quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Aumento de suicídios entre estudantes.

Muitos jovens em idade escolar cometeram suicídio no Japão durante a pandemia em 2020.


Tóquio - O número de suicídios entre estudantes japoneses teve um aumento considerável em 2020, principalmente quando a sociedade começou a sentir os efeitos da pandemia do coronavírus. De acordo com um relatório provisório do Ministério da Educação, um total de 479 jovens tiraram as suas próprias vidas no Japão. 

Muitos jovens em idade escolar cometeram suicídio no Japão durante a pandemia em 2020.
479 estudantes japoneses cometeram suicídio em 2020. Foto: Getty images.

O aumento expressivo de suicídios entre jovens aconteceu principalmente no período de retorno as aulas em junho do ano passado, após um longo período em que as escolas ficaram fechadas por causa da pandemia de COVID-19.

Segundo os dados de 2020, 14 estudantes do ensino primário se suicidaram no Japão (8 crianças a mais se comparado com os dados de 2019). No ensino ginasial, 136 estudantes  cometeram suicídio (40 adolescentes a mais em relação 2019). Já no ensino médio, o número de suicídios foi de 329 casos (92 jovens a mais em relação 2019).

Na comparação de gêneros no ensino médio japonês, 191 rapazes e 138 moças cometeram suicídio no ano passado (21 rapazes e 67 moças a mais em relação aos dados de 2019).

O Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT - Japan), analisou o assunto com base nas estatísticas de suicídios divulgadas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência do Japão. Os resultados foram apresentados numa reunião com especialistas em prevenção de suicídios, no dia 15 de fevereiro.

As principais causas de suicídios estão relacionadas com:  preocupação com o futuro após o fim dos estudos (atribuída pelos jovens suicidas em 55 casos); e fraco desempenho escolar (citado pelos suicidas em 52 casos).

Um fator preocupante é que cada vez mais os jovens japoneses estão se suicidando com problemas de depressão e de outras doenças mentais, segundo os dados do relatório provisório.

Para tentar resolver o problema, o Ministério da Educação disse que vai dar mais ênfase na divulgação de serviços de ajuda telefônica, fornecer consultas e outros serviços de apoio a crianças e adolescentes.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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