sábado, 13 de janeiro de 2024

Doenças após o terremoto.

Preocupações aumentam em Ishikawa, à medida que as doenças infecciosas se espalham.


Tóquio - Desde o grande terremoto que atingiu a Península de Noto no dia 1 de janeiro, cerca de 215 pessoas já morreram por causa do desastre. Acredita-se que 14 pessoas que foram evacuadas, para locais seguros, morreram por outras causas relacionadas ao terremoto.

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Preocupações aumentam em Ishikawa, à medida que as doenças infecciosas se espalham.
Após o terremoto de 1 de janeiro, o governo de Ishikawa anda preocupada com as más condições sanitárias dos abrigos improvisados para os desabrigados do desastre. As doenças infecciosas estão aparecendo nesses locais, gerando preocupações futuras nos hospitais da província. Foto: NHK News.

Especialistas em medicina alertam sobre as mortes pós-terremoto, que pode aumentar devido às más condições sanitárias nos abrigos improvisados.

Mais de 22 mil cidadãos das áreas atingidas pelo desastre estão vivendo em cerca de 380 abrigos municipais, incluindo ginásios escolares.

Abrigos na cidade de Shika foram atingidos por surtos de COVID-19 e gripe. Para evitar novas infecções, autoridades municipais decidiram reunir pacientes com doenças infecciosas, em uma única instalação. Duas enfermeiras ficam de plantão durante 24 horas por dia.

Em um hospital na cidade de Wajima, cerca de 10 pessoas por dia estão dando entrada na instituição com algum tipo de doença infecciosa. O hospital tem mais de 100 leitos disponíveis, mas os médicos temem que uma super lotação de doentes ocorra dentro de uma semana.

Kuniyuki Kawasaki, do Hospital Municipal de Wajima, disse: "Os abrigos públicos parecem estar enfrentando infecções em grupo. Os sintomas dos pacientes já aparecem piores antes de chegarem aqui. Isso está colocando uma pressão significativa em nosso trabalho médico."

Alguns lares de idosos, na província de Ishikawa, carecem de água e energia elétrica. Em uma dessas instalações, cerca de 27 idosos foram obrigados a permanecerem nos corredores, depois que o terremoto danificou parte do edifício. Sabendo disso, autoridades locais providenciaram a transferência dos idosos para outras instalações em áreas não afetadas pelo desastre.

Mais de 10 dias após o terremoto e tsunami, pelo menos 1.900 pessoas ainda estão isoladas, devido às estradas e ferrovias danificadas. Os trabalhos de recuperação foram prejudicados pela neve, chuva e tremores secundários na Península de Noto. As estradas da província de Ishikawa estão bloqueadas em mais de 80 locais.

A construção de habitações temporárias já foi iniciada. Pessoas que perderam suas casas poderão se mudar para essas moradias a partir de fevereiro. Os desabrigados poderão ficar nesse local até dois anos sem pagar aluguel.

Alguns estudantes do ensino médio, das áreas destruídas pelo terremoto, precisaram viajar para a cidade de Kanazawa. Eles irão fazer os exames padronizados de admissão à universidade, que ocorrem neste fim de semana. Estudantes das regiões do terremoto que não puderem fazer os exames  de admissão neste sábado, 13 de janeiro, terão a oportunidade de fazer as provas duas semanas depois. 


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Carros chineses se espalhando pelo mundo.

China pode ter se tornado o maior exportador de automóveis do mundo.


Tóquio - A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis divulgou na quinta-feira, 11 de janeiro, os dados anuais de exportação de veículos "made in China". Segundo a entidade, o país exportou um recorde de 4,91 milhões de veículos em 2023.

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China pode ter se tornado o maior exportador de automóveis do mundo.
China pode ter se tornado o maior exportador de automóveis do mundo em 2023, ultrapassando o Japão. O total de exportações japonesas ainda não foi divulgado pela associação do país. Foto: NHK News.

É quase certo que a China tenha ultrapassado o Japão como o maior exportador de automóveis do mundo em 2023. Os dados anuais do Japão ainda não foram divulgados pela associação japonesa. 

Até novembro do ano passado, as exportações de automóveis japoneses chegaram a 3,99 milhões de unidades. Acredita-se que o total das exportações do Japão, entre janeiro e dezembro de 2023, ficará abaixo das exportações da China.

O forte crescimento das exportações chinesas deve-se a um aumento de 70% nas exportações de veículos elétricos (e outros veículos movidos com novos tipos de energia). A cada ano que passa, os "EVs" (veículos elétricos) estão rapidamente tornando-se populares em todo o mundo.

Outro fator que ajudou os chineses a exportarem mais automóveis foi a Rússia. Enquanto todas as montadoras importantes do mundo saíram do mercado automobilístico russo, os chineses entraram com tudo. Muitas empresas deixaram a Rússia por causa da invasão russa na Ucrânia, iniciada em 2022.

As montadoras chinesas também têm aumentado suas vendas de veículos  elétricos nos países do Sudeste Asiático. Com o aumento da concorrência chinesa, as montadoras japonesas estão tendo um grande desafio pela frente. Durante anos, os japoneses tiveram elevadas vendas nos mercados das Filipinas, Indonésia, Malásia e Cingapura, por exemplo.

Em relação ao mercado interno chinês, a associação chinesa informou que as vendas domésticas de veículos novos do país em 2023 atingiram um recorde de vendas: mais de 30 milhões de unidades. Isso representa um aumento de vendas de 12% em relação ao ano anterior. E o que contribuiu para esse aumento gigantesco em vendas foi a forte demanda mundial por veículos elétricos.


Fonte: NHK News.


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