domingo, 17 de janeiro de 2021

Escassez de semicondutores no mundo.

Falta de semicondutores paralisa indústria automobilística global.


Tóquio - Fabricantes de carros do mundo inteiro estão suspendendo a produção de suas linhas por causa da escassez global de chips. Indústrias como Toyota, Honda, Volkswagen, Fiat, Ford e outras, já anunciaram cortes e ajustes em suas linhas de montagens neste mês de janeiro. 

Redução na produção de veículos no mundo por falta de semicondutores. Nikkey ON!
Fábrica da Honda em Suzuka, Mie. Fonte: Kyodo.


No Japão, a Honda anunciou a redução da produção de automóveis em sua fábrica em Suzuka, província de Mie. A Subaru também reduzirá a sua produção na planta de Ota, província de Gunma. A Nissan cortou a produção de carros neste mês de janeiro em sua montadora de Oppama, província de Kanagawa. 

Além do Japão, a fabricante Toyota anunciou cortes de produção em suas fábricas no Texas (EUA) e em Guangzhou (China). A  alemã Volkswagen já anunciou a suspensão da produção de suas montadoras instaladas na China, Europa e América do Norte.

Falta de semicondutores no Japão. Nikkey ON!
Materiais semicondutores.


A produção mundial de semicondutores não está conseguindo suprir a alta demanda por chips eletrônicos com a recuperação do consumo global na crise do coronavírus. As indústrias automobilísticas e de eletrônicos (principalmente de smartphones e de consoles de vídeo games) têm muita dependência por componentes eletrônicos. Com a retomada da produção mundial, as indústrias de semicondutores não têm conseguido readequar e nem aumentar a produção para atender toda a demanda no curto prazo. A previsão é de que a oferta de semicondutores não será normalizada até o final de 2021. Estima-se que os fabricantes de semicondutores levem de 6 a 9 meses para regularizar toda a produção.


Fonte: Ipesi Digital / Globo.com / VejaOnline.jp


Escassez de semicondutores no mundo. Nikkey ON!


sábado, 16 de janeiro de 2021

Japão pode punir quem desrespeitar as novas medidas.

Governo japonês pretende endurecer as medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus.


Tóquio - Nesta sexta-feira do dia 15/01, foi completado 1 ano que o Japão começou a contabilizar o primeiro caso de coronavírus no país. Desde então, o arquipélago já soma mais de 311 mil casos registrados da doença e que recentemente forçou o governo a um segundo estado de emergência para Tóquio e para outras 10 províncias.


Parlamentares do Japão reunidos para novas medidas contra o covid-19.
Reunião entre especialistas de saúde no Ministério da Saúde, 
Trabalho e Bem-Estar em Tóquio - 15/01/2021. Fonte: Kyodo.


Diante da terceira onda de casos no país, o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga está planejando implementar uma legislação mais severa para punir quem descumprir as regras de combate ao vírus. O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar se reuniu ontem (15/01), para discutir uma proposta de revisão da lei de doenças infecciosas, podendo multar ou até mesmo decretar prisão para as pessoas que testarem positivo à COVID-19 e se recusarem a se hospitalizar ou cooperar no rastreamento da infecção. 

O plano foi aprovado pela maioria dos especialistas em saúde que estava na reunião, mas é necessário que o governo tenha cautela na aplicação de punições. Alguns especialistas têm expressado dúvidas com a eficácia das novas medidas na redução de infecções. 

A proposta que revisa a lei foi revelada pelo governo de Suga aos partidos governantes e de oposição, antes da sua apresentação na sessão regular do Parlamento marcado na próxima semana. De acordo com a proposta, a pessoa infectada que se recusar a ser hospitalizada pode ser penalizada com uma multa de no máximo 1 milhão de ienes ou cumprir uma pena de prisão de até 1 ano.

Os hospitais para pacientes com COVID-19 no Japão estão ficando cada vez mais cheios, pressionando as instituições médicas a evitarem a liberação de mais leitos para pacientes infectados por medo de expor o local ao vírus.

A nova proposta também pode multar empresas que não cumprirem regras implantadas no combate ao coronavírus, tais como a redução do horário de expediente ou do fechamento temporário do estabelecimento. Segundo uma fonte do Partido Liberal Democrático,  a multa por infringir as novas regras pode chegar a 300.000 ienes ou até 500.00 ienes caso a empresa esteja na província em estado de emergência. 

Os parlamentares demonstraram certa preocupação com as novas medidas a serem apresentadas, devido as punições e a redução da liberdade pessoal da sociedade. Segundo Yuichiro Tamaki do Partido Democrático para o Povo: "É uma espécie de zona cinzenta. Existem questões relativas às liberdades pessoais."


 Fonte: The Mainichi / Alternativa.


Governo japonês na luta contra o coronavirus - Nikkey ON!