sábado, 26 de agosto de 2023

Os chineses não apoiam a decisão do Japão.

China proíbe empresas chinesas de processarem frutos do mar originários do Japão.


Beijing - O governo da China informou nesta sexta-feira, 25 de agosto, que a indústria alimentar do país está proibida de comprar e utilizar mariscos originários do Japão, tanto no processamento como na venda no mercado chinês. A decisão chinesa veio um dia depois que, o próprio governo do país, suspendeu todas as importações de produtos marinhos vindas do território japonês.

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China proíbe empresas chinesas de processarem frutos do mar originários do Japão.
Jornais chineses desta sexta-feira, 25 de agosto, mostram matérias sobre a liberação no mar, da água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima. O governo chinês é totalmente contra a decisão do Japão, preocupada com uma possível poluição radioativa no Oceano Pacífico. Foto: Kyodo News.

O Japão começou na quinta-feira o processo de liberação no mar, da água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima. O governo chinês opõe-se veementemente à decisão japonesa, de despejar a água tratada da usina nuclear no Oceano Pacífico.

A Administração Estatal Chinesa de Regulação dos Mercados afirmou que irá reforçar o monitoramento dos produtos marinhos importados de outros países, para garantir a segurança alimentar dos chineses.

A operadora da usina nuclear de Fukushima, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), disse à mídia, na sexta-feira, que amostras coletadas no mar não detectaram trítios (isótopo de hidrogênio radioativo que continua presente na água tratada da usina). As amostras foram coletadas no mesmo dia do anúncio para a imprensa, e um dia depois do início da liberação da água radioativa tratada no mar.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, não quis comentar sobre os resultados do monitoramento da TEPCO, durante uma coletiva de imprensa. Ele apenas reafirmou que a liberação da água tratada de Fukushima no mar é um ato extremamente irresponsável e egoísta do Japão. Wang também disse que o Japão está transferindo o risco de poluição nuclear para outros países.

"A China e outros países têm o direito de tomar medidas legítimas, com o intuito de garantir um ambiente marinho saudável e a saúde e o bem-estar das pessoas", defendeu Wang.

Desde o desastre nuclear de 2011, a água da central de Fukushima tem sido tratada, através de um sistema avançado de processamento de líquidos. Esse sistema é capaz de remover a maioria dos radionuclídeos, exceto o trítio, na água contaminada da usina. Por mais de 10 anos que a TEPCO vem armazenando a água radioativa tratada em enormes tanques, ocupando um enorme espaço no terreno da central nuclear. E só agora, mesmo com muito protestos no país e internacionalmente, que a operadora da usina está jogando, cuidadosamente, a água tratada no mar.


Fonte: Kyodo News.

 
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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Trinta anos para esvaziar os tanques.

Deu início a liberação da água radioativa tratada no mar da região de Fukushima.


Tóquio - Na tarde desta quinta-feira, 24 de agosto, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) iniciou o polêmico processo de lançamento da água radioativa tratada no mar, problema causada pela usina nuclear de Fukushima Daiichi.

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Deu início a liberação da água radioativa tratada no mar da região de Fukushima.
Depois de muita polêmica, a TEPCO iniciou o processo de liberação da água radioativa no mar da região de Fukushima, em 24 de agosto. Foto: NHK News.

O governo japonês tem afirmado que o lançamento da água tratada, no Oceano Pacífico, é um passo necessário para desmantelar a central nuclear de Fukushima. Já faz mais de 12 anos que um devastador terremoto, seguido por um tsunami, danificaram seriamente a usina nuclear, eclodindo, desde então, um grave problema de radioatividade no local do incidente.

Antes da divulgação da liberação da água pelo governo, a TEPCO já tinha informado  que estava preparada para seguir em frente com o plano. A operadora da usina confirmou que a diluição de água tratada, com água comum, havia sido realizada conforme o planejado para a primeira etapa da liberação no mar.

De acordo com a TEPCO, ela analisou a concentração de trítio (um isótopo radioativo de hidrogênio) em becquerel, para cada litro de água radioativa tratada e diluída em água comum. Nas amostras coletadas, descobriu-se que a água diluída continha entre 43 e 63 becquerels por litro. Esse resultado está muito abaixo dos padrões seguras de liberação ambiental do Japão, que corresponde a 60 mil becquerels por litro.

Desde 2011, a água usada para resfriar o combustível derretido, da usina nuclear Fukushima Daiichi, está se misturando com a chuva e as águas subterrâneas do local. Com isso, o volume da água radioativa só vem se acumulando nos enormes tanques externos da central, criando problemas de espaço para a enorme quantidade de água radioativa estocada. 

Para o descarte no oceano, a água diluída da usina é bombada para uma tubulação que fica sob o fundo do mar. A liberação da água é feita a 1 km da costa litorânea da província de Fukushima. A primeira etapa do processo levará cerca de 17 dias para ser concluída. Nesse espaço de tempo, será lançado cerca de 7,8 mil toneladas de água tratada no Oceano Pacífico. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o plano da TEPCO segue corretamente as diretrizes seguras da entidade, com níveis de trítios (por litro d'água) bem abaixo do recomendado.

O processo completo, de  liberação da água tratada no oceano, deverá levar pelo menos 30 anos. Membros da indústria e comércio, que vivem próximos da usina nuclear, expressaram preocupações sobre um futuro impacto negativo em seus negócios. Entretanto, o governo japonês está prometendo trabalhar duro, para evitar qualquer dano aos moradores que vivem na costa de Fukushima. 
 

Fonte: NHK News.


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