quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Japoneses sem direito a visto.

China defende a suspensão de emissão de visto para japoneses, e sul-coreanos, como justa e razoável.


Pequim - Com o fim da política "zero-COVID" na China, muitos chineses estão aproveitando a oportunidade para viajar ao exterior, depois de um longo período presos em seu próprio país. 

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China defende a suspensão de emissão de visto para japoneses, e sul-coreanos, como justa e razoável.
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, informou que os cidadãos japoneses e sul-coreanos estão impossibilitados de tirar visto de entrada para qualquer parte do território chinês, a partir de 10 de janeiro de 2023. A ação do governo de Pequim é uma retaliação aos controles de fronteiras mais rígidos, em certos países, para os viajantes chineses. Foto: NHK News.

No entanto, com o recente aumento de casos de COVID-19 na China (por causa do fim da política restritiva), muitos países impuseram controles de fronteiras mais rígidos para entrada de viajantes chineses. 

Entendendo como uma ação discriminatória aos chineses, a China também está devolvendo na mesma moeda, endurecendo as regras de suas fronteiras. Agora, a emissão de vistos chineses para viajantes japoneses e sul-coreanos está suspensa por tempo indeterminado. 

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o país está tomando uma resposta recíproca para alguns países, como Japão e Coréia do Sul. O governo de Pequim considera as mudanças das regras, do dois países vizinhos, excessivamente exageradas aos viajantes chineses. 

Nesta terça-feira, 10 de janeiro, a Embaixada da China em Tóquio anunciou a suspensão dos vistos para cidadãos japoneses. No mesmo dia, a Embaixada da China, em Seul, também suspendeu a emissão de vistos para os sul-coreanos.

Wang Wenbin, vice-diretor do Departamento de Informação do Ministério das Relações Exteriores da China, disse aos repórteres, na quarta-feira, que a decisão do governo de Pequim é uma resposta justa e razoável. Essa ação foi necessária para garantir os direitos legítimos dos cidadãos chineses, assim como o intercâmbio e a cooperação normal entre as nações.

A imprensa questionou Wang, dizendo se a medida da China carece de reciprocidade, já que o Japão não restringiu a emissão de visto japonês para viajantes chineses. Wang não respondeu a questão.

Os repórteres também perguntaram se a China não dará uma medida recíproca contra os Estados Unidos, onde os americanos mantêm um controle de fronteira rígido para os cidadãos chineses. Wang apenas disse que isso já foi respondido.

Ichiro Korogi, professor da Universidade de Estudos Internacionais de Kanda, apontou que o governo de Pequim encerrou sua política de "zero-COVID", dizendo a seus cidadãos que eles são livres para viajar ao exterior. Mas, por outro lado, as restrições de fronteiras de outros países estão sendo contrárias ao movimento de chineses, sem a imposição rígida do governo chinês contra o coronavírus.

O professor japonês também disse que, desta vez, a China escolheu a Coréia do Sul e o Japão (talvez por revolta) só para uma ação retaliatória. É provável que as autoridades de Pequim irão esperar a decisão de outros países, em relação a suas fronteiras.


Fontes: NHK News / Wikipédia.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Prejuízos por causa da gripe do frango.

Com o avanço da gripe aviária, mais de 10 milhões de aves são abatidas no Japão.


Tóquio - Neste período do outono/inverno no Japão, os casos de gripe aviária já levaram ao abate recorde de 10,08 milhões de aves, em todo o território nacional.

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Com o avanço da gripe aviária, mais de 10 milhões de aves são abatidas no Japão.
Uma equipe da vigilância sanitária vistoria uma granja na província de Ibaraki, por causa do surto de gripe aviária no local. Neste período do inverno, um recorde de infecções, pelo vírus da gripe, tem provocado o abatimento de milhares de aves por todo o território do Japão. Foto: NHK News. 

O vírus da gripe se espalhou nas aves (frangos e aves poedeiras) com uma velocidade sem precedentes no país. Os primeiros casos foram confirmados em Kurashiki, província de Okayama, e em Atsuma, província de Hokkaido, a partir de 28 de outubro do ano passado.

O Ministério da Agricultura do Japão informou que o número de locais afetados, pelo vírus, atingiu o recorde de 57 granjas, localizadas em 23 diferentes províncias japonesas. Nesta terça-feira, 10 de janeiro, mais outra granja (já incluída na lista de granjas com casos do vírus) foi afetada pela gripe aviária. O novo caso ocorreu na cidade de Kawaminami, província de Miyazaki.

Segundo o ministério, é a primeira vez que o abate ultrapassa 10 milhões de aves. O recorde anterior foi entre o outono de 2020 e o inverno de 2021, onde 9,87 milhões de aves foram abatidas no Japão, por causa da gripe aviária.

Especialistas no assunto atribuem a rápida disseminação do vírus da gripe com a chegada das aves selvagens, que começam a migrar para o Japão entre o outono e o inverno. Em 2022, as mesmas vieram mais cedo ao território japonês, chegando aqui no final de setembro. Isso resultou em uma escala sem precedentes da transmissão do vírus, a partir das aves migratórias infectadas para as aves do Japão.

O vírus da gripe aviária pode permanecer no ecossistema, no mesmo ambiente das aves não migratórias do país, até a chegada da primavera no Japão (entre março e abril).

As equipes do Ministério da Agricultura estão pedindo aos criadores do Japão, de aves no geral, que façam uma perfeita higienização de suas instalações de criação de animais. Além disso, é necessário a verificação e reparos das instalações, para que nenhum animal selvagem (transmissor do vírus da gripe) chegue perto dos frangos e aves poedeiras incubadas.


Fonte: NHK News.


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