sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Por que o avião entrou na pista?

Aparentemente, o avião da JAL não sabia que o outro avião também estava na pista.


Tóquio - Registros de comunicação de rádio, entre o controle de tráfego aéreo e os pilotos da JAL, mostram que eles não discutiram o "aborto do pouso" (interromper a aproximação na pista para o pouso), antes da colisão do avião de passageiros com uma aeronave da Guarda Costeira do Japão.

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Os pilotos do avião da JAL, e os controladores de tráfego aéreo, declararam que não sabiam que a outra aeronave, da Guarda Costeira, estava na pista quando aconteceu o acidente. Foto: NHK News.

O Airbus A350 da Japan Airlines, vindo de Hokkaido, colidiu com a aeronave da Guarda Costeira no momento que pousava na pista do aeroporto de Haneda, na noite de terça-feira. Ambos os aviões pegaram fogo.

Cinco dos seis tripulantes da Guarda Costeira morreram no local do acidente. Só o piloto sobreviveu com ferimentos graves. Já o avião da JAL, todos os 379 passageiros e tripulantes conseguiram se salvar através dos escorregadores de evacuação.

O Ministério dos Transportes do Japão informou que, aparentemente, os controladores de tráfego aéreo não sabiam que o avião da guarda costeira havia entrado na pista.

A empresa Japan Airlines disse também que seus pilotos não tiveram contato visual com o avião da Guarda Costeira, quando o Airbus se aproximou da pista.

Juntando as duas afirmações, tanto a torre de controle quanto os pilotos da JAL alegaram que desconheciam a presença do avião da Guarda Costeira na pista.

Além disso, os controladores de tráfego aéreo também informaram que não autorizaram o avião da Guarda Costeira a entrar na pista.

Os pilotos da JAL envolvidos no acidente foram interrogados pelos investigadores de transporte do Japão na manhã desta quinta-feira, 4 de janeiro. Ainda falta o exame das caixas pretas para esclarecer o que causou o trágico acidente no aeroporto de Haneda.


Fonte: NHK News.


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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Corrida contra o tempo.

Operações de resgate se esforçam para salvar vítimas do terremoto.


Tóquio - Até esta quarta-feira, 3 de janeiro, mais de 70 pessoas foram confirmadas como mortas no devastador terremoto de Ishikawa, ocorrido na segunda-feira. 

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Operações de resgate se esforçam para salvar vítimas do terremoto.
Desde segunda-feira, quando ocorreu o forte terremoto de Ishikawa, equipes de resgate têm se esforçado para salvar possíveis vítimas, que continuam desaparecidas sob escombros de casas. Foto: NHK News.

As operações de resgate estão em andamento na província de Ishikawa. Teme-se que muitas pessoas ainda estejam presas sob os escombros de casas e expostas ao frio do inverno. A previsão do tempo informou que haverá chuva na noite desta quarta-feira.

Um sobrevivente do terremoto disse: "Perdi minhas duas filhas quando a minha casa desabou. Uma viga do telhado desabou sobre a mesa onde minha família estava comemorando o Ano Novo. Minhas filhas foram esmagadas debaixo da mesa. Eu não conseguia parar de chorar. Quem poderia imaginar que isso poderia acontecer?"

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, informou que as equipes de resgate estão correndo contra o tempo para salvar vidas. Mais de 40 horas se passaram desde que ocorreu o terremoto. É uma luta para resgatar os sobreviventes dos desabamentos. Este é um momento crucial."

Kishida acrescentou: "Aumentamos o número de convocados das Forças de Autodefesa de 1.000 para 2.000 funcionários. Mas isso não é tudo. Mais de 2.000 bombeiros e mais de 700 policiais de todo país estão trabalhando juntos nas áreas afetadas pelo terremoto. Mais cães de resgate foram solicitados também. Está sendo providenciado uma rápida reabertura de estradas danificadas pelo tremor, além de água potável, cobertores e outras necessidades."


Fonte: NHK News.


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