segunda-feira, 25 de abril de 2022

Quem deixou a torneira aberta?

Professor japonês entra em apuros depois de gastar a água encanada da escola em excesso.


Tóquio - No final do ano passado, uma escola na cidade de Yokosuka, província de Kanagawa, levou um tremendo susto quando recebeu sua conta de água de aproximadamente 3,5 milhões de ienes (US$ 27 mil). 

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Professor japonês entra em apuros depois de gastar a água encanada da escola em excesso.
Um professor acreditava que deixando o registro d'água da piscina aberto constantemente evitaria infecções por coronavírus na escola. No entanto, a escola japonesa acabou recebendo uma conta de água caríssima pela ideia equivocada do docente responsável.

O responsável pelo gasto excessivo de água, por meses, foi um professor que era encarregado pela manutenção da piscina da instituição de ensino. A explicação que ele deu para a diretoria, pela caríssima conta de água, foi a seguinte: evitar qualquer tipo de infecção por coronavírus, entre os alunos e professores, dentro da escola.

O professor, que não teve a identidade revelada, acreditava que o fluxo constante de água limpa manteria a piscina da escola livre do vírus da COVID-19. O registro da piscina ficou constantemente aberto desde o final de junho até início de setembro do ano passado.

Normalmente, o cloro e as máquinas de filtragem mantêm a água da piscina limpa. "O professor, de alguma forma, teve a ideia errada de deixar a água encanada jorrando o tempo todo dentro da piscina, achando que isso ajudaria a prevenir o coronavírus", disse Akira Kojiri, funcionário do conselho de educação do município.

Outros membros da escola, ocasionalmente, notavam o desperdício de água e fechavam o registro da piscina de imediato. Entretanto, o professor voltava a abrir o registro quando percebia que alguém havia interrompido o fluxo de água.

Segundo Kojiri, cerca de 4.000 metros cúbicos de água foram desperdiçados em pouco mais de dois meses. Essa quantidade de água jogada fora daria para encher 11 vezes a piscina da escola.

Agora, as autoridades do governo municipal de Yokosuka exigem que o professor responsável pelo desperdício de água, e mais dois supervisores, paguem a metade da conta de 3,5 milhões de ienes.

"Pedimos desculpas aos nossos moradores pelos danos causados nas finanças públicas de nossa cidade", informaram as autoridades de Yokosuka, em um comunicado municipal.


Fonte: Japan Today.


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