançar o primeiro satélite a qualquer momento, entre 31 de maio e 11 de junho deste ano.

Após perceber o lançamento do foguete norte-coreano, o governo japonês emitiu alertas de emergência, através do J-Alert (às 6h30 da manhã), para a população da província de Okinawa. Os alertas foram retirados alguns minutos depois, às 7h04. O aviso solicitava aos residentes para se protegerem, procurando abrigos no interior de edifícios ou em locais com subsolo. 

O secretário chefe do gabinete japonês, Hirokazu Matsuno, informou aos repórteres que as ações da Coréia do Norte é uma ameça a paz e a segurança do Japão, incluindo também a comunidade internacional. 

Matsuno acrescentou que o lançamento de outros foguetes norte-coreanos, como os mísseis balísticos, é uma violação das resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU. O Japão já apresentou um forte protesto contra os mísseis, condenando explicitamente a Coréia do Norte.


Fonte: NHK News.


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