sexta-feira, 15 de março de 2024

Paralisação nos hospitais do Japão.

Profissionais da área de saúde entram em greve exigindo aumento salarial.


Tóquio - Nesta quinta-feira, 14 de março, 146 sindicatos (afiliados à Federação Japonesa de Sindicatos dos Trabalhadores da Área de Saúde) entraram em greve em todo o Japão. Os sindicatos alegam que eles não têm obtido respostas da administração hospitalar, em relação aos aumentos salariais.

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Profissionais da área de saúde entram em greve exigindo aumento salarial.
Nesta quinta-feira, 14 de março, profissionais da área de saúde entraram em greve em todo o Japão. Os grevistas exigem um aumento equivalente ao reajuste salarial do setor industrial. Foto: NHK News.

O sindicato do hospital Yoyogi, no distrito de Shibuya (Tóquio), realizou uma greve de uma hora, durante a manhã de quinta-feira. Os sindicalistas alegaram que a administração do hospital não atendeu ao pedido de aumento salarial, que seria de 40.000 ienes (cerca de 270 dólares americanos), durante as negociações na quarta-feira, 13 de março.

Cerca de 60 trabalhadores, incluindo enfermeiros e outras pessoas da área médica, reuniram-se em frente do hospital. No momento da paralisação, o hospital informou aos grevistas que a administração só ofereceria um aumento salarial regular, cerca de 2% de aumento e bônus reduzido.

Depois que as negociações não chegaram a um acordo, os grevistas organizaram uma manifestação, indo a uma estação de trem próxima do hospital. Eles seguravam cartazes em protesto e colhiam assinaturas para um abaixo-assinado, pedindo um aumento salarial equivalente ao reajuste do setor industrial.

Nos hospitais de outras partes do Japão, onde se realizaram mais greves, medidas foram tomadas para garantir um quadro mínimo de funcionários trabalhando. No entanto, mesmo com alguns funcionários nos hospitais, as pessoas precisaram ter paciência para esperar nas longas filas nos serviços ambulatoriais. 

O líder do sindicato do hospital Yoyogi, Akito Yoshikawa, informou que os profissionais da área de saúde estão lutando para sobreviverem. Muitos estão descontentes com seus salários e estão saindo do hospital, seguindo para outros tipos de emprego. 

Yoshikawa disse que seu sindicato buscará aumentos salariais aliados com outros setores da economia.


Fonte: NHK News.


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quinta-feira, 14 de março de 2024

Me formei em minha cidade natal.

Escola realiza a primeira cerimônia de formatura, treze anos após o acidente nuclear.


Fukushima - Na quarta-feira, 13 de março, uma escola na cidade de Okuma, província de Fukushima, realizou sua primeira cerimônia de formatura, desde que foi inaugurada em abril do ano passado.

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Escola realiza a primeira cerimônia de formatura, treze anos após o acidente nuclear.
Nesta quarta-feira, 13 de março, a escola Manabiya Yumenomori realizou sua primeira formatura depois de sua inauguração, em abril de 2023. As duas estudantes da foto acima são as primeiras formadas da cidade de Okuma. Treze anos atrás, a população local foi obrigada a evacuar para outras regiões do Japão, por causa do desastre nuclear de Fukushima. Foto: NHK News. 

Antes da inauguração da escola, ninguém podia viver na cidade de Okuma, por causa dos altos níveis de radiação na região. O município abriga a usina nuclear de Fukushima, seriamente danificada pelo terremoto e tsunami de março de 2011.

Depois de 12 anos do desastre nuclear, a ordem de evacuação em Okuma foi suspensa, mas apenas a metade da cidade conseguiu ter o direito de voltar a morar na região, em junho de 2022. Isso só foi possível por causa da queda dos níveis de radiação a um patamar seguro para o ser humano viver. Agora, mais de 1.000 pessoas vivem na cidade, cerca de 10% da população original.

A escola mencionada no início da matéria se chama Manabiya Yumenomori. A instituição municipal de ensino é uma combinação do ensino primário com o ensino ginasial, tudo num mesmo prédio. O local também oferece educação e atendimento pré-escolar.

Na cerimônia de formatura, apenas duas alunas (do 9ª ano do ginasial) receberam seus diplomas. As duas estudantes formadas voltaram a viver em Okuma no ano passado. Antes disso, elas estavam vivendo na cidade de Aizuwakamatsu, também na província de Fukushima, para onde foram evacuadas com suas famílias após o desastre nuclear.

Durante seu discurso, a aluna formada Nonoka Ishii disse que se divertiu muito, no pouco tempo que estudou na escola. Ela também disse que seus professores eram gentis e que estudou com determinação para fazer bom uso das lições aprendidas em aula.

Já o outro discurso, a estudante Hana Saito disse que conheceu bem os moradores locais quando voltou a morar em Okuma no ano passado. Ela agradeceu às pessoas por recebê-la e ajudá-la a recomeçar uma nova vida na cidade. 

No final, as duas alunas formadas cantaram uma canção juntas, antes da cerimônia de formatura terminar.

Nikkey ON!: Parabéns! Vocês merecem. Continuem lutando, pois Okuma precisará da ajuda de vocês para voltar a ser o que era no passado.


Fonte: NHK News.


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