quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Azabudai Hills Mori JP Tower.

Arranha-céu mais alto do Japão é apresentado à imprensa.


Tóquio - Na segunda-feira, 20 de novembro, o edifício mais alto do Japão foi apresentado à mídia antecipadamente, faltando alguns dias de sua inauguração oficial. O arranha-céu recém-construído tem 330 metros de altura e fica no coração de Tóquio, em Minato.

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Arranha-céu mais alto do Japão é apresentado à imprensa.
Complexo do arranha-céu Azabudai Hills Mori JP Tower, o edifício mais alto do Japão, com 330 metros de altura. Ele foi apresentado à imprensa japonesa na segunda-feira, 20 de novembro. Foto: Japan Times.

O enorme prédio foi batizado de Azabudai Hills Mori JP Tower. Sua construção foi concluída no último verão japonês, pela empresa Mori Building Company. O novo edifício supera o anterior detentor do título "de mais alto do Japão": o Abeno Harukas, que fica na cidade de Osaka e tem 300 metros de altura.

A presença do Azabudai Hills em Minato pretende revitalizar a região. Antes da construção do arranha-céu, a área era repleta de pequenas casas antigas, imóveis muito vulneráveis a desastres naturais (como terremotos).

Além de escritórios e apartamentos, o Azabudai Hills possui uma instituição médica dentro do complexo multifuncional, operada pela Universidade de Keio. O prédio ainda conta com um hotel de luxo (Aman Resorts), restaurantes sofisticados, lojas de grife e a Escola Britânica de Tóquio.

"Integramos várias funções urbanas, de classe mundial, em um só lugar. Aumentamos significativamente o potencial da cidade de Tóquio", disse Junya Yamamoto, funcionário da Mori Building Company.

O arranha-céu exclusivo possui um espaço de trabalho conjunto e uma cafeteria, especialmente projetada, para os funcionários de empresas locatárias. Nesse espaço para o cafezinho, todas as pessoas poderão se socializar fora dos limites das organizações onde trabalham.

Cerca de 20 mil pessoas deverão trabalhar no complexo Azabudai Hills. Outras 3.500 pessoas deverão morar em cerca de 1.400 apartamentos, todos construídos dentro do arranha-céu.

A área total de construção do novo complexo é de 861.700 metros quadrados. O lugar é maior que o Roppongi Hills, considerado um grande marco da construção civil no bairro de Roppongi.

Pensando no conceito de "aldeia urbana moderna", a construtora se esforçou para que o complexo tivesse o máximo de vegetação possível. "Os espaços verdes estão presentes em 2,4 hectares do local, cerca de 30% da área total", informou a Mori Building Company.


Fonte: Kyodo News.


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terça-feira, 21 de novembro de 2023

Embarcação sequestrada.

Grupo rebelde anti-Israel apreende navio, operado por japoneses, no Mar Vermelho.


Jerusalém - Os Houthis, um grupo militar rebelde do Iêmen, sequestraram um navio de carga no mar Vermelho no sábado, dia 18 de novembro. O cargueiro é de propriedade britânica, operado por uma empresa japonesa. Os rebeldes afirmam que o navio pertence a Israel.

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Grupo rebelde anti-Israel apreende navio, operado por japoneses, no Mar Vermelho.
O grupo rebelde Houthi sequestrou um navio no Mar Vermelho, na noite do dia 18 de novembro. A embarcação britânica e operada por uma empresa japonesa. Foto: NHK News.

O porta-voz do grupo Houthi, Yahya Sarea, fez uma declaração em vídeo: "Reiteramos nosso alerta a todos os navios afiliados ao inimigo Israel, ou àqueles que trabalham com os israelenses. Todos eles se tornarão alvos legítimos de nossas forças". 

Yahya Sarea alertou que o grupo rebelde continuará a realizar operações contra Israel, até que a ofensiva militar israelense termine na Faixa de Gaza.

O cargueiro apreendido pelos rebeldes, chamado Galaxy Leader, é operado pela empresa japonesa Nippon Yusen, também conhecida como NYK Line. Israel já afirmou que o navio não é de seu país e que nenhum de seus cidadãos israelenses estavam a bordo.

No entanto, os principais meios de comunicação de Israel, como o Haaretz, o navio sequestrado é propriedade de uma empresa afiliada a um rico empresário israelense.

O grupo Hamas, da Faixa de Gaza, elogiou a captura do navio pelos Houthis, dizendo ao grupo do Iêmen que a ação foi um passo bem-vindo. O navio estava passando pela costa da Arábia Saudita na noite do último sábado quando perdeu o contato. 

A embarcação é utilizada para o transporte de automóveis por via marítima. Não havia carga no momento em que o navio foi sequestrado pelos rebeldes.

Um especialista japonês sobre assuntos do Oriente Médio e professor da Universidade de Keio, Koichiro Tanaka, disse que os Houthis tinham suas próprias razões para atacar o navio.

A empresa-mãe, dona do navio sequestrado, tem capital israelense em sua razão social. Os rebeldes devem ter feito várias pesquisas sobre a empresa, antes de atacar a embarcação. Segundo Tanaka, o navio poderá ser usado em futuras negociações, como moeda de troca.

Os Houthis estão baseados no Iêmen e o grupo rebelde cresceu com apoio do Irã. Acredita-se que esse grupo tenha cerca de 20 mil combatentes armados, possuindo até mísseis balísticos em seu poderio militar. Recentemente, esses rebeldes fizeram disparos de mísseis em direção a Israel, desde o início do conflito na Faixa de Gaza. O grupo também fez ataques com aeronaves não tripuladas contra os israelenses.

A navegação pelo Mar Vermelho, por embarcações estrangeiras, não é segura. Os Houthis têm intensificado suas atividades rebeldes nessa região do Oriente Médio contra Israel.

A Guarda Costeira do Japão emitiu avisos a todos os navios japoneses no Mar Vermelho, após o sequestro do Galaxy Leader. Autoridades de defesa do Japão estão coletando mais informações sobre o incidente, para tentar resolver esse incidente o mais breve possível.


Fonte: NHK News.


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