sábado, 10 de fevereiro de 2024

Morre o mestre da música clássica.

Maestro Seiji Ozawa morre aos 88 anos.


Tóquio - Na última terça-feira, 6 de fevereiro, faleceu Seiji Ozawa, o maior maestro japonês de renome internacional do Japão pós-guerra. Ele tinha 88 anos e sofreu uma insuficiência cardíaca em sua casa, na capital Tóquio.

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Maestro Seiji Ozawa morre aos 88 anos.
Na terça-feira, 6 de fevereiro, faleceu o famoso maestro japonês Seiji Ozawa, aos 88 anos. Ele sofreu uma insuficiência cardíaca em sua casa, em Tóquio. Foto: The Asahi Shimbun.

Um funeral foi realizado por seus parentes mais próximos. Uma cerimônia de homenagens ao maestro será planejado em uma data a ser agendada pela família.

Ozawa nasceu em Shenyang, na China, em 1935. Ele mostrou talento precoce como pianista, mas acabou mudando suas habilidades para a regência musical, após machucar os dedos das mãos durante uma partida de rugby.

Sob a tutela do compositor Naozumi Yamamoto e do renomado violoncelista Hideo Saito, o jovem Ozawa iniciou seus estudos de regência no ensino médio.

Depois de se formar aos 20 anos, na Faculdade de Drama e Música Toho Gakuen, Ozawa mudou-se para a Europa em 1959. No exterior, ele acabou sendo o primeiro japonês a vencer o concurso internacional de Besançon, destinado para jovens maestros.

Ainda na Europa, Ozawa se tornou aluno de dois maestros lendários: Hebert von Karajan e Leonard Bernstein. Percebendo o talento de Ozawa, Bernstein o nomeou regente assistente da Filarmônica de Nova York.

Depois do reconhecimento, Ozawa trabalhou com algumas das mais prestigiadas orquestras do mundo: Filarmônica de Viena, Filarmônica de Berlim, Orquestra Sinfônica de São Francisco e Orquestra Sinfônica de Toronto (Canadá). 

Em 1970,  Ozawa tornou-se diretor artístico do Festival de Música Tanglewood, nos Estados Unidos. Depois disso, ele também acabaria se tornando diretor musical da Orquestra Sinfônica de Boston e da Ópera Estatal de Viena. Em 1987, Ozawa formou a Orquestra Saito Kinen, fazendo turnês pelos Estados Unidos e Europa.

No final de 2009, Ozawa descobriu um câncer no esôfago, obrigando-o a ficar entre idas e vindas no conselho de orquestras.

Sua última aparição pública foi em setembro de 2023. Ozawa apareceu no palco de cadeira de rodas, enquanto o maestro John Williams regia uma orquestra na cidade de Matsumoto, província de Nagano.

R.I.P. mestre Seiji Ozawa.


Fontes: NHK News / The Asahi Shimbun.


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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Fim de uma tradição de família.

Devido ao terremoto, empresa chega ao fim após 90 anos de funcionamento.


Kanazawa - Os danos causados pelo terremoto da Península de Noto, no dia 1 de janeiro, estão desestimulando alguns pequenos empresários em continuar com seus negócios abertos. Em um caso em Toyama, um pequeno fabricante de alimentos fechou sua empresa, após 90 anos em operação.

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Devido ao terremoto, empresa chega ao fim após 90 anos de funcionamento.
Kazunari Nakamura (83 anos) fabricante de Kamaboko na cidade de Himi, província de Toyama. Infelizmente, ele foi obrigado a fechar sua loja definitivamente, depois de 90 anos em funcionamento. Seu estabelecimento foi seriamente danificado pelo terremoto da Península de Noto, no dia 1 de janeiro. Foto: NHK News.

O fabricante Kazunari Nakamura, de 83 anos, produzia pasta de peixe cozido (Kamaboko) há mais de 60 anos, em sua loja na cidade de Himi, província de Toyama. O pai de Nakamura abriu a loja na década de 1930. Com o passar dos anos, a loja de produtos Kamaboko se tornou um ponto turístico popular da cidade.

Depois de tantas coisas boas, o grande terremoto do dia 1 de janeiro acabou destruindo seriamente a loja do senhor Nakamura, danificando a entrada e causando várias rachaduras no chão do estabelecimento. Quando a reportagem esteve no local no início de fevereiro, os produtos Kamaboko especiais de Ano Novo ainda estavam nas prateleiras da loja, mas com os prazos de validade vencidos há muito tempo.

O senhor Nakamura estava lutando para arrecadar fundos para reparar sua loja. Entretanto, devido a sua idade avançada, ele desistiu do plano e decidiu fechar seu negócio. 

"Agora terminei. Eu queria continuar fazendo Kamaboko para o resto de minha vida. Tive muitas alegrias com os produtos que eu fazia e com a administração do negócio", disse Nakamura entristecido.

"Se eu fosse 10 anos mais novo, teria condições de reconstruir minha loja. Mas agora só resta demolir o prédio", finalizou Nakamura.


Fonte: NHK News.


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